ELEIÇÃO MUNICIPAL 2020

Em palanque eleitoral, deputado xinga adversário de bandido

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Com a aproximação do dia “D” para a votação eleitoral nos municípios brasileiros é normal começarem as apostas feitas por eleitores, até mesmo o clima nos municípios que era de aparente tranquilidade já não é mais, mas foram nas convenções partidárias que os ânimos começaram a se exaltar. Até troca de farpas, alfinetadas e acusações estão ocorrendo entre os candidatos simpatizantes dos grupos políticos.

As redes sociais e aplicativos tem sido usadas como disputa de grupos entre governistas e oposicionista. A emblemática cidade de Lucas do Rio Verde sempre têm eleições polêmicas nos últimos anos e o clima eleitoral definitivamente foi antecipado no município.

Além das redes sociais, o clima também já começa a esquentar nas ruas da cidade e até veículos de comunicação como Rádio, Jornal, TV e sites de noticias já estão sendo usados para esquentar o clima eleitoral.

Na cidade de Lucas do Rio Verde, o clima não ficou bom, nuvens escuras estão passando pela cidade, é que o ex-vice-prefeito de Lucas do Rio Verde, o deputado estadual Silvio Fávero, que responde a um Inquérito Policial Nº 001879-040-2017 (notícia crime) por incitação ao crime e à violência quando usou de famílias carentes para fazer politicagem no município, mandando que as mesmas invadissem um conjunto de casas populares do Programa Minha Casa Minha Vida.

Em 2017, várias famílias foram vítimas de uma articulação do deputado e registraram Boletim de Ocorrência contra o parlamentar. A ação lhe rendeu ainda abertura de investigação pelo Ministério Público por Improbidade Administrativa (MP 001213-040-2017).

Mentirosos, o povo vai dar a resposta nas urnas. Começando por mim, que fui expulso da Prefeitura, sem caráter, bandido”, disse o deputado de cima do carro e som, em referência ao atual prefeito Luiz Binotti, com o quem Fávero compôs chapa na eleição passada e foi seu vice.

APOIO DE ‘PESO’

Colecionadores de processos, os ex-prefeitos de Lucas do Rio Verde, Otaviano Olavo Pivetta e Marino Franz também subiram ontem no palanque do candidato pela coligação “Gente que Faz”, Miguel Vaz e deram um show de incoerência e hipocrisia.

Com casos como o conhecido Cooperlucas nas costas (7 condenados por crime contra o sistema financeiro e estelionato) e o escândalo do Selo Verde (falsificação de notas fiscais pela Fiagril na compra de produtos da agricultura familiar) os apoiadores de Miguel Vaz discursaram sobre caráter, idoneidade, avanços e pediram o fim das mentiras.

Aos gritos, o ex-prefeito Marino Franz, além de palavras de ordem, disse:

A coisa mais linda é poder caminhar com pessoas de boa índole. O 23 significa resgatar os valores de Lucas do Rio Verde, chega de guacheba aqui, expressão utilizada para caracterizar quem é pau mandado.

Pivetta, inclusive, licenciou-se do cargo de vice-governador sob justificativa de tratamento de Saúde, e estava em plena forma, em cima do palanque fazendo campanha política.

Estou licenciado por período de 30 dias sem remuneração para cuidar de assuntos de minha saúde pessoal“.

A Ação

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Política

Pinheiro e Pátio na mira de Medeiros

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Enquanto ocorrem as primeiras eleições no governo Bolsonaro, é possível perceber que em grande medida as questões nacionais estão presentes e se misturam com o debate local, seja por conta da Pandemia que mata centenas de milhares, do desemprego de milhões, da Saúde, da volta da inflação e da fome que cresce, e não é só o destino das cidades que estão em jogo, o futuro da classe trabalhadora é uma questão central. E isso nós não estamos vendo acontecer entre os postulantes a cadeira numero 1 de Cuiabá.

Seja nos blocos do horário eleitoral, veiculados de manhã e à tarde, ou nos comerciais que entram na programação, as campanhas aumentam o tom dos ataques em propagandas no rádio. O mesmo acontece nas publicações na internet. Na comparação com a televisão, que tem o maior alcance e audiência entre o eleitorado, há mais citações aos rivais, críticas e até ironia.

José Antônio Medeiros, deputado federal e candidato ao Senado da Republica pelo Podemos, anunciou que vai pedir, por meio do Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso, a cassação dos prefeitos Emanuel Pinheiro (MDB) de Cuiabá, e de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), por improbidade administrativa durante o período mais crítico da Pandemia do novo Coronavírus em Cuiabá.

O pedido deve ser protocolado nos próximos dias na Câmara Municipal de Vereadores.

Nesta sexta-feira (23), em live, com o candidato a Prefeito de Cuiabá, vereador Abílio Júnior (Podemos), José Medeiros afirma que existem elementos suficientes para pedir o afastamento de Emanuel Pinheiro da Prefeitura de Cuiabá.

Abílio e Medeiros apontam alguns motivos que podem levar a cassação do prefeito cuiabano, entre eles, o decreto municipal que reduziu em 30% da frota do transporte coletivo para evitar aglomeração. No entanto, a redução aumentou os riscos de contaminação, pois as pessoas se aglomeraram dentro dos poucos ônibus que estavam disponíveis na cidade.

Outro fator seria a diminuição do horário de funcionamento do comércio. De acordo com Abílio, as pessoas foram obrigadas a aglomerar nos horários reduzidos. O vereador também cita o fracassado rodízio de placas de carros pelo CPF implantado pela prefeitura.

As medidas que o prefeito de Cuiabá tomou ajudaram muito mais ao Covid do que a população, lamenta Abílio.

O candidato a prefeito ainda comenta que Emanuel Pinheiro pode ser responsabilizado pela contaminação das pessoas, por promover aglomeração em horários específicos, pelo fechamento de empresas, aumento do desemprego e por medidas que prejudicaram a economia de Cuiabá.

Ele [Emanuel Pinheiro] errou, não agiu tecnicamente e sim politicamente. Muitos prefeitos agiram assim com objetivo de buscarem mais recursos federais“, critica o vereador.

Para o deputado federal José Medeiros, que é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, a negligência de alguns gestores públicos durante a pandemia foi levantada pelo presidente da República, que enviou milhões de reais para os municípios e muitos não abriram nenhum leito novo de UTI como foi o caso de Cuiabá.

Alguns prefeitos, como o prefeito Pátio, pegaram os recursos enviados pelo Governo Federal para combater o Covid-19 e fizeram asfalto pensando em faturar eleitoralmente. Eu chamo isso de asfalto de sangue. Enquanto eles faziam asfalto, as pessoas morriam por falta de atendimento. Qual o pai de família vai arrumar a calçada de sua casa enquanto o filho está precisando de saúde? Ele pega o dinheiro e aplica na calçada? Não! Ele aplica o dinheiro na saúde. Aqui foi diferente. Desde o início da pandemia entrou R$ 500 milhões no cofre da Prefeitura de Cuiabá e quase R$ 80 milhões enviados pelo Governo Federal e não fizeram nenhum leito de UTI, enquanto tem cidade que fez seis leitos com menos de um milhão. Diante de tudo isso, se faz necessário pedir o afastamento dos dois prefeitos pelo bem da população, comenta Medeiros.

O vice-líder de Bolsonaro lembra que a gestão de Emanuel Pinheiro foi marcada por escândalos, entre eles o do Paletó e o afastamento e até a prisão de secretários. O mais recente foi o afastamento do ex-secretário de Saúde, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho por suspeita de ter superfaturado a compra de remédios para o tratamento da Covid-19. Já em Rondonópolis, Medeiros cita a compra de respiradores falsos e o pedido de Pátio para utilizar os recursos federais da Covid para fazer asfalto.

Pátio e Emanuel deviam estar presos por negligência no atendimento das vítimas do Coronavírus“.

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