ELEIÇÃO 2020

Eleições em Cuiabá; Stopa volta a ter o nome cogitado para disputa eleitoral

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Ex-secretário afirma que cabe à convenção eleitoral do Partido Verde (PV) decidir a melhor alternativa para as eleições 2020 na capital

A pouco mais de um mês para o início das convenções partidárias e a definição sobre coligações, que ocorrerão, extraordinariamente este ano, entre os dias 31 de agosto e 16 de setembro, começa no interior dos partidos a discussão sobre os prováveis nomes para disputar as eleições e formar coligações com capacidade para vencer o pleito eleitoral de 2020.

No Partido Verde (PV), um dos nomes cotados para disputar a eleição para Prefeito de Cuiabá é do ex-secretário de serviços urbanos, José Roberto Stopa, político que conta com o apoio de um número expressivo de lideranças comunitárias da capital e de lideranças políticas de vários partidos.

Stopa é atualmente o presidente estadual do Partido Verde em Mato Grosso e se desincompatibilizou recentemente do cargo de secretário municipal. Entre as especulações em torno de seu nome, fontes afirmam, também, que no caso de ser consolidada uma coligação envolvendo 12 partidos em torno da reeleição do Prefeito Emanuel Pinheiro, seu nome é o mais cotado para disputar o cargo de vice-prefeito.

Apesar dos comentários que dão como certa sua candidatura para um cargo importante na disputa eleitoral deste ano em Cuiabá, Stopa não se manifestou até o momento sobre o assunto. Mas afirmou que tudo dependerá da convenção que o Partido Verde realizará, dentro do prazo estipulado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Como Presidente do Partido Verde em Mato Grosso, meu objetivo é apoiar as decisões majoritárias votadas na convenção que realizaremos. Como sempre fiz, quero colocar minha experiência, minha liderança e minha história de serviços prestados à população cuiabana, à disposição do Partido para o que for necessário. Com certeza iremos decidir e escolher juntos a melhor alternativa e o melhor nome para nossa cidade e a nossa população, neste ano de disputa eleitoral”, destacou Stopa.

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Política

Apesar dos protestos, PEC da Previdência é aprovado por 16 votos favoráveis

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A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera as regras de aposentadoria dos servidores estaduais replica as novas normas já aprovadas para os servidores federais vai possibilitar que o Estado de Mato Grosso reduza em R$ 25 bilhões o déficit financeiro da previdência previsto para os próximos 10 anos.

Dos R$ 31 bilhões estimados, apenas R$ 6 bilhões precisariam ser pagos com recursos dos cofres públicos no período, conforme relatório técnico do Mato Grosso Previdência (MT/Prev).

Caso não fosse aprovada a reforma para conter o déficit de Mato Grosso, implicaria ainda em restrições ao Estado junto à União, o que impediria Mato Grosso de receber transferências do governo federal, firmar convênios, e até de receber parcelas de convênios já celebrados.

Nesta quarta-feira (12), mesmo sob protestos dos servidores estaduais, que realizaram também uma carreata pelas ruas do Centro Político e Administrativo (CPA), na Capital, por 16 votos favoráveis e 8 contrários, os parlamentares mato-grossenses aprovaram em sessão ordinária, o Projeto de Emenda Constitucional 06/2020, a PEC da Previdência.

José Eduardo Botelho (DEM), presidente da Casa de Leis, depois de votar a PEC, colocou em votação as emendas que tiveram pedido de destaque. A PEC da Previdência teve 112 emendas apresentadas.

Foi uma PEC amplamente debatida, está aqui desde o início de março. Foi discutidos, todos tiveram oportunidade de apresentar emendas, votamos em destaque, o que nem é permitido pelo regimento, mas concedemos o destaque para dar oportunidade de o plenário decidir. O que foi votado é a vontade da maioria dos deputados. Eu acredito que é o melhor. Não saiu como muitos queriam, mas foi a posição da maioria”.

Em relação à emenda 75, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), disse que participou da articulação da emenda de autoria das lideranças partidárias.

Essa emenda 75, eu mesmo participei da articulação ela, ela faz justiça com o trabalhador que se aposenta com um salário melhor. A pessoa trabalha um pouco mais, porém, se aposenta com um salário melhor”, afirmou o presidente da Casa de Leis.

Das emendas que seguiram para votação em destaque, os deputados aprovaram apenas uma, a emenda 75, de autoria das lideranças partidárias. A emenda acrescenta o parágrafo único ao Art. 6º do Projeto de Emenda Constitucional 06/2020, mensagem 16/2020, com a seguinte redação:

Art. 6º (…) Parágrafo único, para efeitos da aplicação do disposto no artigo 26 da Emenda Constitucional n.º 103/19, mencionado no caput, será considerada a média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado o servidor, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994, ou desde a do início da contribuição, devendo-se observar, ainda, as demais regras nele contidas. Os deputados rejeitaram as emendas 27, 58, 65, 66, 90, 68, 111, 98, 100, 70, 102, 74, 82, 83, 86, 102, 104, 105 e 106“.

Entre as principais mudanças propostas, está o aumento da idade mínima de aposentadoria de 55 anos para 62 para mulheres, e de 60 para 65 anos para homens. As carreiras da área de segurança e dos professores também ganham regras próprias, se aposentando mais cedo do que as carreiras do regime geral. A aposentadoria compulsória permanece aos 75 anos para todos os servidores.

Votaram contra a PEC da Previdência os deputados; Thiago Alexandre Rodrigues da Silva (MDB), Lúdio Frank Mendes Cabral (PT), Claudinei de Souza Lopes, o “Delegado Claudinei” (PSL), Elizeu Francisco do Nascimento (DC), Janaína Greyce Riva (MDB), Allan Kardec Pinto Acosta Benitez, mais conhecido como Professor Allan, (PDT), Valdir Mendes Barranco (PT) e Max Joel Russi (PSB).

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