NOIVO COBIÇADO

Eleição suplementar e o cobiçado apoio de Mendes aquecem os bastidores do Palácio Paiaguas

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Aliado cobiçado antes das definições das candidaturas ao Senado da Republica, o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, considerado por muitos pelos corredores palacianos como o noivo da vez, tem um grande problema para ele solucionar: assumir os compromissos feito com Otaviano ou com Favaro.

Com esta batata quente nas mãos, o que estará fazendo o governador Mauro Mendes para esfriar essas batatas, nestes dias antes das convenções que já estão próximo de acontecer: estaria articulando apoio para Pivetta ou Favaro? Estaria conversando com lideranças dos municípios, prefeitos, vice-prefeitos, ex-governador e outras pessoas pedindo apoio pata Pivetta ou Favaro?

Mesmo dando sinais de que apoiará Pivetta, nos bastidores, o governador Mauro Mendes é motivo de preocupação dos pré-candidatos. Com experiência de ex-prefeito de Cuiabá e atual governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes acumula capital político e eleitoral respeitável.

E pela movimentação nos bastidores da política mato-grossense, as costuras ao Senado da Republica, vem agitando o núcleo político do Paiaguas, já que vai impactar na construção das alianças para as Eleições de 2022.

Para ficarmos ciente: a eleição municipal e suplementar ao Senado vai além da escolha do nome. Pode ser uma montagem de candidatura de centro para o Governo do Estado no pleito eleitoral que ocorrerá daqui dois anos, hoje focada no vice-governador.

Otaviano Olavo Pivetta, do Partido Democrático Brasileiro (PTB) é o pano de fundo para a movimentação. Será uma costura vertical dado que há políticos com peso suficiente para impor suas vontades, é vem ocorrendo desde o ano passado. Pivetta é o principal beneficiário final dos acordos em curso. DEM e PSDB sonham com uma união de forças, que marque diferenças contra Mendes.

Alguns líderes políticos especulam a viabilidade do emedebista Emanuel Pinheiro entrar no jogo, mas sem encolhimento político, parece ter cimentado as dúvidas. Por outro lado esses líderes se questionam acerca da imagem excessivamente mato-grossense do MDB, uma maldição antiga na disputa do Palácio Paiaguas.

Também é incerto o impacto das denúncias contra líderes da velha guarda, sobre a sigla em si, mas por ora Emanuel Pinheiro fica onde está.

Pois muito bem amigos internautas do Blog do Valdemir, a primeira mobilização nesse sentido envolve Mauro Mendes. A segunda segue nos bastidores e pode ser um rascunho não realizado com o Senador do Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos, o tucano Nilson Aparecido Leitão e o pedetista Otaviano Olavo Pivetta, mas não deixa de ser um movimento expressivo: a sugestão é que Pivetta pode ser candidato a sucessão de Mauro.

O vice-governador não aparecia nas rodas de conversas do núcleo duro do Palácio Paiaguas como opção para o Senado.

Diante de falta do apoio palaciano, houve várias reuniões quentíssimas, porém o Palácio Paiaguas, voltou os olhos para o pleito de 2022, ainda que de maneira discreta e, Pivetta é um nome de consenso do Paiaguas. Seu retorno aos braços palacianos é uma alternativa para manter as alianças, com musculatura para serem decisivas em um processo eleitoral.

Caso o nome de Pivetta apareça “para o jogo“, a chance de conter ímpetos é alta.

Por isso, a demarcação de território por parte da cúpula do DEM e do PSDB é relevante. Além disso, o perfil aglutinador por parte do governador Mauro Mendes pode permitir que liderança do interior que eventualmente pensam em “mudar de lado” já em 2020, apontando em uma candidatura forte em 2022.

Talvez você pense que, pode parecer estranho, porém essa ação do DEM de Jayme Campos e o PSDB remonta a experiência prévia do então PPS em 2002, quando os prefeitos do interior fingiam apoiar o candidato na época Antero Paes de Barros, enquanto Blairo Borges Maggi cresceu e venceu ainda no primeiro turno. Ao evitar essa debandada de “grandes eleitores”, mesmo em um movimento não confirmado, o grupo atualmente sob a batuta de Mendes mantém tecida uma rede de relacionamento político em 2020, com vistas em 2022. São quase que complementares e extremamente imbricadas.

Entenda o caso

Pivetta chegou a uma possível renúncia de vice-governador, para disputar o Governo do Estado em 2022. O núcleo duro do Palácio Paiaguas ficou dividido em dois grupos: uma de Favaro e outra de Pivetta.

Nota da redação

O agravamento da crise política entre o Mauro Mendes e Jayme Campos, expõe uma disputa que afeta não apenas atual administração do Governo.

A disputa opõe ao grupo de Mendes, que não controla a sigla, quem controla é o grupo dos Campos.

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Política

Caramuru a Emanuel serão investigados pela DEFAZ e GAECO

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Já fiz o que tinha que fazer, fiz a denúncia. Li que a delegada disse que as prisões não tem nada a ver com a denúncia. Depois li que a denúncia que fizemos está merecendo toda uma investigação. São duas correntes de investigação. Não sei o que virá disso”.

Foi o que disse o deputado estadual do PSDB, Wilson Pereira dos Santos sobre uma verdadeira “farra” na política de concessão de Incentivos Fiscais do Estado de Mato Grosso.

Na época, o parlamentar estadual tucano lembrou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), apontou desvios milionários aos cofres públicos nos últimos anos.

A questão Caramuru é um pingo d’água num oceano de corrupção na política de incentivos fiscais do Estado”.

O relatório da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal diz que, no período de 2011 a 2014, houve um desvio de R$ 1,7 bilhão da política de incentivos em Mato Grosso. Foi uma farra. Todo mundo deitou e rolou, tirou pedaço da viúva. Caramuru é apenas um caso, teria afirmado o parlamentar estadual do PSDB, Wilson Santos.

O tucano lembrou que a denúncia feita por ele durante a campanha eleitoral para Prefeito de Cuiabá na época, dando conta de um esquema de corrupção envolvendo a empresa Caramuru.

À época, o tucano também divulgou uma gravação de áudio em que Bárbara Pinheiro, cunhada de Emanuel Pinheiro (MDB), admitiria que recebeu dinheiro para ajudar a Caramuru a obter os Incentivos Fiscais.

A Delegacia Fazendária (Defaz), após quatro anos pediu apoio ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para dar continuidade às investigações acerca do suposto esquema de cobrança de propina envolvendo o hoje Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). No último mês, enviou a investigação que foi iniciada em outubro de 2016 ao órgão.

Após provocação do Ministério Público, o inquérito relativo à demanda apresentada foi instaurado em 24 de outubro de 2016 pela Delegacia Fazendária. Em setembro deste ano, a Delegacia Fazendária solicitou o apoio do Gaeco e encaminhou o inquérito ao grupo para continuidade das investigações”, informou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).

O Ministério Público também pontua que não é possível passar detalhes sobre o andamento da investigação, pois a mesma está sob sigilo.

Conforme a denúncia de Wilson Santos, o pagamento dos valores teria sido feito por meio das empresas do irmão de Emanuel Pinheiro, Marco Polo Pinheiro, o Popó, da esposa dele, Bárbara Noronha Pinheiro, e da irmã de Bárbara, Fabiola Noronha.

O parlamentar tucano disse que o pedido de enquadramento da Caramuru no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), para obter o inventivo fiscal, só teve andamento após Emanuel Pinheiro intervir junto à secretaria de Indústria e Comércio, à época comandada por Allan Zanatta, que estaria no cargo por indicação de Emanuel.

Allan Zanatta foi alvo da Operação Sodoma, que investigou esquema de fraude na concessão de incentivos fiscais em troca de propina. Ele negou participação.

Ainda de acordo com a denúncia do deputado, após o requerimento ser deferido, as empresas do irmão e cunhada de Emanuel teriam emitido R$ 4 milhões em notas em favor da Caramuru, como forma de “lavar” a propina.

Wilson Santos apresentou uma gravação contra Popó e sua esposa como elementos de prova para robustecer a denúncia. De acordo com o parlamentar, eles estariam desesperados e com medo de que o caso atingisse Emanuel.

Os pagamentos teriam sido feitos em 2014, durante a gestão do então governador Silval da Cunha Barbosa, conforme o processo da Caramuru ia caminhando dentro do governo.

À época em que o caso foi denunciado, Emanuel Pinheiro emitiu nota afirmando que nunca teve qualquer negócio ou relação empresarial com as empresas do irmão, da cunhada e da irmã dela, e que cabia a eles prestar explicações sobre os honorários recebidos da empresa Caramuru. Emanuel defendeu a apuração dos fatos, mas classificou a denúncia como “factóide”. (Com Leiagora)

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