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Éder Moraes tem HC negado pela Justiça

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A Juíza Neusa Maria Alves da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que é plantonista deste feriadão prolongado da Semana Santa, negou o ‘habeas corpus’ impetrado pelos advogados, José Eduardo Rangel Alckmin, Rodrigo Alencastro e Ronan Oliveira, ao ex-secretário de estado Éder Moraes prezo na Operação Ararth na última quarta-feira em sua residência, um condomínio de auto luxo em Cuiabá, atendendo ao pedido do Ministério Publico Estadual (MPE).

ederpreso-2A alegação do MPE que decretou a prisão do ex-secretário Eder, foi motivada por ele estar se desfazendo de todos os seus patrimônios, fazendo transferências de seus imóveis aos filhos menores de idade, um de 19 e o outro de 11 anos de idade.

O ex-secretário de Estado, réu em ações decorrentes das investigações deflagradas pela Operação Ararath, e a desembargadora a Juíza Neusa Maria Alves da Silva (TRF) em seu despacho ela estaria embasada e respaldada pela legalidade, a mesma decisão do Juiz Federal de Mato Grosso Jefferson Schineider, a desembargadora teria segundo os advogados, acatado as justificativas da transferência de um imóvel de Eder.

Moraes já teria sido preso em 2014 durante a Operação Ararath e levado para Brasília, por ordem do ministro Dias Tofolldo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo um de seus advogados, Ronan Oliveira, teria ficado apenas uma pendencia que seria um dos veículos do ex-secretário que vai permitir ele de recorrer da decisão, assim como todos os bens de Eder e seus imóveis estão declarados na Receita Federal, e que a mera transmissão para os descendentes não afasta a possível responsabilização, caso assim a Justiça determine, coisa que acredito ser improvável, já que ficará comprovada a inocência do nosso cliente. Disse Ronan.

 

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Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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