ANO NOVO, TUDO VELHO
Distrito de Guariba: à mercê de um futuro incerto
Distante cerca de 150 km da cidade de Colniza, com acesso por estrada de chão e dificuldade de sinal de telefonia e internet, o distrito de Guariba o Distrito de Guariba pertence ao município de Colniza a 213 km da cidade, e está situado a 1.100 km de Cuiabá, a 98 km de Machadinho do Oeste no Estado de Rondônia, e a 260 km de Apuí no Amazonas. Com uma população de cerca de 3.000 habitantes, o distrito está localizado a apenas 2 km do Rio Guariba.
Ano novo, vida nova, pelo menos isso, que era para estar acontecendo no Distrito de Guariba, no município de Colniza, mas de acordo com moradores da região, não é bem essa a realidade vivenciada pela população, já que a gestão municipal, parece ter negligenciado ações que viabilizam melhorias na comunidade.
Segundo informações que chegaram até o “Curumim da Tribo de Jah”, é que o Distrito Guariba tem uma das melhores arrecadações do município, porém, há tempo vem sofrendo com as precariedades, e falta de atenção do Poder Executivo.

Parece que os moradores, não estão tendo atendimento na Saúde, Educação, Social e Infraestrutura. A chegada descontrolada de diversas famílias provocou o “inchaço” de Guariba, agravando os dois grandes problemas da região: a questão fundiária e a violência. Os anos anteriores foram marcados pela ocorrência freqüente de invasões de terra, grilagem, conflitos armados e homicídios.
Agora resta saber, se os moradores, vai ganhar um “super-herói” para amenizar esse caos que a população relata estar passando, ou se o ano, vai terminar como começou, ou vai ser com descaso, parte do Executivo Municipal.
“A falta de ação das autoridades tem deixado a população do Distrito de Guariba e de toda a região ao seu redor à mercê de um futuro incerto, sem garantias de acesso a condições dignas de vida e desenvolvimento”.
Política
O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”
O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.
A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.
Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.
A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.
O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.
O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.
A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.
Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.
O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.
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