FALHA NO SISTEMA

Deputado pede que TCU investigue contrato de empresa responsável pelo atraso na apuração da eleição

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Houve um atraso na totalização dos resultados por força de um problema técnico que foi exatamente o seguinte: um dos núcleos de processadores do supercomputador que processa a totalização falhou e foi preciso repará-lo”.

Foi o disse o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante entrevista coletiva no TSE que um problema técnico provocou uma lentidão na totalização dos votos nas eleições municipais.

Segundo o ministro, uma falha em processadores de um computador provocou lentidão na totalização dos votos e, consequentemente, na divulgação dos resultados.

Com o problema na divulgação dos resultados, o deputado federal José Antônio Medeiros (Podemos) solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) abertura de investigação sobre o contrato firmado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a empresa Oracle Brasil Sistemas, responsável pelo fornecimento de um “supercomputador” utilizado na apuração dos votos na eleição do último domingo (15).

No pedido, o parlamentar José Antônio Medeiros questiona a contratação feita sem licitação da empresa, responsável pelo sistema que causou vários problemas na divulgação dos resultados da eleição deste ano.

A primeira notícia que se teve foi a de que o sistema do TSE havia sido hackeado, posteriormente, houve problemas no acesso ao e-título e, por fim, atraso na contabilização e divulgação dos resultados das eleições. O Presidente do Tribunal, Ministro Luís Roberto Barroso, negou que o sistema tenha sido hackeado de fato, alegando que ocorreram apenas tentativas. Em relação à lentidão culpou o ‘supercomputador’, contratado pelo TSE para o processamento dos votos. Diante de todos esses fatos, podemos afirmar uma coisa: o Brasil enfrentou problemas durante as eleições municipais e não se sabe ainda qual o risco que isso representou e pode vir a representar para a democracia brasileira e para credibilidade dos eleitores em nosso sistema eleitoral, afirma o parlamentar.

Diante dos fatos, o deputado mato-grossense pede que a situação seja investigada para que se identifiquem, o mais rápido possível, as causas desses problemas.

A investigação também precisa ser feita sobre o contrato do TSE com a empresa Oracle. Precisamos saber por que esse contrato foi feito com dispensa de licitação, se existiram outras empresas interessadas no contrato, qual a previsão contratual para casos de falhas na prestação de serviço, que deverá ser responsabilizado por eventuais falhas e se existe previsão no contrato de ressarcimento ao erário. Essas são apenas algumas sugestões de perguntas que podem guiar uma investigação conduzida pelo TCU a fim de garantir que o TSE tenha utilizado o dinheiro público da melhor forma possível, explica José Medeiros.

De acordo com que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), a empresa Oracle Brasil Sistemas foi contratada na modalidade de dispensa de licitação pelo valor de total de R$ 26,2 milhões.

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Política

Pesquisa IBOPE aponta vitória de Abílio no segundo turno

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Certamente uma das melhores traduções empíricas de expectativa de vitória são os resultados de surveys de intenção de voto. Assim como o tema de financiamento eleitoral, as pesquisas de intenção de voto são tratadas majoritariamente a partir dos seus possíveis efeitos eleitorais (neste caso, na relação entre divulgação de pesquisas e voto).

Trabalhos já trataram do tema buscando, sobretudo, verificar se as divulgações têm capacidade de alterar as expectativas, preferências e comportamentos dos eleitores. Os efeitos encontrados são majoritariamente de Bandwagon, quando as opiniões são alteradas em movimento pró-maioria, e em alguns casos de Underdog, normalmente relacionado a comportamentos cínicos, ou de protesto, alterações de opinião pró-candidato secundário.

A Pandemia de Coronavírus tem afastado mais eleitores das urnas, um cenário que tende se repetir nas eleições municipais neste próximo dia 29 de novembro onde estaremos escolhendo no segundo turno a pessoa que vai sentar na cadeira numero 1 do município por 4 anos. Como o voto é obrigatório no Brasil, cientistas políticos não preveem um patamar tão alto de abstenção por aqui neste segundo turno.

A TV Centro América, afiliada da Rede Globo de Televisão, divulgou nesta segunda-feira (23), a primeira Pesquisa Ibope para o segundo turno das eleições municipais em Cuiabá, que acontece neste domingo (29).

A pesquisa apresentada mostra uma diferença mínima entre o candidato do MDB, Emanuel Pinheiro, da Coligação “A Mudança Merece Continuar, e o candidato Abilio Jacques Brunini Moumer, o Abílio Junior, da Coligação “Cuiabá para Pessoas do Podemos.

Conforme a Pesquisa IBOPE, que foi realizada com 602 entrevistados no período de 21 a 23 de novembro, tanto o candidato do Podemos, Abílio Junior como o candidato do MDB, Emanuel Pinheiro estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.

A pesquisa é quantitativa e realizada em entrevistas por meio de telefones. O intervalo de confiança é de 95%, e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Número MT-07435/2020.

Abílio Júnior (Podemos) aparece em primeiro lugar 54% dos votos válidos
Emanuel Pinheiro (MDB) aparece com 46%.

Na modalidade estimulada

Abílio Júnior (Podemos) tem 48%
Emanuel Pinheiro (MDB), com 40%.

Brancos e nulos são 7%, e 6% das pessoas que foram entrevistadas não souberam ou não responderam. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na ultima pesquisa realizada e apresentada para a população cuiabana, no primeiro turno das eleições no dia 12 de novembro, quando havia 8 candidatos pleiteando a vaga de prefeito da capital, Abílio Junior aparecia na época com 32% das intenções de voto e Emanuel Pinheiro, com 31%.

Considerando a margem de erro, os resultados poderiam chegar a 36% para Abílio Júnior e 35% para Emanuel Pinheiro. Nas urnas, o resultado foi de 33,72% para Abílio Junior, e para Emanuel Pinheiro, 30,64%.

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