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“Coronavírus”; Wellington apoia adiamento das eleições e uso de fundo partidário

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Senador do Partido Liberal (PL) disse que combate a “Pandemia Covid-19” também poderá ganhar reforço com taxação das grandes fortunas

Ao participar nesta terça-feira, 24, de sessão remota do Senado Federal, o Senador do Partido Liberal do Estado de Mato Grosso (PL/MT), Wellington Antonio Fagundes, defendeu a proposta de adiamento das eleições municipais, previstas para outubro, e defendeu que o momento permite criar condições para que haja eleições gerais, simultâneas, para todos os cargos eletivos, em 2022.

Não é de hoje que defendo essa proposta. Mas creio que a situação em função do “Coronavírus” nos abre essa possibilidade“, afirmou.

Líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, formado pelo Democratas, Partido Liberal e Partido Social Cristão, Fagundes se manifestou também favorável a destinação integral do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral, e do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário para ações de combate ao Coronavírus e também para a garantia de emprego.

Vivemos um momento extremamente preocupante, no campo da saúde pública, com reflexos muito efetivos sobre a economia e, sobretudo, o emprego, o que nos remete ao sustento das famílias. Nossa prioridade, portanto, é justamente encontrar os caminhos que permitam superar esse duro momento da vida da nossa população“, frisou o Senador do PL.

Wellington Fagundes defendeu urgência na apreciação do Projeto de Lei para permitir que os partidos destinem o dinheiro dos dois fundos nos casos de emergência nacional. Fagundes reafirmou que o momento é de convergência e que a classe política possa dar respostas que a sociedade tanto espera. Segundo ele, os poderes têm uma grande responsabilidade e o momento exige desprendimento de posições políticas ou ideológicas.

Fagundes disse apoiar a PEC proposta pelo senador Elmano Ferrer (Podemos-PI) e seus argumentos. Ao todo, são necessárias 26 assinaturas o que tem sido mais difícil visto que os senadores estão em trabalhos remotos.

São poucos senadores em Brasília. Mas serei um dos seus signatários“, assinalou, ao destacar que as eleições gerais é um anseio muito forte no seio popular e também importante para a redução dos gastos públicos.

GRANDES FORTUNAS

Nesse mesmo sentido, Wellington Fagundes reafirmou que vai defender a taxação das grandes fortunas, cujos recursos a serem arrecadados também sejam revertidos ao combate ao novo coronavírus. Ele ressaltou que a taxação de 1% das famílias mais ricas seria possível arrecadar R$ 80 bilhões.

Com um pouco mais de aperto, seria possível dobrar o atual Orçamento da saúde“, salientou Fagundes.

Fagundes ressaltou que o tema da taxação das grandes fortunas mexe com o Senado Federal. Já em tramitação um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), que incidiria sobre patrimônio líquido superior a R$ 22,8 milhões, com alíquotas entre 0,5% e 1%.

O projeto, do Senador Plínio Valério (PSDB-AM) considera grande fortuna o patrimônio líquido que excede o valor de 12 mil vezes o limite mensal de isenção do Imposto de Renda.

É uma matéria que vamos enfrentar com muita tranquilidade“, disse Fagundes.

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Rodízio de veículos, atendimento por CPF esta suspenso; Pinheiro apresenta nesta segunda-feira (6) projeto de barreiras sanitárias

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A grande repercussão negativa entre a população cuiabana levou a Prefeitura de Cuiabá voltar atrás e revogar o Novo Decreto assinado por Emanuel Pinheiro em menos de horas.

Pinheiro, decidiu nesta sexta-feira (3) que suspenderá, neste primeiro momento, as medidas de rodízio no tráfego de veículos e limitação, por CPF, nos atendimentos presenciais realizados por bancos, lotéricas, supermercados e distribuidoras de bebidas. As normas constam no Decreto nº 7.975, que foi assinado pelo chefe do Executivo nesta ultima quinta-feira (2), e passariam a valer a partir de segunda-feira (6).

O Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro definiu que, na próxima segunda-feira, irá apresentar o projeto para a instalação de barreiras sanitárias na Capital. A medida cumpre com a decisão judicial imposta pelo juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, em atendimento ao requerimento do Ministério Público do Estado (MPE).

As duas medidas suspensas serão discutidas com os segmentos da sociedade civil organizada e avaliada nas deliberações do Comitê de Enfrentamento ao Novo “Coronavírus. O prefeito reconhece que, por ser ações que resultam em grandes impactos na rotina da população, é necessário que elas sejam melhores debatidas para que, se necessário a implantação, isso aconteça da forma mais tranquila possível.

Entendo a reação e sei que não é fácil mudar os nosso hábitos, mas está na hora de cada um de nós refletir sobre nosso papel nessa luta. Só vamos vencer essa guerra, se cada um fizer sua parte, caso contrário não adianta só exigir do poder público e não agir com responsabilidade, querer viver como se estivesse tudo normal. Não há decreto no mundo que dê jeito, se não tiver o apoio da população. Cada um fazer a sua parte, exige sacrifícios temporários, como nestes casos que eram apenas de 15 a 17 dias”, comentou Emanuel Pinheiro.

Seguem valendo, até o dia 20 de julho, a ampliação do toque de recolher, das 20h às 5h; regime de trabalho no sistema home office para servidores municipais; proibição da utilização de refeitórios e restaurantes nos hotéis e hospedarias; suspensão do funcionamento de motéis; suspensão das as atividades presenciais nas unidades de ensino públicas e privadas; transporte coletivo com funcionamento total da frota.

Além disso, seguindo a decisão judicial, continua vedada a abertura ao público dos shoppings centers e congêneres, permitida tão somente o funcionamento das atividades essenciais mediante sistema delivery. Também está permitida a comercialização de produtos oriundos das atividades essenciais pelo sistema de entrega e retirada de produtos (delivery e passe e pegue), desde seguida todas as medidas de biossegurança.

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