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“Coronavírus”, a saga continua

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O temor de uma “pandemia” do novo “Coronavírus” já é uma realidade, considerando a velocidade com que a doença infecciosa vem se propagando no mundo inteiro. Os casos fora da China chamam muita atenção e causam grande preocupação na população e nas autoridades de saúde.

O temor de uma perda de controle da doença tem derrubado bolsas de valores para além do continente asiático. O novo “Coronavírus” já infectou mais de 85 mil pessoas e matou mais de 2.900 indivíduos.

O vírus tem se espalhado principalmente em três países fora da China: Coréia do Sul, Irã e Itália.

Este último já confirmou 21 mortes pela doença e cerca de 821 casos. Diversos eventos públicos foram cancelados no país europeu. Os primeiros casos da doença também foram registrados na Croácia, Áustria e Suíça. Algumas autoridades de Saúde já tratam a situação como “profundamente preocupante”.

Até domingo (1º/03), foram confirmados o Coronavirus em quase 60 países, em cinco continentes. A única região sem registro até o momento é a África subsaariana. A China ainda lidera a concentração.

Segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, foram registradas, em todo o mundo, 7.074 mortes pela doença. Dessas, 3.217 ocorreram na China.

Outras 3.857 ocorreram fora do território chinês, a maioria delas na Itália: 2.158 (56%). Depois, os países com mais vítimas fatais foram o Irã, com 853 mortes; a Espanha, com 335; a França, com 127; a Coreia do Sul, com 75; e os Estados Unidos, 71.

Quanto ao número de casos, segundo o monitoramento da Hopkins, foram registrados 179.073 em todo o mundo; desses, 81.032 ocorreram na China (45,2%).

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda (16) novo balanço dos casos confirmados de novo Coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil: são 234 casos.

Além disso, o balanço tem os seguintes destaques:

234 casos confirmados, eram 200 no domingo
2.064 casos suspeitos
1.624 casos descartados
Transmissão comunitária em SP e no Rio
18 pessoas estão hospitalizadas (7% do total)

Até o momento, Brasil, México e Equador possuem casos confirmados.

A repercussão direta desta descoberta em território brasileiro ocorreu no mesmo dia (26/02), com uma queda de cerca de 7% no Índice Bovespa, ou 8 mil pontos (a maior da história do índice).

Tal queda é resultado da fragilidade do processo de recuperação da economia brasileira frente às adversidades e, claro, de um medo generalizado de que o vírus possa se disseminar pelo país ou até mesmo pelo continente, considerando que as expectativas de crescimento para o ano de 2020 podem cair ainda mais do que o previsto.

Em síntese, a já certa desaceleração chinesa somada a uma possível disseminação do vírus pelo Brasil resulta em cenários com crescimento substancialmente menores dentro do nosso território. As variáveis mais importantes que afetam este resultado neste momento são as exportações e importações, as quais sofrem com os resultados negativos na produção internacional e a incerteza em relação ao quão longo e fatal pode ser o avanço do Coronavírus.

O momento é de tensão para a economia global e, enquanto uma vacina não for anunciada, o pânico entre os analistas e nas bolsas de valores ao redor do mundo deve permanecer. Além da China ser um grande mercado consumidor de diversas empresas globais, o país tem forte impacto na cadeia de produção mundial.

O Brasil, por exemplo, além de estar perdendo um importante comprador de commodities, como minério de ferro e soja, também perde um fornecedor que tem papel importante para a indústria local, especialmente a de produtos eletroeletrônicos. Essa Chinodependência acontece com quase todos os países ao redor do globo. Portanto, enquanto o país estiver comprometido, a economia global também estará.

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Sem plateia e convidados, Luís Roberto Barroso assume TSE em cerimônia virtual

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O ministro Luís Roberto Barroso toma posse, nesta segunda-feira (25), como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Edson Fachin assume como vice-presidente da Corte eleitoral. A gestão segue até fevereiro de 2022.

A solenidade de posse acontecerá, pela primeira vez, sem convidados ou plateia presencial. Por causa da pandemia do novo coronavírus, ambos assumirão os novos cargos em sessão virtual. Estarão presentes apenas a ministra Rosa Maria Pires Weber, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o ministro Luis Felipe Salomão, escolhido para recepcionar Barroso em nome da Corte.

Uma mesa de autoridades será composta virtualmente. Entre elas estão o presidente da Republica Jair Messias  Bolsonaro; os presidentes da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre; e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Também foram convidados o procurador-geral Eleitoral, Augusto Aras, e o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz.

Barroso assume o Tribunal Superior Eleitoral no período em que deve definir se haverá ou não eleição municipal neste ano. Em reunião virtual com a Associação dos Magistrados Brasileiros, o ministro afirmou que, se houver adiamento, que seja o mais curto possível.

Uma possibilidade é deixar o primeiro turno para 15 de novembro, no máximo dezembro. No entanto, Barroso rechaçou a hipótese de unificar os pleitos em 2022.

Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são um rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há um risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”, disse o ministro, na ocasião.

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