HORA E MOMENTO DAS ARTICULAÇÕES
Convenções darão rumo a campanha eleitoral em Cuiabá
Chegou a hora dos partidos expor as articulações que, até então, estavam sendo feitas as portas fechadas. Chegou o momento das convenções partidárias que dará rumo a campanha eleitoral em Cuiabá.
Entretanto, contudo, todavia, só saberemos quem ocupará o posto máximo do Executivo Municipal entre 2025 e 2028 no dia 6 de outubro, data do primeiro turno, ou em 27 de outubro se a eleição for para o segundo turno.
Mas já podemos antever com mais clareza o grupo provável de prefeituraveis, os possíveis candidatos. Isso porque os partidos iniciaram suas convenções e as indicações de candidatos a vereadores e vereadoras e, as chapas majoritárias.
O MDB no dia de ontem (27), realizou sua convenção para oficializar a candidatura de Domingos Kennedy a Prefeitura de Cuiabá. O PDT, confirmou o apoio ao candidato emedebista.
O Democracia Cristã (DC), adiou a sua convenção que lançaria o nome de Victório Galli. O ex-deputado federal tem grandes chances de ser o candidato a vice na chapa de Domingos Kennedy.
O que o núcleo duro do Boteco da Alameda percebeu é que os acontecimentos neste sábado foram cruciais para o panorama político em Cuiabá.
Elas não apenas oficializaram uma candidatura que chegou nos últimos dias, mas também demonstram as alianças e estratégias que cada partido adotará na corrida eleitoral.
Os demais devem ocorrer obrigatoriamente até o dia 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral.
O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Edu Botelho (UB), que está no seu terceiro mandato, é o nome a ser batido.
Se antes das vaidades dos possíveis aliados, poucos se colocavam como desafiantes, o desgaste ao postulante ao cargo de Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, provocado por ameaças, traições, soberbas e demais adjetivos, leva o grupo político do Boteco da Alameda a acreditar que os seus adversários podem ocupar um melhor espaço na corrida eleitoral.
Até o fechamento desta edição, embora Edu Botelho ainda não tenha confirmado o nome do médico Marcelo Sandrin como o seu vice, no tabuleiro político tem ele buscado a um entendimento com os revoltados do grupo, até o dia 5 de agosto na convenção do União Brasil (UB) no Ginásio Aecim Tocantins.

Complexo jogo eleitoral nos bastidores
Nas últimas eleições em Cuiabá, a dualidade entre o atual Prefeito de Cuiabá, o emedebista Nenel Pinheiro, e o cacique do União Brasil (UB), o governador Mauro Mendes, impôs uma quantidade expressiva de certezas antecipadas nas últimas eleições na Terra de Pascoal Moreira Cabral.
Em resumo, sabia-se que a disputa giraria em torno deles. As maiores ficavam restritas às candidaturas mais frágeis que eram desacreditadas, aos arranjos partidários e as militâncias que percorriam as ruas, além daquele “puxa prá cá e puxa pra lá” de lideranças comunitárias, aliado ao contexto estadual influenciado principalmente pela decisão do núcleo duro do Palácio Paiaguás em exercício de apoiar um em detrimento do outro.
Mas desta vez, após oito anos desse formato binário de eleição, a situação vai ficando cada vez mais complexa e incerta a medida que novos grupos enxergam uma janela de oportunidade, baseada em certo desgaste do eleitor, somados aos efeitos da polarização nacional e a diversificação dos interesses locais que pressionam pelo encerramento desse ciclo.

Pega a visão: a hegemonia do modelo Nenel/Mauro nunca esteve tão ameaçado, ainda que o prefeitável Edu Botelho seja explicitamente o “candidato a ser batido“.
Os fatores citados anteriormente pelos amigos do bairro Alvorada, e o grupo político do núcleo duro do Boteco da Alameda pensam, com ênfase no cansaço natural causado pelo tempo, somado ao contínuo aumento populacional que, ano após ano, insere uma população desconhecedora dos avanços defendidos por eles, e que, em geral são mais exigentes, tendo conhecido uma Cuiabá em um estado melhor da habilidade.
Isso cria um cenário complexo para ambos, especialmente para o emedebista Nenel Pinheiro, que se encontra em uma situação de maior vulnerabilidade considerando que Mauro Mendes está no cargo de governador do nosso querido Estado de Mato Grosso.
Quais os rumos dos candidatos a Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses apoiados por Nenel e Mauro?
Essa é uma pergunta central que não será decidida agora. Até porque, decisões diferentes não são tomadas neste momento.
Política
O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”
O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.
A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.
Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.
A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.
O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.
O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.
A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.
Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.
O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.
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