GUERRA DE POSIÇÕES

Conflito ativado e Neri desesperado

Publicados

em

Embora a pré-campanha tenha começado de forma muita antecipada, em parte pela indecisão de Mauro Mendes Ferreira, do Partido União Brasil (UB), em concorrer a reeleição, a campanha eleitoral para o Senado, já está com “conflito ativado”.

Porém, até lá, o que está se decidindo é o grid de largada: quem serão os candidatos para valer e as respectivas coligações, que garantirão o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tevê da cada um. As pesquisas apontam uma tendência de consolidação de votos, em razão de os pré-candidatos serem mais conhecidos.

A eleição ainda está no estágio de “guerra de posições”, ou seja, de ocupação de espaços e acumulação de forças.

É bom ressaltar que as eleições para o Senado Federal na terra de Rondon são decididas numa “guerra de movimento” quando a grande massa de eleitores efetivamente se envolve nos debates eleitorais e decide o que fazer. Ninguém leva o eleitor para votar pelo nariz.

O deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller trabalha para esvaziar o palanque do Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Antônio Fagundes e os candidatos da terceira via e não para atrai-lo. É uma aposta perigosa que mira uma vitória improvável, mais não impossível.

Leia Também:  MPF, MPT e MTb alerta partidos que trabalho infantil no período eleitoral é proibido

Neri se considera opção para derrotar Wellton, o que não deixa de ser uma arrogância.

Sinais de arrogância

Na última sexta-feira, houve um movimento com a presença de vários deputados estaduais, federais e do Senador Carlos Henrique Baqueta Favaro do Partido Social Democrático (PSD). Mas, não compareceram Blairo Borges Maggi, também do Partido Progressista (PP), Max Joel Russi, presidente estadual da sigla do PSB em Mato Grosso, e nem Allan Kardec.

Uma pergunta! Porque não estiveram lá? Porque Neri Geller disse recentemente que não irá mendigar apoio de ninguém “se eu tiver o apoio, e eu quero, ótimo, será muito bom. Se não tiver, vamos em frente”, ou seja, quer me apoiar, me apoie, se não quiser….

A pergunta que não quer calar: Neri Geller diz que tem apoio do Senador do PSD, Carlos Favaro, do MDB do cacique estadual Carlos Gomes Bezerra, do PSB, e diz pelos quatros cantos do Estado de Mato Grosso que tem Júlio e o Senador do União Brasil (UB), Jayme Veríssimo de Campos ao seu lado, isso sem contar com Blairo Maggi.

Deputado porque o senhor deseja tanto o apoio de Mauro Mendes? Não confiam nas pessoas que diz ter ao seu lado no pleito eleitoral 2022?

Leia Também:  “Eu só falei o que todos sabem e dizem, somente a verdade”

Qual o motivo em difundir a desinformação de que A ou B apoia a sua candidatura?

Preste atenção: uma lâmpada de geladeira acende, mas não esquenta. Viu o que aconteceu sexta-feira? Nenhuma liderança do PSB, estiveram no encontro, que tinha como objetivo alavancar a sua pré-candidatura, nem Max Russi e Allan Kardec. O avalista da sua candidatura Blairo Maggi também não estava lá e os irmãos Júlio e Jayme Campos também não.

Então diz aí: quando que Maggi vai caminhar na sua pré-campanha? Vai esperar as convenções?

Aviso aos navegantes: Maggi não joga pressão em cima de amigos. Maggi deixa cada um fazer o que melhor lhe convier. Maggi deixa o pré-candidato garantir sua viabilidade eleitoral, aí o moço joga as fichas para a vitória.

O ex-ministro só avisa, mas não pressiona.

Então Neri, surpreenda e mexa com habilidades as peças do “tabuleiro político”.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Mesmo cassado, Bezerra poderá disputar as eleições de 2022

Publicados

em

Em novembro de 2021, o Ministério Público Eleitoral (MPE), pediu a cassação do mandato do deputado federal e presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, Carlos Gomes Bezerra, por supostos gastos ilícitos nas Eleições de 2018.

Conforme denuncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), diz que o deputado federal Carlos Bezerra montou um gabinete paralelo ao comitê de campanha, o que o beneficiou na disputa. O argumento está no parecer final, assinado pelo procurador regional eleitoral, Eric Raphael Masson, ao processo que investigava Carlos Gomes Bezerra por crimes eleitorais.

Conforme o procurador, o gabinete foi vinculado ao MDB, partido do qual Bezerra é presidente em Mato Grosso, e o parlamentar teria se valido desse cargo para omitir declaração de gastos.

Masson cita dois casos em que as despesas reais de campanha não teriam sido informadas. O dinheiro considerado com origem em Caixa 2 soma R$ 183,7 mil.

A despesa com material gráfico informada à Justiça Eleitoral foi de R$ 142 mil, porém o gasto real teria ficado em R$ 262 mil. Com combustíveis, foram informados R$ 48 mil. O valor real, contudo, teria ficado R$ 134 mil.

Os valores a mais foram identificados em apuração dos documentos de campanha.

Não se ignora que o investimento, pelo partido, até poderia vir a ser legítimo, se não fosse o fato de que absolutamente nada foi declarado à Justiça Eleitoral! Esse ponto é de suma importância, porque decorrem os contornos de caixa dois”, diz o parecer.

Fora do cargo

Por unanimidade, o deputado federal Carlos Bezerra (MDB), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), por crimes eleitorais na campanha de 2018. O MPE afirmou em documento que, apesar da quebra de sigilo bancário não ter sido deferida pela Justiça, as provas colhidas na investigação demonstram que o deputado montou um “gabinete paralelo”.

Nova derrota

Mauro Campbell Marques, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sua decisão nessa quarta (25), acabou negando medida liminar e manteve a cassação do deputado federal Carlos Bezerra.

O acórdão regional acolheu a tese da Procuradoria Regional Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF), de que houve omissão contábil do candidato Carlos Bezerra em relação a recursos estimáveis em dinheiro provenientes do Diretório Regional do MDB.

Leia Também:  Carlos Bezerra e "Munrra": a busca pelo "Poder Eterno"

Apontou ainda, omissões de despesas e receitas de campanha e realização de gastos irregulares pagos com recursos públicos e privados.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Bezerra e o MDB Nacional interpuseram, isoladamente, recursos ordinários contra o acórdão regional. Em seu apelo, o MDB pleiteou a concessão de tutela de urgência para o fim de atribuir efeito suspensivo ao respectivo recurso, considerando a proximidade do Pleito Eleitoral de 2022, contexto no qual o deputado Carlos Bezerra deve ser considerado um potencial candidato do partido.

Contudo, ao negar o pedido e manter a ação, bem como a cassação do mandato, o ministro destacou não vislumbrar, neste momento processual, a probabilidade do direito invocado, já que, segundo o ministro, o recurso ordinário manejado pelo MDB já possui o efeito desejado, sendo certo que “o efeito suspensivo cessa com o julgamento do feito pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Conforme o ministro, o registro da ocorrência no cadastro eleitoral não implica declaração de inelegibilidade nem impede a obtenção da certidão de quitação eleitoral, ou seja, o deputado federal Carlos Bezerra poderá disputar as eleições de 2022, mas na condição de sub judice.

Registro, ainda, que, conforme o art. 16-A da Lei das Eleições, ao candidato é garantido concorrer ao pleito na condição de sub judice, mesmo nos casos em que o pedido de registro de candidatura tiver sido negado”.

Por fim, o ministro enfatizou que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) julgou procedente representação fundamentada no art. 30-A da Lei nº 9.504/1997, de modo que, como cediço,uma vez julgada procedente a representação, a única sanção aplicável é a negativa ou a cassação do diploma”.

Portanto, sendo certo que, no caso, não houve, e nem poderia haver a imposição da sanção de inelegibilidade, não prospera a afirmação do MDB de que “[…] a imposição imediata da sanção de inelegibilidade revela-se uma restrição desproporcional ao direito fundamental do candidato concorrer nas eleições que se avizinham […]” (ID 157500469), haja vista que não condiz com a realidade jurídica extraída do acórdão regional”, ressaltou. – (Com VG Noticias)

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA