VAI RACHADO PARA CONVENÇÃO

Com cara de poucos amigos, DEM segue rachado para convenção

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A eleição para o Senado da Republica estava marcada para abril passado, mas devido à “Pandemia” do novo “Coronavírus” a data foi prorrogada para 15 de Novembro.

Em convenção, os Democratas haviam homologado o nome de Júlio José de Campos para o Senado Federal. Mas, no mês passado, ele recuou da disputa sob alegação de questões pessoas como a “Covid-19”.

Na ocasião, Júlio Campos ainda afirmou que o racha do DEM já vinha do início do ano, quando o governador Mauro Mendes decidiu não apoiá-lo em sua candidatura ao Senado para apoiar, na época, seu vice-governador Otaviano Olavo Pivetta (PDT).

Democrata rachado

Antes do Diretório Estadual do Democrata (DEM) anunciar o candidato escolhido para eleição suplementar ao Senado da Republica em agosto, os irmãos Jayme e Júlio Campos confirmaram o apoio ao tucano Nilson Leitão.

Uma reunião do Partido Democrata entre as principais lideranças da sigla aconteceu no gabinete do governador Mauro Mendes Ferreira nesta quinta-feira (27) para definir o apoio do partido ao Senado da Republica e demorou aproximadamente 3 horas, e foi pedido para que o ex-governador Júlio José de Campos abrir mão da suplência na chapa encabeçada por Nilson Leitão. A proposta do grupo liderado pelo governador Mauro Mendes é deixar o partido livre para apoiar quem achar melhor.

Os caciques do Partido Democrata, sob o comando da Família Campos, não aceitam e prometem levar a questão para a convenção da sigla, que será realizada no dia 11 de setembro.

O presidente estadual do Partido Democrata Fabio Paulino Garcia, logo após a reunião com o governador Mauro Mendes, disse que a convenção marcada para setembro vai dar tempo para os filiados tomarem uma decisão, já que não ouve consenso entre os caciques do Democrata quanto ao apoio da sigla partidária para o Senado da Republica nesta eleição suplementar.

Saímos desta reunião sem definição nenhuma, sem consenso, mas nos vamos continuar conversando com todos os membros do partido para e termos uma definição, um caminho único a seguir, mas ate a convenção estaremos conversando, não faremos vetos nenhum a nenhum nome ou membro do partido em quem ele vai apoiar, o que precisamos e ter uma decisão“.

Já o governador Mauro Mendes tem preferência em apoiar o Senador Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD) ou o vice-governador Otaviano Olavo Pivetta (PDT) ao Senado, e pelo seu entendimento, o DEM fez um compromisso com os dois candidatos ao Senado na eleição de 2018, porém, os irmãos Campos discordam do entendimento de Mauro Mendes, Jayme Campos alega que Julio Campos não teve apoio mesmo sendo do DEM, quando se lançou candidato pela sigla ao Senado Federal.

O cacique e Senador Jayme Campos entende que o pedido para o irmão não aceitar o cargo de suplente é inconcebível.

Não é possível que Júlio Campos com sua trajetória, com sua biografia, seja impedido de ser suplente de Senador na chapa de Nilson Leitão. Isso seria muita desvalorização dos companheiros partidários“.

Segundo informações, na reunião ficou evidente o racha no partido. Isso porque o grupo liderado por Mendes que o cargo de suplente é menor que o Democrata.

Jayme não enxerga sob está ótica.

O Nilson fez uma proposta, o Júlio humildemente aceitou, comunicamos a alguns companheiros e todos concordaram. Agora, eu não acho que isso vai rachar o partido, que a candidatura do Júlio é menor que o partido, em tese, sim, mas isso nada impede que ele seja suplente“.

Desta forma, o Senador Jayme Campos afirmou que eles irão disputar a convenção.

O que eu acho mais democrático é que o Júlio dispute a convenção, se ele perder nós vamos sair com a cabeça erguida, sem constrangimento, sem rancor“. (Com informações da Gazetadigital)

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Já fiz o que tinha que fazer, fiz a denúncia. Li que a delegada disse que as prisões não tem nada a ver com a denúncia. Depois li que a denúncia que fizemos está merecendo toda uma investigação. São duas correntes de investigação. Não sei o que virá disso”.

Foi o que disse o deputado estadual do PSDB, Wilson Pereira dos Santos sobre uma verdadeira “farra” na política de concessão de Incentivos Fiscais do Estado de Mato Grosso.

Na época, o parlamentar estadual tucano lembrou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), apontou desvios milionários aos cofres públicos nos últimos anos.

A questão Caramuru é um pingo d’água num oceano de corrupção na política de incentivos fiscais do Estado”.

O relatório da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal diz que, no período de 2011 a 2014, houve um desvio de R$ 1,7 bilhão da política de incentivos em Mato Grosso. Foi uma farra. Todo mundo deitou e rolou, tirou pedaço da viúva. Caramuru é apenas um caso, teria afirmado o parlamentar estadual do PSDB, Wilson Santos.

O tucano lembrou que a denúncia feita por ele durante a campanha eleitoral para Prefeito de Cuiabá na época, dando conta de um esquema de corrupção envolvendo a empresa Caramuru.

À época, o tucano também divulgou uma gravação de áudio em que Bárbara Pinheiro, cunhada de Emanuel Pinheiro (MDB), admitiria que recebeu dinheiro para ajudar a Caramuru a obter os Incentivos Fiscais.

A Delegacia Fazendária (Defaz), após quatro anos pediu apoio ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para dar continuidade às investigações acerca do suposto esquema de cobrança de propina envolvendo o hoje Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). No último mês, enviou a investigação que foi iniciada em outubro de 2016 ao órgão.

Após provocação do Ministério Público, o inquérito relativo à demanda apresentada foi instaurado em 24 de outubro de 2016 pela Delegacia Fazendária. Em setembro deste ano, a Delegacia Fazendária solicitou o apoio do Gaeco e encaminhou o inquérito ao grupo para continuidade das investigações”, informou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).

O Ministério Público também pontua que não é possível passar detalhes sobre o andamento da investigação, pois a mesma está sob sigilo.

Conforme a denúncia de Wilson Santos, o pagamento dos valores teria sido feito por meio das empresas do irmão de Emanuel Pinheiro, Marco Polo Pinheiro, o Popó, da esposa dele, Bárbara Noronha Pinheiro, e da irmã de Bárbara, Fabiola Noronha.

O parlamentar tucano disse que o pedido de enquadramento da Caramuru no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), para obter o inventivo fiscal, só teve andamento após Emanuel Pinheiro intervir junto à secretaria de Indústria e Comércio, à época comandada por Allan Zanatta, que estaria no cargo por indicação de Emanuel.

Allan Zanatta foi alvo da Operação Sodoma, que investigou esquema de fraude na concessão de incentivos fiscais em troca de propina. Ele negou participação.

Ainda de acordo com a denúncia do deputado, após o requerimento ser deferido, as empresas do irmão e cunhada de Emanuel teriam emitido R$ 4 milhões em notas em favor da Caramuru, como forma de “lavar” a propina.

Wilson Santos apresentou uma gravação contra Popó e sua esposa como elementos de prova para robustecer a denúncia. De acordo com o parlamentar, eles estariam desesperados e com medo de que o caso atingisse Emanuel.

Os pagamentos teriam sido feitos em 2014, durante a gestão do então governador Silval da Cunha Barbosa, conforme o processo da Caramuru ia caminhando dentro do governo.

À época em que o caso foi denunciado, Emanuel Pinheiro emitiu nota afirmando que nunca teve qualquer negócio ou relação empresarial com as empresas do irmão, da cunhada e da irmã dela, e que cabia a eles prestar explicações sobre os honorários recebidos da empresa Caramuru. Emanuel defendeu a apuração dos fatos, mas classificou a denúncia como “factóide”. (Com Leiagora)

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