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Cassação de Abílio pode evitar a terceira fase da “Operação Sangria”

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Operação Sangria” deixará médicos, servidores, vereadores e até deputado estadual livre da cadeia

Durante esta semana, a cassação do mandato do vereador Abílio Jacques Brunini Moumer, o “Abílio Júnior”, do PSC que fez muitas fiscalizações a gestão do prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (MDB), levantou muitas suspeitas sobre o real motivo, causas, circunstâncias e razão, que levou a base do prefeito, decidir tirar o poder de fiscalizador de Abílio.

Torre de Babel…

No relatório apresentado pela denominada “Comissão de Ética”, hoje popularmente chamada de “Comissão sem Ética” da Câmara Municipal de Cuiabá, o resultado apresentado pelos três apóstolos do prefeito Emanuel Pinheiro, os vereadores Ricardo Saad (PSDB), Toninho de Souza (PSD) e Vinicius Hugueney (PP) foi pela cassação do mandato do vereador Abílio Júnior”, baseada até então, pelo parlamentar exagerar na forma de fiscalizar as atividades realizada pela Prefeitura de Cuiabá.

Um dos deveres do vereador é fiscalizar o poder executivo (A Prefeitura), isso em uma República Democrática, onde a Justiça trabalha baseado no que é Justo”.

Assim como na passagem Bíblica, a Torre de Babel é a simbologia que marca confundir, os motivos apresentados pela denominada “Comissão de Ética”, agora popularmente conhecida como “Sem Ética”, para a cassação do vereador Abílio Júnior”, pode estar seguindo o mesmo rito da edificação não existente da Torre de Babel.

Durante o mandato do vereador Abílio Júnior”, o popular “Abelhão” ou “Abelhudo”, muitas fiscalizações foram realizadas, mostrando inúmeras irregularidades realizadas pelo Poder Público Municipal, gerando desconforto, travando e impossibilitando prática irregulares, as famosas corrupções, que consequentemente causaram muita economia para o erário público e prejuízos aos corruptos.

O ferrão do “Abelhão” ou melhor, do “Abelhudo”

Dentre as fiscalizações e denúncias realizadas pelo vereador Abílio Júnior”, uma delas originou no desvendamento de um dos maiores esquemas de corrupção no Sistema de Saúde de Cuiabá, resultando na deflagração da Operação Sangria, realizada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (DEFAZ).

Há cerca de um ano, a Operação Sangria investigou várias pessoas que poderiam estar fazendo parte do esquema, naquela oportunidade foram um grupo composto até pelo então secretário de Saúde Huark Correa e servidores da Secretaria Municipal de Saúde foram presos.

Operação Sangria

Investiga agentes públicos que formaram uma organização, mantendo influência de dentro da administração pública com fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas ilícitas praticadas por médicos, que administravam empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesar o erário público, por meio de contratos vinculados às secretarias estadual e municipal de Saúde, com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

Estima-se que o rombo desviado por esta organização já ultrapassou a casa do R$ 100 milhões”.

Para o vereador Diego Guimarães (Progressista), a cassação do mandato do vereador Abílio Júnior” pode estar servindo de articulação, para anular a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde.

A cassação do mandato de Abílio planta a nulidade da Operação Sangria, cuidado, esta Casa pode estar sendo usada por gente mafiosa lá fora, alertou Guimarães.

Como as empresas ainda continuam prestando serviço para o poder público municipal, a continuidade das investigações poderá causar prejuízos, e levar mais gente para cadeia.

Segundo informações de bastidores, se for deflagrada a terceira fase da Operação Sangria, pessoas que ainda estão na mira das investigações, como médicos, servidores de alto e baixo escalão, vereadores até deputado estadual poderão fazer uma visita ao Centro de Custódia da Capital (CCC).

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Política

Qual a prioridade do MDB na disputa eleitoral 2022 em Mato Grosso

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O que leva uma legenda que nem sequer consegue se unir em torno de uma candidatura ao Palácio Paiaguas ou Palácio Alencastro, ter maiores bancadas nos Poderes Legislativos Mato-grossense, ter a liderança no número de prefeitos?

A estratégia do MDB sempre foi de manter-se no plano de fundo. As bases nos municípios têm permitido a legenda sempre lançar os melhores nomes para ao Congresso Nacional, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), Câmaras Municipais e as Prefeituras, e assim conquistar uma bancada ampla nos Poderes Legislativos (isso faz com que o ato de governar sem o MDB se torne mais difícil).

É importante lembrarmos que nunca dá para se falar de unidade se tratando do MDB. Não conseguiram isso nem com o Ulisses Guimarães, que era uma figura de projeção nacional do partido, tinha acabado de ser o “Senhor das Diretas” (nos faz recordar Dante Martins de Oliveira), terminou em sétimo na corrida presidencial em 1989.

Então não precisam ficarem dizendo que terá candidato ao Palácio Paiaguas, porque não terão. A prioridade dos emedebistas é criar uma união para combater o grupo de Mauro Mendes Ferreira, visando entendimentos políticos para janeiro de 2023.

Neste momento a situação exige (antes que seja tarde demais), que os emedebistas escolham as suas prioridades: se é disputar com o seu principal aliado ou é bater de frente com o Paiaguas.

O MDB precisa acabar com este joguinho, para que tudo caminhe bem entre a sigla e o governo. O cacique do MDB a mais de 40 anos, Carlos Gomes Bezerra precisa combinar o discurso com parlamentar estadual da sigla na Casa de Leis, Janaína Greyce Riva juntamente com o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro, antes de soltar balões.

Bezerra precisa neste momento crucial é tirar Mato Grosso do quadro o negacionismo (tá sabendo que seu colega de parlamento José Antonio Medeiros tá dizendo sobre as vacinas para combater a Covid-19?).

Mas vamos ver qual é a abertura que o MDB tem os demais partidos para estabelecer o jogo.

Os líderes políticos de Mato Grosso sabem muito bem que precisam ter um contraponto, porém, não encontram. Então o Blog do Valdemir dá a dica: o Democratas (DEM), Jayme Veríssimo de Campos ou buscar o pepessista Blairo Borges Maggi, lembra de 2001, que foram busca-lo?

Os nossos líderes políticos não têm dúvida sobre quem é Mauro Mendes Ferreira. Não precisam jogar palavras ao vento. Podemos enganar 2 ou 3, mas 4, jamais.

Prioridade do MDB: eleger o maior número no Congresso Nacional e com isso a sigla vai direcionar recursos eleitorais 2022 para campanhas de candidatos que já tenham mandato político. Além disso, também devem priorizar o espaço da propaganda eleitoral gratuita no Rádio e na TV para os “caciques” partidários e candidatos conhecidos em seus redutos.

Fundo Partidário do MDB

O Congresso Nacional elevou para R$ 5,7 bilhões o valor previsto para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha em 2022, o chamado fundo eleitoral, destinado ao financiamento de campanhas políticas.

Os parlamentares incluíram de última hora na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 uma nova regra de cálculo para o fundo que, segundo técnicos do Congresso e parlamentares, levou ao novo valor.

O valor é 185% maior do que o gasto em 2020, sem descontar a inflação, quando os partidos tiveram R$ 2 bilhões de Fundo Eleitoral. Em 2018, último ano de eleições presidenciais, os partidos tiveram R$ 1,7 bilhão.

Os partidos que mais receberam recursos

O Partido Social Liberal (PSL) foi a legenda mais beneficiada com os duodécimos do Fundo Partidário em 2021, tendo sido contemplado com R$ 104,5 milhões, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 87,9 milhões. Em terceiro lugar vem o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com R$ 54,7 milhões, seguido pelo Partido Social Democrático (PSD), com R$ 53,4 milhões. Logo após, vem o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que recebeu R$ 50,6 milhões no exercício passado.

Nota da redação

O MDB não tem candidato para evitar um racha. Embora tenha nomes de grande expressão, o partido sairia fragilizado.

O MDB precisa ser um partido não como se encontra como dois partidos, a todo tempo com divisões internas. Essa concepção de que o MDB não tem como ser unido, precisa alterar.

Perguntar não ofende: qual o projeto do MDB para Mato Grosso? Sabe-se lá. Hoje a sigla emedebista apoiando vem sofrendo de um “vazio de liderança”.

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