ELEIÇÃO 2020

As pesquisas eleitorais e o dano colateral

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A partir do Horário Eleitoral Gratuito iniciado na sexta-feira passada (09), cabe enfatizar a oportunidade que tem o eleitor de conhecer os candidatos, de comparar suas ideias e de analisar se o que dizem, projetam e prometem afiguram-se, de fato, viáveis de serem postos em prática.

De certo, considerando o período eleitoral de “mangas curtas”, com distanciamento social e sem aglomerações, restrições rigorosamente necessárias para conter a proliferação do vírus, é a propaganda gratuita o canal mais próximo e seguro entre candidato e eleitor.

Redes sociais

Como vem ocorrendo nesta eleição, os conteúdos impulsionados nas redes sociais detêm grande fatia entre todas as plataformas usadas pelos candidatos no intuito de convencer o eleitor.

Entretanto, a despeito da gigantesca abrangência e velocidade da informação, as tão discutidas e combatidas Fake News, a disseminação deliberada de notícias falsas e boatos, onde do “escurinho” do anonimato brotam ataques, ofensas e conteúdos deformados e odiosos acabaram em grande parte por comprometer a eficácia dessa modalidade.

Assim, apesar de sua amplitude, as redes sociais se transformaram na ferramenta de menor credibilidade entre todas as formas de comunicação. A consequência é que diante do volume de Fake News, até a notícia verdadeira é posta em “xeque” pela desconfiança generalizada acerca do que é postado.

As pesquisas

Debatidas, questionadas e contestadas, ora acertando nas projeções, ora errando “barbaridade”, fato é que as pesquisas eleitorais se transformaram em engrenagem indissociável das campanhas e coberturas jornalísticas.

Não por acaso, são encomendadas, em sua maioria, por grupos de comunicação, jornais, emissoras de televisão, portais de notícias, revistas, sites, etc., que a partir dos dados levantados auxiliam nas análises dos profissionais de imprensa da mídia em geral.

Das pesquisas se valem, também, os partidos políticos, que com os percentuais apurados avaliam o desempenho das campanhas de seus respectivos candidatos.

Cautela

Entretanto, tudo deve ser visto com certa reserva. Primeiro, porque os próprios institutos ressalvam que pesquisa fotografa o momento da consulta o que não deixa de ser um escudo, espécie de “cautelar” que preventivamente justifica eventuais erros.

Segundo, porque uma vez admitidos os erros e surpresas, a captação e divulgação da intenção de votos passa a ser algo instável e movediço.

De mais a mais, há que se levar em conta que como fartamente sabido se grande parte do eleitorado decide o voto nos últimos dias, não raro na véspera, os dados colhidos antecipadamente engrossam a fila do incerto.

Erros

Para não ir longe no tempo nem distante na geografia, a votação obtida em 2018 pelo ora governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, é didática ao que se observa: Ibope e Datafolha lhe davam em torno de 2% a 3%, mas o ex-juiz federal alcançou 42,7%, mais que o dobro do ex-prefeito Eduardo Paes, que somou 19,56%.

Outro resultado que contrariou frontalmente as pesquisas foi a votação de Dilma Rousseff para o Senado pelo Estado de Minas Gerais (MG), também em 2018: até a véspera apontada como favorita pelos mesmos institutos, acabou na quarta posição.

Entre outros exemplos que expuseram a fragilidade das pesquisas no pleito de 2018, também para o Governo de Minas, Ibope e Datafolha erraram feio. Os institutos davam liderança folgada para Antônio Anastásia, seguido por Fernando Pimentel. Mas quem chegou na frente para o turno foi Romeu Zema, com folgados 43%.

Erros à parte

Não poucos, há que se dar às pesquisas seu valor. Contudo, o eleitor deve estar atento ao lado nocivo desses levantamentos que podem induzir a erro e, por fim, tirar de “sua cabeça” o candidato que tinha como preferido.

Mais justo

É possível que no futuro a Justiça Eleitoral restrinja as pesquisas ao consumo interno apenas para partidos e candidatos impedindo que a informação chegue ao eleitor, o que contribuiria para um processo mais justo.

Mas esse é assunto para outra matéria.

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Política

Pinheiro e Pátio na mira de Medeiros

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Enquanto ocorrem as primeiras eleições no governo Bolsonaro, é possível perceber que em grande medida as questões nacionais estão presentes e se misturam com o debate local, seja por conta da Pandemia que mata centenas de milhares, do desemprego de milhões, da Saúde, da volta da inflação e da fome que cresce, e não é só o destino das cidades que estão em jogo, o futuro da classe trabalhadora é uma questão central. E isso nós não estamos vendo acontecer entre os postulantes a cadeira numero 1 de Cuiabá.

Seja nos blocos do horário eleitoral, veiculados de manhã e à tarde, ou nos comerciais que entram na programação, as campanhas aumentam o tom dos ataques em propagandas no rádio. O mesmo acontece nas publicações na internet. Na comparação com a televisão, que tem o maior alcance e audiência entre o eleitorado, há mais citações aos rivais, críticas e até ironia.

José Antônio Medeiros, deputado federal e candidato ao Senado da Republica pelo Podemos, anunciou que vai pedir, por meio do Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso, a cassação dos prefeitos Emanuel Pinheiro (MDB) de Cuiabá, e de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), por improbidade administrativa durante o período mais crítico da Pandemia do novo Coronavírus em Cuiabá.

O pedido deve ser protocolado nos próximos dias na Câmara Municipal de Vereadores.

Nesta sexta-feira (23), em live, com o candidato a Prefeito de Cuiabá, vereador Abílio Júnior (Podemos), José Medeiros afirma que existem elementos suficientes para pedir o afastamento de Emanuel Pinheiro da Prefeitura de Cuiabá.

Abílio e Medeiros apontam alguns motivos que podem levar a cassação do prefeito cuiabano, entre eles, o decreto municipal que reduziu em 30% da frota do transporte coletivo para evitar aglomeração. No entanto, a redução aumentou os riscos de contaminação, pois as pessoas se aglomeraram dentro dos poucos ônibus que estavam disponíveis na cidade.

Outro fator seria a diminuição do horário de funcionamento do comércio. De acordo com Abílio, as pessoas foram obrigadas a aglomerar nos horários reduzidos. O vereador também cita o fracassado rodízio de placas de carros pelo CPF implantado pela prefeitura.

As medidas que o prefeito de Cuiabá tomou ajudaram muito mais ao Covid do que a população, lamenta Abílio.

O candidato a prefeito ainda comenta que Emanuel Pinheiro pode ser responsabilizado pela contaminação das pessoas, por promover aglomeração em horários específicos, pelo fechamento de empresas, aumento do desemprego e por medidas que prejudicaram a economia de Cuiabá.

Ele [Emanuel Pinheiro] errou, não agiu tecnicamente e sim politicamente. Muitos prefeitos agiram assim com objetivo de buscarem mais recursos federais“, critica o vereador.

Para o deputado federal José Medeiros, que é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, a negligência de alguns gestores públicos durante a pandemia foi levantada pelo presidente da República, que enviou milhões de reais para os municípios e muitos não abriram nenhum leito novo de UTI como foi o caso de Cuiabá.

Alguns prefeitos, como o prefeito Pátio, pegaram os recursos enviados pelo Governo Federal para combater o Covid-19 e fizeram asfalto pensando em faturar eleitoralmente. Eu chamo isso de asfalto de sangue. Enquanto eles faziam asfalto, as pessoas morriam por falta de atendimento. Qual o pai de família vai arrumar a calçada de sua casa enquanto o filho está precisando de saúde? Ele pega o dinheiro e aplica na calçada? Não! Ele aplica o dinheiro na saúde. Aqui foi diferente. Desde o início da pandemia entrou R$ 500 milhões no cofre da Prefeitura de Cuiabá e quase R$ 80 milhões enviados pelo Governo Federal e não fizeram nenhum leito de UTI, enquanto tem cidade que fez seis leitos com menos de um milhão. Diante de tudo isso, se faz necessário pedir o afastamento dos dois prefeitos pelo bem da população, comenta Medeiros.

O vice-líder de Bolsonaro lembra que a gestão de Emanuel Pinheiro foi marcada por escândalos, entre eles o do Paletó e o afastamento e até a prisão de secretários. O mais recente foi o afastamento do ex-secretário de Saúde, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho por suspeita de ter superfaturado a compra de remédios para o tratamento da Covid-19. Já em Rondonópolis, Medeiros cita a compra de respiradores falsos e o pedido de Pátio para utilizar os recursos federais da Covid para fazer asfalto.

Pátio e Emanuel deviam estar presos por negligência no atendimento das vítimas do Coronavírus“.

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