MOVIMENTAÇÃO DAS PEÇAS DE XADREZ

As peças se movem no “tabuleiro político” em Mato Grosso

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Estamos no terceiro dia da semana e nenhuma notícia para colocar a disputa eleitoral de Mato Grosso, no centro das atenções nesta semana. Porém, a confirmação de José Roberto Stopa do Partido Verde (PV), e do deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller na chapa majoritária poderá movimentar consideravelmente o “tabuleiro político” no Estado de Mato Grosso e, inclusive ter reflexos nas composições políticas na terra de Rondon.

Com o fortalecimento de Roberto Stopa impulsionado por Luiz Inácio “Lula” da Silva, o homem forte do Partido dos Trabalhadores (PT), mesmo que ainda apresentando boa margem pró Mauro Mendes, a mudança de rumo será questão de tempo.

E, ao que tudo indica, no tabuleiro mato-grossense, está será uma das últimas peças para consolidar o menino da Rua Joaquim Murtinho, o prefeito cuiabano, Nenel Pinheiro do MDB, como nome com chance reais de chegar o “cara” da “oposição”. Lógico que qualquer decisão final, passará, por acordos partidários ainda em discussão e, hoje o PT, PV e PP são partidos com cacifes suficientes para cobrar suas posições em uma aliança deste porte.

Mas cá entre nós, não se pode negar que o anúncio dessa chapa majoritária já tenha gerado a expectativa de transferência de votos de Nenel Pinheiro para Neri Geller e do Neri Geller para o José Roberto Stopa. Nenel, quem, apesar do histórico, consegue angariar votos valiosos em certos setores da sociedade de Mato Grosso.

Esses últimos episódios atestam uma realidade histórica: pelo menos desde os anos 80, décadas após décadas os Campos alternam casas no jogo político, ora como protagonistas, ora coadjuvantes, agora apareceu o menino da Rua Joaquim Murtinho, Nenel Pinheiro.

Enquanto isso

Para as bocas malditas do boteco da Alameda, o progressista Neri Geller saiu enfraquecido na semana passada. Neri mostra que há um completo descompasso na forma de decisões. Falta certeza e, no contexto que a gente vive, o eleitor precisa ter certeza. Sem isso, não tem como avaliar o que Neri pode oferecer para resolver os problemas da população mato-grossense.

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Enquanto isso 2

Por enquanto, o “Homem de Ferro”, o governador mato-grossense Mauro Mendes Ferreira do União Brasil (UB), atua de forma mais intensa nos bastidores. O UB mantém um olhar atento para o fortalecimento de Mauro, mas fontes próximas ao partido garantem que isso já era esperado.

O governador mato-grossense e o partido União Brasil costuram alianças com partidos, para forçarem seus palanques. Dentro do partido, a aposta é que o “Homem de Ferro”, Mauro Mendes crescerá ainda mais, assim que for para as ruas.

Mauro nesta segunda-feira (9), esteve em Juara e Juína, e estiveram lá: Jayme Campos, Wellton Fagundes, Carlos Gomes Bezerra, Valtenir Pereira, Neri Geller, e mais 9 prefeitos do interior do Estado.

É o Vale de Arinos sendo prestigiado pelo Governo do Estado de Mato Grosso.

Enquanto isso 3

O deputado estadual e presidente do Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores (PT), Valdir Barranco, afirmou que não vê prejuízo ao desempenho do partido no pleito eleitoral de 2022, em razão da demora na definição de chapas majoritárias no Estado. O PT fechou “Federação Partidária” com o PV e o PCdoB. O grupo terá candidato ao Senado e ao Governo (Stopa/PV).

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As peças movem no tabuleiro

O meu amigo de Vadjú, mantém sobre a mesa do seu escritório, um sugestivo “tabuleiro de xadrez”, com as peças brancas e pretas dispostas nas respectivas casas, a espera do primeiro lance.

E mais uma peça de inspiração, porque ele prefere enfrentar os adversários na partida online, geralmente em sua casa.

Meu amigo tem na ponta da língua a metáfora que compara o jogo ao seu ofício:a política é um jogo de xadrez onde as peças se movem sozinhas e as vezes mudam de cor“, disse o meu amigo de Vadjú.

De fato, na última semana, os mato-grossenses assistiram a vários lances “intrigantes”, testemunharam o apoio do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro do Partido Liberal (PL), para o governador mato-grossense, Mauro Mendes e Wellton Fagundes, e o chilique do deputado federal Neri Geller, sonho de Edu Botelho em ser Prefeito de Cuiabá, a Mulher Maravilha, a deputada estadual mais votada do MDB, Janayna Greyce Riva, dizendo que neste ano será a última vez que concorrerá uma vaga para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), em 2026, a musa do Blog do Valdemir será candidata a governadoria.

E por fim, assistimos o “xeque mate” que o Homem de Ferro, o governador Mauro Mendes deu na cúpula oposicionista.

No mesmo período, também foi intensa a movimentação das peças políticas na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e Câmara Municipal de Cuiabá.

Querem mais! Deixa prá amanhã cedinho.

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Política

Mesmo cassado, Bezerra poderá disputar as eleições de 2022

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Em novembro de 2021, o Ministério Público Eleitoral (MPE), pediu a cassação do mandato do deputado federal e presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, Carlos Gomes Bezerra, por supostos gastos ilícitos nas Eleições de 2018.

Conforme denuncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), diz que o deputado federal Carlos Bezerra montou um gabinete paralelo ao comitê de campanha, o que o beneficiou na disputa. O argumento está no parecer final, assinado pelo procurador regional eleitoral, Eric Raphael Masson, ao processo que investigava Carlos Gomes Bezerra por crimes eleitorais.

Conforme o procurador, o gabinete foi vinculado ao MDB, partido do qual Bezerra é presidente em Mato Grosso, e o parlamentar teria se valido desse cargo para omitir declaração de gastos.

Masson cita dois casos em que as despesas reais de campanha não teriam sido informadas. O dinheiro considerado com origem em Caixa 2 soma R$ 183,7 mil.

A despesa com material gráfico informada à Justiça Eleitoral foi de R$ 142 mil, porém o gasto real teria ficado em R$ 262 mil. Com combustíveis, foram informados R$ 48 mil. O valor real, contudo, teria ficado R$ 134 mil.

Os valores a mais foram identificados em apuração dos documentos de campanha.

Não se ignora que o investimento, pelo partido, até poderia vir a ser legítimo, se não fosse o fato de que absolutamente nada foi declarado à Justiça Eleitoral! Esse ponto é de suma importância, porque decorrem os contornos de caixa dois”, diz o parecer.

Fora do cargo

Por unanimidade, o deputado federal Carlos Bezerra (MDB), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), por crimes eleitorais na campanha de 2018. O MPE afirmou em documento que, apesar da quebra de sigilo bancário não ter sido deferida pela Justiça, as provas colhidas na investigação demonstram que o deputado montou um “gabinete paralelo”.

Nova derrota

Mauro Campbell Marques, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sua decisão nessa quarta (25), acabou negando medida liminar e manteve a cassação do deputado federal Carlos Bezerra.

O acórdão regional acolheu a tese da Procuradoria Regional Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF), de que houve omissão contábil do candidato Carlos Bezerra em relação a recursos estimáveis em dinheiro provenientes do Diretório Regional do MDB.

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Apontou ainda, omissões de despesas e receitas de campanha e realização de gastos irregulares pagos com recursos públicos e privados.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Bezerra e o MDB Nacional interpuseram, isoladamente, recursos ordinários contra o acórdão regional. Em seu apelo, o MDB pleiteou a concessão de tutela de urgência para o fim de atribuir efeito suspensivo ao respectivo recurso, considerando a proximidade do Pleito Eleitoral de 2022, contexto no qual o deputado Carlos Bezerra deve ser considerado um potencial candidato do partido.

Contudo, ao negar o pedido e manter a ação, bem como a cassação do mandato, o ministro destacou não vislumbrar, neste momento processual, a probabilidade do direito invocado, já que, segundo o ministro, o recurso ordinário manejado pelo MDB já possui o efeito desejado, sendo certo que “o efeito suspensivo cessa com o julgamento do feito pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Conforme o ministro, o registro da ocorrência no cadastro eleitoral não implica declaração de inelegibilidade nem impede a obtenção da certidão de quitação eleitoral, ou seja, o deputado federal Carlos Bezerra poderá disputar as eleições de 2022, mas na condição de sub judice.

Registro, ainda, que, conforme o art. 16-A da Lei das Eleições, ao candidato é garantido concorrer ao pleito na condição de sub judice, mesmo nos casos em que o pedido de registro de candidatura tiver sido negado”.

Por fim, o ministro enfatizou que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) julgou procedente representação fundamentada no art. 30-A da Lei nº 9.504/1997, de modo que, como cediço,uma vez julgada procedente a representação, a única sanção aplicável é a negativa ou a cassação do diploma”.

Portanto, sendo certo que, no caso, não houve, e nem poderia haver a imposição da sanção de inelegibilidade, não prospera a afirmação do MDB de que “[…] a imposição imediata da sanção de inelegibilidade revela-se uma restrição desproporcional ao direito fundamental do candidato concorrer nas eleições que se avizinham […]” (ID 157500469), haja vista que não condiz com a realidade jurídica extraída do acórdão regional”, ressaltou. – (Com VG Noticias)

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