SÓ PAZ E AMOR: POR ENQUANTO

Ano de transformação e mudança; o que está acontecendo Emanuel Pinheiro?

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Que o início de ano 2022 são de muitas surpresas, mudanças que até a montanha foi a Maomé e não pariu um rato. Nesta terça-feira durante sua Live o Prefeito da Capital, o emedebista Emanuel Pinheiro selou um acordo que muda o quadro de candidaturas para o pleito eleitoral em outubro.

De acordo com o seu comentário, ele pareceu um gestor seguro do que estava falando e não jogando para os ventos ao afirmar;

Será que não posso propor uma união em nome do povo?… Não precisamos ser amigos, mas vamos unir forças. Pensei e refleti, ouvi minha família, meu grupo político… a população tem razão, quem sai perdendo nessa discussão infrutífera é a população“, palavras de Emanuel Pinheiro.

Mas conhecendo politicamente o menino da Rua Joaquim Murtinho, não se pode perder duas coisas: Pinheiro sempre pode surpreender. Além disso há, os meses de fevereiro, março, abril, maio, junho e julho, e no meio as convenções. É um caminho a percorrer. E sempre dá para recuperar o tempo perdido. Não existe surpresa nesta atitude do emedebista Nenel Pinheiro, quem conhece a política mato-grossense sabe que o prefeito cuiabano não é esta figura que estão pintando. Ele sabe que não é um menino mau.

O rompimento de Nenel Pinheiro com o governo do Estado, ou melhor, com o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), não é segredo para ninguém, porém, Pinheiro em seu comentário afirmou que vai se comportar nas Eleições de 2022, precisamos afirmar que, o velho cacique do MDB, Carlos Gomes Bezerra novamente dita as regras, desta vez pediu humildade. A política ensina que não se deve armazenar, no fígado, traições ou movimentos que possa no futuro impedir parcerias ou apoios.

Na verdade, por enquanto, a água ainda está turva e não se pode enxergar o fundo. Mas o ex-governador Carlos Bezerra será o fiel da balança para que a fumaça seja branca. A montanha foi a Maomé no encontro com Nenel Pinheiro, que de contra peso, levou alguns emedebistas.

Há quem diga que o preço político para Nenel Pinheiro voltar as pazes com o “velho amigo” Mauro Mendes foi alto. Enquanto isso, a equipe de reportagem do Blog do Valdemir se diverte com todo esse imbróglio.

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Política

Juiz arquiva inquérito sobre suposta pratica de “Caixa 2” de cervejaria com Pedro Taques

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Um inquérito policial,foi  instaurado em 2019, para apurar suposta pratica de “Caixa 2” na campanha eleitoral de 2014, doados por um posto e não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral pela coligação encabeçada pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques foi arquivado pelo Ministério Publico Eleitoral (MPE).

Em contrapartida, a respectiva empresa doadora, em tese, teria obtido retorno da doação por meio de contrato com dispensa de licitação no valor total de R$ 41 milhões no governo estadual.

O promotor Arnaldo Justino da Silva decidiu que, devido a ausência de qualquer elemento que possa dar justa causa para persecução penal eleitoral, razão pela qual o arquivamento desta notícia de fato se impõe.

No despacho do Ministério Público Eleitoral (MPE), consta que:

O colaborador Alan Maluf, inquirido pela autoridade policial, apenas reafirmou fatos delatados em colaboração premiada de que José Pedro Taques teria recebido valores para campanha de 2014, doados pela empresa” “não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral, e após, já na qualidade de gestor público estadual, teria, estranhamente, celebrado contrato com a respectiva empresa no valor de R$ 41milhões, sugerindo, o retorno da doação em favor da respectiva pessoa jurídica, por meio de respectivo contrato. Contudo, Alan Maluf foi vago em suas declarações. Disse, até mesmo, não saber indicar como ocorreu o alegado esquema, asseverou não saber como era o fornecimento desse combustível doado como caixa 2, nem mesmo a quantidade, muito menos o valor”.

O promotor Arnaldo Justino da Silva concluiu que ocolaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou ate mesmo de emitir parecer contrário ao pedido do ex-governador José Pedro Taques (Solidariedade) para arquivar integralmente uma investigação que o acusa de ter recebido doação irregular para a campanha eleitoral de 2014 por meio da Cervejaria Petrópolis.

INQUÉRITO ARQUIVADO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (24), o Juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou o arquivamento de inquérito que apurava suposta doação ilegal da Cervejaria Petrópolis à campanha do ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, em 2014. Nela o magistrado reconhece a “Ausência de Crime Eleitoral” e, por consequência, crime comum conexo.

No caso dos autos, simplesmente não houve crime eleitoral. A doação foi lícita, sem que se tenha cogitado, sequer, a verificação de elementos que indiquem uso malversado dele“, diz trecho.

A decisão considerou argumentação da defesa dos investigados, no sentido de que, depois de quatro anos de investigação, não foram apontados elementos que pudessem comprovar a suposta doação ilegal. As diligências tiveram início ainda em 2018, com base em acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Alan Malouf.

O próprio empresário, segundo consta nos autos, não soube apontar provas quanto às declarações. Ele teria se limitado a dizer que “ficou sabendo” que a doação tinha como moeda de troca medidas de incentivo fiscal.

Para os fatos constantes destes autos, frise-se, não se pode sequer esperar que o delator possua subsídios que embasem sua conjectura, pois, do contrário, já os teria apresentado. Aliás, apresentou documentos que nada acrescentam ao convencimento acerca de sua imputação“, escreveu o magistrado.

O juiz reconheceu ainda a competência da Justiça Eleitoral para processar, também, o crime comum. Nessa seara, o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques era acusado de corrupção passiva, tido como crime conexo à falsidade ideológica eleitoral.

Por todo o exposto, exercendo juízo de retratação, com a consectária integração da decisão recorrida (ID nº 19003698), RECONHEÇO a competência da Justiça Eleitoral para julgamento de todos os fatos constantes dos autos, e, no mérito, DEFIRO os pedidos de (ID nº 101556145 e 101829805) determinando o arquivamento do presente inquérito policial também quanto ao pretenso crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), com as ressalvas do art. 18 do CPP, com o consequente óbice ao envio de cópia dos autos ao MP que atua perante a justiça comum“, finalizou. – (Com HNT)

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