PROMESSAS NA ELEIÇÃO 2020

A eleição municipal e as promessas dos candidatos

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É uma tradição nas campanhas eleitorais que os candidatos prometam soluções às vezes até mirabolantes para os problemas que afligem os brasileiros em geral. Na atual campanha em curso no Brasil, não é diferente, há planos que são autênticas fantasias administrativas.

Provavelmente, é uma consequência da grave crise financeira dos setores públicos em geral, começando pela União e passando por Estados e Prefeituras.

É normal que, diante das dificuldades, os candidatos prometam. Mas a realidade tem que ser lembrada. E as ideias não podem perder a conexão com a realidade que está aí, diante de todos. Afinal, são milhões de desempregados.

Mas não se deve simplificar, como fazem alguns postulantes a cargos eletivos, na base das promessas de que, se eleitos, aumentarão vencimentos dos servidores, o salário-mínimo, efetivos da segurança pública e por aí vai, sem fundamento na realidade. Deve-se partir do princípio de que é errado administrar sem olhar para o Tesouro.

Foi uma das razões para o que temos agora, com anos de gastos bem acima das receitas, incluindo o custeio, fato que revolta aqueles que bradam, com razão, por mais educação, saúde e segurança. Pensar bem antes das promessas é imperioso aos candidatos, especialmente a presidente da República e Governador, seja qual for o Estado.

Outra característica das nossas eleições é jogar nas costas dos atuais governantes e parlamentares todas as culpas possíveis sobre o que está acontecendo de ruim no Brasil, no Estado e nas Prefeituras.

Não se pode esquecer que as arrecadações não são monitoradas, não diretamente, pelo presidente, pelo governador ou pelo prefeito. Para isso existem estruturas com servidores concursados, ministério, secretarias estaduais e municipais da Fazenda. Além, é claro, dos Legislativos, que estão aí para fiscalizar. E no Parlamento, quase todos os partidos estão representados.

Pede-se, assim, mais bom senso às falas dos candidatos. Caso contrário, eles mesmos serão as próximas vítimas daquilo que hoje, com veemência, criticam. Vendem a ideia de que bastará um Decreto, uma norma para termos, como num passe de mágica, mais verbas, servidores, policiais, serviços públicos.

Parece que se baseiam em uma terrível incompetência dos atuais dirigentes, que não tiveram vontade política. Não é bem assim, ainda que, lastimavelmente, a corrupção em alguns estados do País tenha tido um papel protagonista na atual situação.

Falar sobre metas para solucionar dificuldades nas áreas sempre apontadas como prioritárias, como Educação, Saúde e Segurança, não prescinde de apontar de onde sairão os sempre fundamentais recursos financeiros. Querer, nesses casos, não é poder, eis que a grande barreira, como dito, é encontrar verbas.

Ainda mais sem aumentar impostos em geral, algo que a maioria repudia. Como sabemos, somos senhores do silêncio e escravos das palavras pronunciadas. Dessa forma, em certos assuntos, a parcimônia nas falas será algo muito bom para alguns candidatos que julgam que basta decretar o fim disso ou daquilo em quase todos os setores. Não é tão fácil assim.

De qualquer forma, a eleição é o momento ideal para discutirmos, como sociedade, soluções para o MunicipioEstado e o País.

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Política

Pinheiro e Pátio na mira de Medeiros

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Enquanto ocorrem as primeiras eleições no governo Bolsonaro, é possível perceber que em grande medida as questões nacionais estão presentes e se misturam com o debate local, seja por conta da Pandemia que mata centenas de milhares, do desemprego de milhões, da Saúde, da volta da inflação e da fome que cresce, e não é só o destino das cidades que estão em jogo, o futuro da classe trabalhadora é uma questão central. E isso nós não estamos vendo acontecer entre os postulantes a cadeira numero 1 de Cuiabá.

Seja nos blocos do horário eleitoral, veiculados de manhã e à tarde, ou nos comerciais que entram na programação, as campanhas aumentam o tom dos ataques em propagandas no rádio. O mesmo acontece nas publicações na internet. Na comparação com a televisão, que tem o maior alcance e audiência entre o eleitorado, há mais citações aos rivais, críticas e até ironia.

José Antônio Medeiros, deputado federal e candidato ao Senado da Republica pelo Podemos, anunciou que vai pedir, por meio do Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso, a cassação dos prefeitos Emanuel Pinheiro (MDB) de Cuiabá, e de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), por improbidade administrativa durante o período mais crítico da Pandemia do novo Coronavírus em Cuiabá.

O pedido deve ser protocolado nos próximos dias na Câmara Municipal de Vereadores.

Nesta sexta-feira (23), em live, com o candidato a Prefeito de Cuiabá, vereador Abílio Júnior (Podemos), José Medeiros afirma que existem elementos suficientes para pedir o afastamento de Emanuel Pinheiro da Prefeitura de Cuiabá.

Abílio e Medeiros apontam alguns motivos que podem levar a cassação do prefeito cuiabano, entre eles, o decreto municipal que reduziu em 30% da frota do transporte coletivo para evitar aglomeração. No entanto, a redução aumentou os riscos de contaminação, pois as pessoas se aglomeraram dentro dos poucos ônibus que estavam disponíveis na cidade.

Outro fator seria a diminuição do horário de funcionamento do comércio. De acordo com Abílio, as pessoas foram obrigadas a aglomerar nos horários reduzidos. O vereador também cita o fracassado rodízio de placas de carros pelo CPF implantado pela prefeitura.

As medidas que o prefeito de Cuiabá tomou ajudaram muito mais ao Covid do que a população, lamenta Abílio.

O candidato a prefeito ainda comenta que Emanuel Pinheiro pode ser responsabilizado pela contaminação das pessoas, por promover aglomeração em horários específicos, pelo fechamento de empresas, aumento do desemprego e por medidas que prejudicaram a economia de Cuiabá.

Ele [Emanuel Pinheiro] errou, não agiu tecnicamente e sim politicamente. Muitos prefeitos agiram assim com objetivo de buscarem mais recursos federais“, critica o vereador.

Para o deputado federal José Medeiros, que é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, a negligência de alguns gestores públicos durante a pandemia foi levantada pelo presidente da República, que enviou milhões de reais para os municípios e muitos não abriram nenhum leito novo de UTI como foi o caso de Cuiabá.

Alguns prefeitos, como o prefeito Pátio, pegaram os recursos enviados pelo Governo Federal para combater o Covid-19 e fizeram asfalto pensando em faturar eleitoralmente. Eu chamo isso de asfalto de sangue. Enquanto eles faziam asfalto, as pessoas morriam por falta de atendimento. Qual o pai de família vai arrumar a calçada de sua casa enquanto o filho está precisando de saúde? Ele pega o dinheiro e aplica na calçada? Não! Ele aplica o dinheiro na saúde. Aqui foi diferente. Desde o início da pandemia entrou R$ 500 milhões no cofre da Prefeitura de Cuiabá e quase R$ 80 milhões enviados pelo Governo Federal e não fizeram nenhum leito de UTI, enquanto tem cidade que fez seis leitos com menos de um milhão. Diante de tudo isso, se faz necessário pedir o afastamento dos dois prefeitos pelo bem da população, comenta Medeiros.

O vice-líder de Bolsonaro lembra que a gestão de Emanuel Pinheiro foi marcada por escândalos, entre eles o do Paletó e o afastamento e até a prisão de secretários. O mais recente foi o afastamento do ex-secretário de Saúde, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho por suspeita de ter superfaturado a compra de remédios para o tratamento da Covid-19. Já em Rondonópolis, Medeiros cita a compra de respiradores falsos e o pedido de Pátio para utilizar os recursos federais da Covid para fazer asfalto.

Pátio e Emanuel deviam estar presos por negligência no atendimento das vítimas do Coronavírus“.

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