QUEM FICARÁ COM QUEM

37 dias e 37 noites para o fim do mistério: e aí Mauro vai amarelar?

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Na política, as decisões que possam causar alguma conturbação devem ser tomadas de imediato, porque caso contrário vira uma bola de neve e acirra os ânimos dos que tem interesses em comum.

Muito bem, vamos colocar os pingos nos “IS”, o nosso “Homem de Ferro”, o governador Mauro Mendes Ferreira do Partido União Brasil (UB), é candidatíssimo à reeleição. As visitas de líderes políticos ao Palácio Paiaguas, não deixam margem de dúvida: o “Homem de Gelo”, Blairo Maggi, Jayme e Júlio Campos, Edu Botelho, Max Russi, Mulher Maravilha, nossa querida Janaína Greyce Riva, Carlos Favaro, Neri Geller, Wellton Fagundes, prefeitos, vereadores, não afastam o rumo da conversa: reeleição de Mauro Mendes.

Então Mauro, pare de chover no molhado, a não ser que apareça uma nuvem escura sobre a sua cabeça. Xó nuvem escura.

O governador Mauro Mendes atravessa seu primeiro período em equilíbrio estável por duas razões principais: maioria na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), sólida para o essencial do seu programa de Governo e a manutenção dessa base, terá a capacidade de reeleger-se.

Porém, todos os sinais positivos são de termos ingressado num período de equilíbrio estável. No qual aumenta a possibilidade de os desejos dos personagens serem tragados pelas circunstâncias. Um erro habitual na política é fazer os cálculos baseando-se só nos fatores da racionalidade. Quando a situação passa a ser de equilíbrio instável aumenta bem o poder das circunstâncias. Em vez de os personagens conduzirem, tendem a ser conduzidos. Assim sendo, vamos de soluço em soluço, subindo um degrau de cada vez.

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Dia 30 de junho será um dia de expectativa, em que o governador Mauro Mendes imagina reunir gente suficiente para dar uma demonstração de força. Mas, mesmo supondo que tudo ocorra como em 2016, e isso não é provável assim, e depois? Qual a estratégia de saída de cada ator? Um dado decisivo ainda não suficientemente claro.

O momento

Uma análise deste momento é procurar quando e porque aconteceu o ponto de inflexão de Mauro Mendes que transformou o equilíbrio estável em instável. Um objeto está em equilíbrio estável quando qualquer pequena perturbação nele tende a fazê-lo retornar para a situação de equilíbrio.

E o instável é quando mesmo uma pequena perturbação tem o poder de desorganizar a situação. Um exemplo: se a bacia está de boca cima e a bolinha sofre um pequeno deslocamento, ela tende a retornar para o centro. Mas se a bacia está de boca para baixo e a bolinha é deslocada, ela tende a rolar e ir embora.

Prestem atenção nos bastidores

É bom os pré-candidatos, não se entusiasmarem muito com o poder de votos. Tentem de cair nos grotões se quiserem se eleger. O quadro está muito confuso. O Wellington Antonio Fagundes, do Partido Liberal (PL), e o deputado federal pelo Partido Progressista (PP), Neri Geller, brigam por apoio de Mauro Mendes; Natasha entrou forte no páreo, embolando mais o jogo.

Resta saber se Mauro Mendes na campanha, colocará debaixo do braço Wellton ou Neri e porque não Natasha.

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Os movimentos nos bastidores mostram uma pequena vantagem para Wellton Fagundes.

Mauro está de mãos amarradas.

É Mauro, por mais que a corrida eleitoral efetivamente esteja marcada para o próximo dia 15 de agosto, quando termina o prazo das chapas, os bastidores para a disputa ao Senado da República e o seu posicionamento de reeleição estão movimentados.

PS: uma matéria da equipe de reportagem do Blog do Valdemir, afirmando que Mauro Mendes será candidato a reeleição, chamou atenção das bocas malditas do Boteco da Alameda, que me ligaram ontem para contestar a informação dada pela nossa equipe.

Mauro não será candidato e Stopa será o novo governador e aceito apostas“.

O que fiz? Aceitei. As cartas estão na mesa.

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Política

Domingos Fraga assina acordo para devolver R$ 150 mil

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A delação premiada que os deputados estaduais mato-grossenses recebiam um “mensalinho” para não denunciar fraudes e desvios do governo e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT) foi confirmada pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa (PMDB). Silval fez um acordo de delação premiada, que já foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Silval Barbosa declarou em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), que os pagamentos funcionavam como um “cala boca” da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) para que os deputados não denunciassem as fraudes na Casa de Leis e no governo.

Silval afirmou na época da delação premiada, que, desde que adentrou na Assembleia Legislativa, no ano de 1999, até o dia que deixou o mandato, sempre existiu o “mensalinho” que era pago pela Mesa Diretora aos deputados estaduais, sendo considerado uma praxe do “sistema“”.

Outro a dar depoimento e fazer acordo com a Justiça, foi o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, que confessou que recebia um “mensalinho” do Governo do Estado. A propina, segundo ele, também foi recebida por outros 33 deputados para que votassem os projetos de interesse do Executivo Estadual.

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O ex-parlamentar declarou que os seguintes parlamentares e ex-parlamentares receberam propina: Silval Barbosa, Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Carlão Nascimento, Dilceu Dal Bosco, Alencar Soares, Pedro Satélite, Renê Barbour, Campos Neto, Zeca D’Ávila, Nataniel de Jesus, Humberto Bosaipo, Carlos Brito, João Malheiros, Eliene Lima, José Carlos de Freitas, Sebastião Rezende, Gilmar Fabris, Zé Domingos, Wallace Guimarães, Percival Muniz, Wagner Ramos, Adalto de Freitas, Juarez Costa, Walter Rabello, Nilson Santos, Chica Nunes, Airton Português, Maksuês Leite, Guilherme Maluf, Ademir Brunetto, Chico Galindo e Antônio Brito, além dele.

Acordo com a Justiça

Outro ex-parlamentar estadual a assinar um acordo com a Justiça para o pagamento de R$ 150 mil em ressarcimento à propina recebida durante seu mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), foi o ex-deputado estadual José Domingos Fraga. O acordo foi homologado no início do mês pelo juiz da 5ª Vara Federal, Jefferson Schneider, e inclui a confissão de José Domingos em ter participado do esquema que ficou conhecido como “mensalinho”.

A quantia a ser paga pelo ex-deputado está dividida em R$ 100 mil em multa e R$ 50 mil por reparação de danos. O montante poderá ser parcelado em 12 vezes. A pena também exige o cumprimento de serviços comunitários por dois anos a qualquer entidade pública.

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José Domingos Fraga, hoje assessor técnico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, foi um dos parlamentares flagrados em vídeo recebendo dinheiro do chefe de gabinete do então governador Silval Barbosa. – (Com O Livre)

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