O DESINTERESSE DA POPULAÇÃO

15 de novembro, as ruas estão vazias; sinal que abstenção vem crescendo?

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A apatia do eleitorado cuiabano nas eleições que transcorreu neste domingo (15) impactou no quociente eleitoral e, obrigou os partidos a refazerem as contas para chapa de vereadores nas eleições 2020.

As urnas sempre dá recado. As eleições 2016 já apontaram um crescimento no número de eleitores que não escolheram nenhuma candidatura em disputa. E a tendência é que no segundo turno o chamado “não voto” tende a crescer.

Em 2016, Cuiabá viu esse não voto, a soma de abstenção, nulos e brancos, ficou em segundo lugar.

É bom registrar que o aumento de abstenções é um alerta para o Tribunal Regional Eleitoral (TSE), a Justiça Eleitoral e cientistas políticos fazerem essa avaliação, porque qualquer aumento é preocupante.

Muitos irão dizer que foi por causa da Pandemia. É mais fácil, jogar a culpa em outros, em algo, quando não temos ou não conseguimos a resposta ou não queremos encarar a realidade.

Primeiro turno

Os percentuais de abstenção votos nulos e brancos na eleição a Prefeitura de Cuiabá no primeiro turno, chamaram atenção, já que 109 mil eleitores cuiabanos não compareceram as urnas. O número é maior do que a quantidade de votos recebidos por qualquer candidato.

Somado as pessoas que não foram votar 83.236; anularam 16.169; ou preferiram o branco 9.881, totalizando 109.286.

Em Cuiabá 378.097 eleitores estavam aptas a votar no domingo.

Na totalidade, foram 294.861, sendo que votos válidos 268.801.

Olha o recado da população para a classe política: a falta de propostas e os números de ataques a população não suporta mais o mesmo molde de política.

Nota da redação

Uma quantidade expressiva de cuiabanos absteve votou branco ou nulo optou por não escolher entre os candidatos no último domingo.

O número não destoa do observado na série histórica das eleições desde 2004 (17%), 2008 (16%), 2012 (16%), 2016 (20%), 2020 (22%).

Na visão de especialista o dia após a eleição é quando começa a contar o “ano zero” para a próxima disputa em 2022.

Compreender o perfil desses 109 mil de eleitores que não se sentiram representados é a prioridade, tanto da oposição dividida especialmente entre Abílio Júnior da Coligação “Cuiabá para Pessoas do Podemos e Emanuel Pinheiro (MDB), com a chapa A Mudança Merece Continuar, mas também para o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM) que poderá perder bases se não agradar a parcela do eleitorado que não escolheram o seu candidato.

Nos próximos dias segundo turno. O primeiro momento é tentar pegar os números da eleição e tentar interpretar, tentar entender o que eles dizem tentar entender esse eleitorado.

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Política

Deputado propõe emendas de R$ 10 milhões para recuperar Pantanal e prevenir incêndios

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As consequências das queimadas no Pantanal tem sido um forte impacto prejudicando a flora e a fauna na região. O nível de água do Rio Paraguai, abaixo do valor normal para a época, também é motivo de preocupação. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora os incêndios do Pantanal deste ano de 1998, apontam uma baixa de 50% do volume de chuvas, o que também torna o ambiente mais suscetível a incêndios.

Estima-se que mais de 11 milhões de animais tenham morrido durante os incêndios que aconteceram no Pantanal. E os que sobreviveram começam, aos poucos, a retornar para as suas áreas.

Pensando na situação em que vive o Pantanal, o deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral, apresentou emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021 para destinar R$ 5 milhões para prevenção e combate a incêndios florestais e mais R$ 5 milhões para recuperar áreas degradadas em Mato Grosso.

No projeto enviado pelo governo, estão previstos apenas R$ 500 para recuperação de ecossistemas degradados nas Unidades de Conservação Estaduais e áreas públicas. Para a prevenção de incêndios florestais em todo o estado, o governo propôs cerca de R$ 1,6 milhão, priorizando as Unidades de Conservação Estaduais.

Nós vivemos um drama com os incêndios no Pantanal. Quase um terço do Pantanal foi destruído pelo fogo neste ano. Temos que recuperar o que foi destruído. E não há previsão orçamentária para isso. São apenas R$ 500 previstos para recuperação de ecossistemas no estado inteiro. Por isso apresentamos emenda na LOA para destinar mais R$ 5 milhões para a recuperação das áreas degradadas, disse Lúdio.

As emendas de Lúdio propõem remanejar esse orçamento de R$ 10 milhões da ação de Comunicação Institucional para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O deputado também considerou insuficiente o recurso previsto pelo governo para a prevenção e o combate a incêndios florestais.

No orçamento de 2020, havia previsão R$ 1,080 milhão para redução de incêndios florestais no estado todo. No orçamento de 2021, a previsão é de R$ 1,652 milhão. Acredito que esse valor não é suficiente, porque neste ano houve aquele socorro do governo federal e ainda assim foi insuficiente para combater os incêndios, explicou Lúdio.

O parlamentar citou estudos que indicam que Mato Grosso passará por um período de cinco anos em que a seca será mais severa. Com o clima mais seco, o risco de incêndios aumenta, como ocorreu neste ano. Por isso o estado precisa se preparar para enfrentar esse problema.

Temos debatido com pesquisadores e há previsão que serão cinco anos de escassez de água e, portanto, mais riscos de incêndios, disse Lúdio.

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