IMPEDIDOS DE VOTAR

115,5 mil eleitores estão impedidos de votar no 2º turno

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso reforça que os eleitores de Cuiabá que não cadastraram a biometria estão impedidos de votar neste segundo turno das eleições, que ocorrerá no dia 29 de novembro.

Pelo levantamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), na capital 85,4 mil eleitores estão com os títulos cancelados devido à ausência a revisão com coleta biométrica. Ao todo, somando eleitores que tiveram seus títulos cancelados por ausência às urnas em três pleitos consecutivos, decisões judiciais de perdas de direitos políticos, além de falecimentos recentes, são 115 mil eleitores impedidos de participar da Eleição.

O eleitor em situação regular, mesmo não tendo comparecido ao primeiro turno, poderá votar no domingo (29). A exemplo do registrado no dia 15 de novembro, 378 mil eleitores estão aptos a votar na capital.

O principal motivo do cancelamento, o cadastramento biométrico dos eleitores de Cuiabá, começou a ser realizado em agosto de 2015.

A Justiça Eleitoral ofertou todos os meios possíveis para a população efetuar o cadastro biométrico. Foram montados guichês de atendimento em órgãos públicos, na Assembleia Legislativa, nos shoppings da capital, ações itinerantes, além do atendimento diferenciado na Casa da Democracia. Fizemos atendimento por agendamento para evitar filas, tivemos situações com fila também, enfim, foram quatro anos para que o eleitor se cadastrasse biometricamente. Só após esse período é que se realizou o cancelamento, destacou o diretor geral do TRE/MT, Mauro Diogo.

Para ele, a grande maioria dos eleitores já sabe se pode ou não votar, se está ou não em situação regular, porém, a orientação é sempre instalar o aplicativo e-Título no smartphone para ter acesso às informações e serviços importantes da Justiça Eleitoral.

Foi uma ferramenta muito útil aos eleitores, mesmo com momentos de lentidão devido ao grande número de acessos. Neste segundo turno a quantidade de pessoas buscando informações será muito menor”.

Além do aplicativo, o eleitor pode verificar a situação eleitoral pelo telefone via 0800-647-8191, ou acessar o site do TRE-MT (www.tre-mt.jus.br).

Comparecimento

A taxa de abstenção no primeiro turno foi de 22,01%, número considerado próximo ao registrado nas últimas eleições: Em 2018 a abstenção foi de 19.09%, em 2016 foi de 19.91% e em 2014 foi de 18,13%. No último domingo 15, 294.861 eleitores de Cuiabá compareceram às urnas.

Mesários

Para realizar a eleição neste segundo turno, foram convocados 4,15 mil mesários, sendo 64% deles do sexo feminino. Quanto a faixa etária, aproximadamente 63% tem entre 21 e 49 anos. A grande maioria são solteiros ou divorciados, 65,8%, sendo que 50% possui nível superior de escolaridade.

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Política

Teis estuda renunciar vaga no TCE

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A Corte do Tribunal de Contas do Estado de Mato grosso (TCE/MT) empossou em dezembro de 2007, dois novos Conselheiros, o ex-deputado estadual Humberto Melo Bosaipo e o ex-secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso (SEFA/MT), Waldir Júlio Teis, que juntamente com o Conselheiro Valter Albano, eram na época os dois únicos, dos sete membros do Tribunal de Contas de Mato Grosso, que nunca ocuparam cargo eletivo.

Os dois novos integrantes ocuparão as vagas dos Conselheiros aposentados Ubiratan Francisco Vilela Tom Spinelli e Júlio José de Campos.

Afastados de suas funções do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Humberto Bosaipo e Waldir Teis, envolvidos em compras de vaga e também por envolvimento em negociatas com o Governo do Estado de Mato Grosso, Teis caiu na Operação Ararath que investiga, desde 2013, a prática de crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa pelos Conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Cumprindo medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que incluem proibição de entrar no prédio do TCE/MT, Waldir Júlio Teis, entrou com pedido de aposentadoria que foi protocolado em 16 de dezembro e esta sob relatoria do presidente do TCE, Conselheiro Guilherme Antônio Maluf.

A saída de Waldir Júlio Teis abre negociações na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) para o sucessor na vaga que tem como cotado o presidente do Legislativo, o deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM). Nas últimas semanas, o também deputado estadual, Allan Kardec (PDT), mostrou seu interesse em ingressar no órgão.

Conselheiro estuda renunciar vaga no TCE e perder R$ 35 mil por mês em MT

Waldir Teis, estaria cogitando pedir a renúncia de seu mas teme ter o mesmo destino de seu colega, Antonio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, que também esta afastado como Conselheiro e não conseguiu ainda ser aposentado.

Ele aguarda até hoje a análise de sua solicitação para passar à inatividade. Ambos os Conselheiros Waldir Teis e Antônio Joaquim, bem como outros dois colegas de plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo de Almeida e José Carlos Novelli, estão afastados da Corte de Contas desde setembro de 2017, após a deflagração daOperação Malebolge, da Polícia Federal.

Com a saída de Waldir Teis pode esquentar ainda mais a disputa nos bastidores por uma vaga de Conselheiro na Corte de Contas um cargo de alto prestígio financeiro e político, vitalício, e que institucionalmente se equipara aos desembargadores do Poder Judiciário. O salário de um Conselheiro do TCE ultrapassa R$ 35 mil fora os penduricalhos.

A Legislação de Mato Grosso estabelece que tanto a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), quanto o Poder Executivo, devem escolher os membros da Corte da Conta majoritariamente, decisões políticas, e não técnicas, são levadas em conta na hora da “escolha”.

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso atualmente possui apenas 3 Conselheiros titulares dos 7 que deveriam compor o plenário (exceto o presidente). Se optar pela renúncia do cargo, Waldir Teis, que chegou a ser preso no ano passado pela Polícia Federal por tentativa de obstrução de provas, perderá automaticamente o provento de cerca de R$ 35 mil por mês.

Waldir Teis também adotaria uma estratégia semelhante ao ex-conselheiro afastado Humberto Bosaipo. Com dezenas de ações na Justiça, ele renunciou ao cargo em 2014 e escapou de condenações que poderiam levá-lo até mesmo a prisão.

Waldir Júlio Teis foi o primeiro da “safra” de Conselheiros indicados pelo então governador e ex-senador Blairo Borges Maggi, empossado em fins de 2007. No governo Maggi, Júlio Teis foi secretário de Fazenda e vice-presidente do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que direito da política fiscal brasileira.

Waldir Júlio Teis é graduado em Direito pelo Centro de Ensino Superior de Rondonópolis (Cesur). Em suas atividades profissionais, Teis foi Auxiliar Administrativo, empresário do setor de contabilidade, assessor Jurídico Tributário e societário do Grupo Amaggi de 1984 a 2002.

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