CASOS EM CUIABÁ

SMS monitora dois casos suspeitos da Varíola dos Macacos

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O Ministério da Saúde informou nesta última quarta-feira (27) que o total de casos confirmados de Varíola do Macaco no país atingiu 978. O número representa um aumento de 65% em relação ao da quarta-feira passada. Há duas semanas, eram 310 infecções.

Desde o dia 6 de maio, o mundo tem lidado com um surto global de varíola do macaco, que começou na Europa e hoje já infectou pessoas em mais de 30 países. Teoricamente, essa doença não deveria causar tanta preocupação nos pesquisadores, uma vez que ela é altamente conhecida. Surgiu nos macacos em 1958, e o primeiro caso em humanos foi em 1970. Além disso, a transmissão sempre foi considerada difícil pelos especialistas.

Mas o crescimento exponencial de infectados e o aparecimento em lugares teoricamente sem conexão mudou essa história, e alguns pontos intrigam a comunidade científica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência global de saúde para tentar conter o surto de Varíola do Macaco. Esta é a sexta vez que a OMS declara uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII) nos últimos dez anos.

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As outras foram: Ebola na África Ocidental (2014), Poliomielite (2014), Zika (2016), Ebola na República Democrática do Congo (2019) e Covid-19 (2020).

A OMS define uma ESPII como um evento extraordinário que constitui um risco à saúde pública para outros Estados, por meio da propagação internacional de doenças, e potencialmente exige uma resposta internacional coordenada“.

Em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, informou através de nota, que esta monitorando 2 casos suspeitos da Varíola dos Macacos que foram iniciados no dia 2e e 27 de julho.

Comunicado SMS:

– Dois casos suspeitos de Monkeypox (Varíola dos Macacos) são investigados em Cuiabá;
– Os dois casos em investigação são referentes a homens (de 34 e 29 anos);
– Os registros de monitoramento foram iniciados nos dias 26 e 27 de julho;
– A equipe de Vigilância já coletou amostras para exames que foram encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen). Na sequência, os resultados serão enviados ao laboratório de referência nacional;
-Os dois pacientes estão em isolamento domiciliar;
– Diariamente, a equipe de Vigilância realiza o monitoramento dos casos suspeitos, sempre em acordo com as medidas de biossegurança para evitar o possível contágio;
– Os dois pacientes suspeitos apresentam lesões características da doença, mas sem nenhuma complexidade;
– O resultado dos dois exames deve ficar pronto em prazo de dez dias;
– Os dois indivíduos irão permanecer em isolamento até o desaparecimento completo das lesões (cerca de 2 a 3 semanas, ou até 21 dias).
-Nas duas situações em investigação, os pacientes realizaram viagens a cidades da região Sudeste do Brasil em prazo de 21 dias anteriores ao início dos sintomas.

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Médica orienta cumprir esquema vacinal para evitar casos de meningite

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Meningites e pneumonias podem ser causadas por vírus, fungos e bactérias. No caso desse último agente infeccioso, existem vacinas que oferecem proteção contra alguns dos sorotipos mais comuns de meningococos e pneumococos, responsáveis por manifestações graves dessas doenças”.

Considerada pelo Ministério da Saúde como doença endêmica no Brasil, a meningite ocorre com maior intensidade na forma bacteriana no inverno e na forma viral no verão. No entanto, o que preocupa é que apesar de ter cobertura, os dados do Plano Nacional de Imunização (PNI) evidenciam que 73% do público-alvo da vacina meningocócica forma mais grave da doença e distribuída gratuitamente pelo SUS não tomou todas as doses dos imunizantes.

A responsável pelo setor de terapia intensiva do sistema Hapvida, Franciane Gonçalves, explicou que a meningite é uma doença tratável.

E que, por isso, parte do problema está exatamente no não cumprimento do esquema vacinal completo, principalmente nas crianças.

É importante que tomem o reforço, pois com o tratamento incompleto fica mais suscetível da pessoa ser acometida de uma infecção”.

A médica reforça ainda que esta é uma doença que pode ser evitada.

Porém, para isso precisamos manter o calendário de proteção atualizado”, reafirmou.

Para evitar confusões, ela pontua que na hora de consultar o cartão de vacinação é recomendável pedir ajuda a atendentes.

Eu sempre explico que às vezes a pessoa lê e não compreende as doses que faltam. O ideal é que o paciente peça auxílio para identificar o que ainda precisa ser feito”, recomendou.

A profissional ainda destacou que na meningite ocorre uma inflamação da meninge, que é uma espécie de película que recobre o cérebro. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, parasitas ou fungos.

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Os sintomas são variados quando o tipo é viral e são parecidos com um resfriado comum; febre, falta de apetite e fadiga. Já quando é bacteriana os sintomas são mais fortes.

É importante lembrar que a meningite meningocócica é a mais grave, podendo inclusive levar à morte. Então essa é a mais preocupante e é preciso ficar atento aos principais sintomas que são febre alta e persistente, dificuldade de colocar o queixo no pescoço, rigidez de nuca da criança e umas manchas vermelhas que aparecem pelo corpo”, completou.

Ela orienta que, neste caso, é necessário levar o paciente de imediato para o atendimento médico.

A doença é tratável, mas não pode ficar em casa, com esses sintomas”, resumiu.

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