Geral

Sem renda fixa, Apae conta com doações para obras

Publicados

em

Instituição, que atende 120 pessoas de todas as idades com equipe multidisciplinar, precisa reformar estrutura para melhorar serviços

Crianças sorridentes, mães simpáticas, pessoas acolhedoras. A princípio, parece o cenário de um filme em que todos têm a vida perfeita, mas a realidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Cuiabá, instituição filantrópica que trabalha há 52 anos em prol das pessoas com deficiência intelectual e múltipla da cidade, é cheia de dificuldades.

Embora todos ali sejam acompanhados por uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, com especializações diversas, além de assistentes sociais, pedagogos e terapeutas, nem tudo é contentamento. Por se tratar de uma entidade sem fins lucrativos, a Associação necessita de ajuda constante para se manter e melhorar estrutura física.

A Apae não tem nenhum meio de renda fixa, há convênios de professores com a prefeitura de Cuiabá e o governo do Estado. Todas as despesas (estrutura, limpeza, material, equipamentos) e a contratação dos profissionais especializados e do setor administrativo são mantidas com as doações, parcerias e ações que a instituição realiza seguindo um calendário anual“, conta o diretor de Patrimônio da Apae Cuiabá, Leonardo Arruda Magalhães.

Porém, as necessidades enfrentadas pela a Apae vão além da questão de pessoal. Passam também pela necessidade de melhoramento da infraestrutura. Leonardo Arruda conta que a entidade precisa realizar uma série de reformas para a melhoria das instalações, que constam de uma lista de prioridades.

No intuito de atender essa demanda da Apae, o Grupo Verdão Material de Construção escolheu a instituição para receber 10% dos lucros dos festivais de vendas realizados mensalmente nas lojas, que começam em março, durante o ano de 2020, como parte de seu trabalho social. O diretor comercial, Paulo Esteves, revela que a empresa passou por uma mudança de foco e redirecionamento da marca, o que gerou o sentimento de contribuir com um retorno social.

Diante do novo conceito e do novo slogan ‘vida em construção’, nós resolvemos destinar parte dos lucros dos festivais de vendas, que são mensais, para uma entidade filantrópica. Nada melhor do que aliar o nosso propósito, que é de construir vidas, com a vontade de ajudar dos nossos clientes. Esse é o diferencial que buscamos. O consumidor não vai só consumir material de construção, ele vai consumir uma ideia, valores que vão contribuir com uma boa causa. Assim, 10% do lucro dos festivais mensais serão destinados para a Apae Cuiabá, em forma de crédito na loja para retirada de materiais de construção, que sabemos, vai ajudar nas reformas e melhorar a infraestrutura do lugar“, afirma Paulo.

De acordo com o diretor da Apae, essa ajuda será importante para a melhoria física da instituição.

Nós precisamos instalar uma porta dupla no refeitório, melhorar a estrutura do muro, pintar as paredes, melhorar a estrutura do galpão. Temos que investir, ainda, na melhoria da estrutura física de forma geral, desde a quadra de esporte, a piscina, que está inativa por não ter condições de uso, os jardins, a horta“, relata Leonardo Magalhães.

A diretora pedagógica da entidade, Patrícia Alves Guimarães Ramiro, informa que hoje são 120 alunos matriculados, com ao menos 25 bebês (de zero a 3 anos e 11 meses) na turma de estimulação precoce. Por se tratar de uma escola especial, não tem seriação. Portanto, a Apae Cuiabá oferece turmas da estimulação precoce, educação infantil, pré-escola, ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Para atender a essa demanda, a Apae conta com apenas 12 professores, sendo que dois são cedidos pela Prefeitura de Cuiabá e outros dois, pelo Governo do Estado. Os demais são contratados pela instituição. Ainda formam o quadro de funcionários os profissionais da equipe técnica (terapeuta, psicóloga, fonoaudióloga, assistente social) e os profissionais que trabalham no setor administrativo.

A presidente da Apae Cuiabá, Silvia Cristina Nogueira Artal, destaca as doações e o trabalho voluntário dentro da instituição como de primordial importância.

É importante a sociedade acompanhar e apoiar o trabalho da Apae com doações e recursos financeiros ou de outra forma. Nós precisamos de doações para melhorar a infraestrutura da entidade, que é um prédio antigo e que precisa de muitos reparos e manutenções. Todo apoio é bem-vindo para uma entidade filantrópica, que necessita de um olhar mais atento das pessoas, principalmente, em relação aos nossos atendidos que são pessoa com deficiência intelectual e múltipla“, finaliza Silvia Artal.

A Apae está em 66 municípios de Mato Grosso e, em todo o Brasil, são mais de 2.200 unidades, nas quais os dirigentes de todas as instituições são voluntários.

PARA DOAR:

Banco do Brasil

Ag: 0046-9
CC: 34603-9
CNPJ: 03488590/0001-31

Banco Itaú

Ag: 1130
CC: 209116-4
CNPJ: 03488590/0001-31

MAIS INFORMAÇÕES:

Telefone (65) 3322-8853
E-mail: [email protected]

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  "Retorno das aulas presenciais não será tão breve"

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Geral

Fumantes são prováveis pacientes do caso mais grave da “Covid-19”

Publicados

em

Neste domingo (31) é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data que alerta sobre doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Diversas enfermidades pulmonares podem ser desencadeadas pelo consumo do produto e diante da pandemia do novo “Coronavírus“, a “Covid-19” o vício torna os fumantes prováveis pacientes do caso mais grave da doença infecciosa, conforme explica o pneumologista Clóvis Botelho, de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabaco fumado, em qualquer uma das suas formas, é responsável por até 90% de todos os cânceres de pulmão. Além de ser fator para o desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas, como asma, e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como bronquite e enfisema.

Clóvis Botelho observa que um fumante provavelmente também irá desenvolver as formas mais graves da infecção causada pelo novo coronavírus.

O fumante já é um paciente inflamado. Ele tem uma inflamação crônica nas vias aéreas e por isso quando ele pega qualquer tipo de doença, inclusive as virais, ele vai ter mais sintomas, vai ser mais grave. Hoje, o tabagismo é considerado grande fator de risco para complicações da doença“, explica o pneumologista.

Botelho ressalta que uma das principais formas de infecção é a má higienização das mãos, que quando levada ao rosto e através do toque na boca ou nos olhos transmite o vírus da Covid-19. O fumante está sempre levando as mãos ao rosto. Leva o cigarro até a boca. Por isso é essencial que ele faça a higienização corretamente.

O pneumologista também alerta para o uso de narguilé.

São várias pessoas que estão ali dividindo a piteira, mas muitos têm a doença de modo assintomático (sem sintomas), e transmite o coronavírus. Passando de boca a boca aumenta a chance de contaminação, se um desses amigos está doente, sem saber, ele passa para outras pessoas“.

Botelho explica que inalar e soltar a fumaça no ambiente também aumenta as chances de contrair ou se contaminar.

O especialista acredita que o cenário da pandemia só voltará à normalidade dentro de dois anos. Para ele, a partir do final de 2021 terá uma vacina e prevenção da doença em toda a população.

Esse é mais um motivo para o fumante deixar de fumar. Se eu tenho uma dependência eu devo procurar um médico, um profissional da saúde para tratar o tabagismo. Existem métodos de tratamentos. Muitos conseguem parar por si só, a pessoa deve fazer força e parar de fumar“, completa o médico, que integra a equipe da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde.

Última pesquisa

O número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos. É o que aponta dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgados no último mês de abril.

Em 2019, 9,8% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, enquanto que, em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Grupo Flor Ribeirinha; Proteja-se com arte
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA