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Hospital São Benedito em Cuiabá realiza primeira captação múltipla de órgãos

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O ato que tornou o hospital apto foi possível após a reativação do CIHDOTT – fruto da consultoria do Sírio Libanês

Inaugurado em 2015, o Hospital Municipal São Benedito em Cuiabá realizou a primeira captação múltipla de órgãos para transplante. A ação, que aconteceu na última semana e contou com o apoio da Coordenadoria Estadual de Transplantes de Mato Grosso, Força Aérea Brasileira (FAB) e Secretaria de Mobilidade Urbana (SEMOB), captou com sucesso fígado, rins direito e esquerdo, baço, córneas, linfonodos e gânglios e os encaminhou para transplantes em estados/cidades onde haviam receptores compatíveis.

De acordo com o diretor geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Alexandre Beloto o processo de captação de múltiplos órgãos é complexo e tem um tempo curto para acontecer devido à deterioração dos órgãos. Por essa razão, ele salienta que a ação só foi possível graças ao empenho da gestão Emanuel Pinheiro junto á consultoria do Sírio Libanês que desburocratizou processos documentais e reativou a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDTT).

O sucesso dessa captação está diretamente ligado ao empenho dos servidores do São Benedito que acatou literalmente as orientações da consultora técnica do Sírio Libanês que dentre diversos frutos positivos teve a reativação do CIDOTT. Diante disso, iniciamos uma força-tarefa com esquema de trabalho que foi desde o período de conversação com o familiar, captação e envio dos órgãos para as localidades onde serão realizados os transplantes, salientou.

Para a consultora do Sírio Libanês, Verlaine Siqueira de Alencar o sucesso da ação que foi recebido com alegria para toda a equipe técnica do Sírio, não seria possível sem o total apoio do prefeito Emanuel Pinheiro que por meio de seus gestores deram prioridade e celeridade aos trâmites necessários à realização dessa nobre causa.

É gratificante saber que o trabalho do Sírio Libanês junto à Cuiabá está resultando em benefícios tão importantes para a população que precisa do SUS. Essa captação, fruto de um longo trabalho que estamos realizando com a equipe técnica do São Benedito é a maior prova disso. Mas, é importante destacar que sem o apoio irrestrito que vai do prefeito aos servidores da ponta para darmos celeridade aos processos nada disso seria possível”, reforçou.

Além do Hospital São Benedito, a desburocratização dos processos por parte da atual gestão também proporcionou que o antigo Pronto Socorro da Capital realizasse a primeira captação múltipla de órgãos, no ano passado, após 30 anos de inauguração e funcionamento.

Para o prefeito Emanuel Pinheiro, ter dois hospitais cuiabanos aptos a realizar a captação de órgãos é um marco histórico de esperança na vida de muitas pessoas dentro e fora de Mato Grosso.

Por recebermos a maioria das vítimas de acidentes automobilísticos, somos os maiores notificadores de morte encefálica da Capital. Por essa razão essa desburocratização nos processos que tornou aptos o antigo Pronto Socorro e agora o São Benedito abre caminhos para que outras captações sejam realizadas como total ato de humanização e amor à vida, enfatizou Pinheiro.

Processo de doação

Optar por realizar a doação de órgãos é sempre um momento muito difícil, decisão essa que perpassa pela forma de abordagem à família, até a decisão final da doação. Nesse processo, Cuiabá conta com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HPSMC e do São Benedito que são responsáveis por acolher essa família e dar os devidos esclarecimentos para a autorização da doação.

Se a família optar pela doação, inicia-se o processo de validação do doador, no qual são realizados inúmeros exames para verificar se as condições são favoráveis para a doação. A partir da validação confirmada, a Central de Transplantes assume o andamento do processo.

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Fumantes são prováveis pacientes do caso mais grave da “Covid-19”

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Neste domingo (31) é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data que alerta sobre doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Diversas enfermidades pulmonares podem ser desencadeadas pelo consumo do produto e diante da pandemia do novo “Coronavírus“, a “Covid-19” o vício torna os fumantes prováveis pacientes do caso mais grave da doença infecciosa, conforme explica o pneumologista Clóvis Botelho, de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabaco fumado, em qualquer uma das suas formas, é responsável por até 90% de todos os cânceres de pulmão. Além de ser fator para o desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas, como asma, e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como bronquite e enfisema.

Clóvis Botelho observa que um fumante provavelmente também irá desenvolver as formas mais graves da infecção causada pelo novo coronavírus.

O fumante já é um paciente inflamado. Ele tem uma inflamação crônica nas vias aéreas e por isso quando ele pega qualquer tipo de doença, inclusive as virais, ele vai ter mais sintomas, vai ser mais grave. Hoje, o tabagismo é considerado grande fator de risco para complicações da doença“, explica o pneumologista.

Botelho ressalta que uma das principais formas de infecção é a má higienização das mãos, que quando levada ao rosto e através do toque na boca ou nos olhos transmite o vírus da Covid-19. O fumante está sempre levando as mãos ao rosto. Leva o cigarro até a boca. Por isso é essencial que ele faça a higienização corretamente.

O pneumologista também alerta para o uso de narguilé.

São várias pessoas que estão ali dividindo a piteira, mas muitos têm a doença de modo assintomático (sem sintomas), e transmite o coronavírus. Passando de boca a boca aumenta a chance de contaminação, se um desses amigos está doente, sem saber, ele passa para outras pessoas“.

Botelho explica que inalar e soltar a fumaça no ambiente também aumenta as chances de contrair ou se contaminar.

O especialista acredita que o cenário da pandemia só voltará à normalidade dentro de dois anos. Para ele, a partir do final de 2021 terá uma vacina e prevenção da doença em toda a população.

Esse é mais um motivo para o fumante deixar de fumar. Se eu tenho uma dependência eu devo procurar um médico, um profissional da saúde para tratar o tabagismo. Existem métodos de tratamentos. Muitos conseguem parar por si só, a pessoa deve fazer força e parar de fumar“, completa o médico, que integra a equipe da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde.

Última pesquisa

O número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos. É o que aponta dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgados no último mês de abril.

Em 2019, 9,8% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, enquanto que, em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%.

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