Geral

Estado realiza primeiro transplante renal de doador falecido 10 anos depois

Publicados

em

Procedimento foi mediado pela equipe da Central Estadual de Transplantes, ligada à Secretaria de Estado de Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) obteve sucesso no transplante renal de um doador falecido, que ocorreu nesta terça-feira (10), em Cuiabá. Este foi o segundo transplante realizado após a reativação do serviço em Mato Grosso, visto que o primeiro ocorreu em janeiro deste ano, entre duas irmãs vivas.

É muito gratificante saber que a Central Estadual está realizando e dando prosseguimento aos transplantes de rim, serviço que ficou paralisado por mais de uma década em Mato Grosso e foi reativado no início de 2020. A equipe da SES trabalha intensamente na efetivação dos próximos transplantes”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

De acordo com a coordenadora da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso, Fabiana Molina, na segunda-feira (09), a Central Nacional de Transplantes ofertou um rim compatível com um receptor inscrito no Cadastro Técnico Único (CTU) de Mato Grosso.

O órgão foi recolhido no Paraná e chegou em Cuiabá na noite de segunda-feira. Passado todo o processo de preparação do receptor, o procedimento foi realizado com êxito na madrugada da última terça-feira, pela equipe transplantadora do Hospital Santa Rosa, unidade credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar a operação de transplante renal no Estado.

Esse foi o primeiro transplante de doador falecido dessa nova fase do Programa de Transplante Renal, sendo ainda o primeiro, em toda a história, proveniente de órgão ofertado por outro Estado, o que gera um acréscimo ainda maior de complexidade ao processo”, avalia Fabiana.

Coleta de doação

Além da realização do procedimento de transplante, a SES também mediou a coleta de uma doação no último sábado (07). A sensibilidade de uma família, que após ser informada sobre a confirmação do diagnóstico de morte encefálica de seu ente, permitiu que outras cinco pessoas pudessem ter a chance de sobreviver com mais qualidade de vida depois da doação de múltiplos órgãos e tecidos.

Fabiana conta que foi realizada a captação de rins, fígado e córneas na madrugada do dia 07, na própria unidade que notificou a Central Estadual de Transplantes.

Como não foi identificado, em Mato Grosso, receptores de rim compatíveis com o doador no CTU, os rins doados foram disponibilizados para a Central Nacional, responsável por alocar os órgãos”, explica.

Dessa forma, o fígado e os rins foram transportados para o Distrito Federal e as córneas foram disponibilizadas para os receptores de Mato Grosso. Sobre como procedeu a captação dos órgãos, a coordenadora informa que uma equipe do Distrito Federal realizou a retirada de fígado, enquanto o Hospital Santa Rosa foi responsável pela retirada dos rins e o Banco de Olhos de Cuiabá ficou responsável pela retirada das córneas.

Esse desfecho se deu graças à parceria de vários envolvidos, como a equipe do MT Hemocentro, que realiza os exames de validação do doador, e as equipes de retirada do estado de Mato Grosso e Distrito Federal; além, é claro, da sensibilidade da família do falecido com a causa”, conclui Molina.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Policia prende 4 assaltantes de caixa eletrônico

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Geral

Piracema em Mato Grosso será entre 1º de outubro de 2020 e 31 de janeiro de 2021

Publicados

em

O pleno do Cepesca decidiu, por unanimidade, manter a data com base nos estudos de Monitoramento Reprodutivo dos Peixes de Interesse Pesqueiro no Estado

O Conselho Estadual de Pesca (Cepesca) definiu que o período de Defeso da Piracema em Mato Grosso será entre 1º de outubro de 2020 e 31 de janeiro de 2021. O Pleno decidiu, por unanimidade, manter a mesma data dos últimos anos nos rios das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Tocantins-Araguaia com base nos estudos de Monitoramento Reprodutivo dos Peixes de Interesse Pesqueiro no estado.

A reunião online, conforme as regras de distanciamento social, foi conduzida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Sema Mato Grosso, nesta quinta-feira (28). A decisão respeitou o contraditório e o debate em plenária entre os conselheiros, que são representantes de diversos órgãos e instituições governamentais, empresariais e sociais.

Os dados técnicos sobre o monitoramento Reprodutivo dos Peixes de Interesse Pesqueiro no Estado foram apresentados pela doutora em Ciências Biológicas e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) , Lúcia Aparecida de Fatima Mateus. Mato Grosso é o único estado a utilizar dados científicos para definir o período de Defeso da Piracema.

Os banco de dados abrange informações desde 2004 e a cada ano vem sendo aprimorado, abrangendo mais locais e aumentando o número de indivíduos analisados, foram mais de 10 mil peixes neste estudo. Pela primeira vez, foram observadas a distribuição e abundância temporal de ovas e larvas de peixes na Bacia Alto Paraguai.

Cada bacia é analisada separadamente por meses do ano e depois integradas para um melhor resultado. Foi realizada também uma análise detalhada sobre o período reprodutivo das espécies pacu, pintado e cachara pela relevância para a pesca e a importância econômica destes peixe. O estudo traz ainda uma separação entre peixes de escama, que desovam mais cedo e peixe de couro, nessa categoria entra especialmente o bagre, que desovam mais tarde, conforme foi observado durante monitoramento.

Nosso banco de dados possui informações de 16 anos, uma escala temporal interessante para fazer esse tipo de estudo. Pelas análises podemos dizer, com confiança, que outubro, novembro e dezembro são os meses mais importantes para atividade reprodutiva considerando as três bacias do Estado”, concluiu a professora Lucia durante sua apresentação.

O secretario Executivo de Meio Ambiente, Alex Marega, que presidiu a reunião, destacou a relevância de estudos técnicos feitos por pesquisadores.

A ciência pode nos ajudar a tomar decisões mais confiáveis. São 16 anos de dados coletados e monitoramento do comportamento reprodutivo dos peixes. Este estudo vem sendo aprimorado a cada ano e vai nos dando cada vez mais certeza de estarmos tomando a decisão correta”. Marega também citou a importância da publicidade, transparência e amplo debate da reunião.

Outras Propostas

A reunião abriu espaço também para a exposição das ações realizadas pela Associação do Segmento da Pesca do Estado de Mato Grosso (ASP/MT), apresentada pela sua presidente, Nilma Silva, que defendeu uma redução no período da Piracema 2020/2021 na qual a pesca ficaria proibida entre os meses de dezembro e fevereiro, considerando a excepcionalidade da Pandemia da Covid-19.

As duas propostas de período foram colocadas em votação durante a reunião extraordinária do Cepesca deste ano. A da Secretaria de Meio Ambiente, que preside o conselho e se baseou nos dados de monitoramento reprodutivo para defender a manutenção do período entre outubro e janeiro foi a escolhida pelo conselho pleno.

O conselho também deliberou pela redação de uma moção de apoio ao setor de pesca durante a “Pandemia”, que será encaminhada ao governo do Estado de Mato Grosso.

Cepesca

Atualmente, compõem o Conselho, que atua como órgão colegiado deliberativo e consultivo auxiliando o Poder Executivo na propositura de políticas públicas para a pesca, dezoito entidades entre representantes das Secretarias de Meio Ambiente, Desevolvimento Econômico, Cultura, Ministério Público Estadual, UFMT, Unemat, colônias de pescadores, entidades do terceiro setor, Ibama e representantes do setor empresarial do turismo da pesca.

Proteção

A Sema alerta que nas unidades de conservação da categoria de proteção integral, a atividade da pesca é proibida durante todo o ano. Ao todo, Mato Grosso abriga 68 áreas protegidos sob a jurisdição da União, do Estado ou do Município.

Portanto, quem irá pescar no rio Paraguai ou Juruena, por exemplo, deve estar atento aos trechos dos rios que cortam as áreas de Unidades de Conservação. No caso do Juruena, há restrição no trecho que corta o Parque Nacional do Juruena e o Parque Estadual Igarapés do Juruena.

Já para o Rio Paraguai, o pescador deve estar atento às áreas do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense e do Parque Estadual do Guirá. E se a intenção for pescar no Rio das Mortes, fica proibida a prática da pesca no trecho do curso d’água que cruza o Refúgio da Vida Silvestre Quelônios do Araguaia.

As unidades de conservação da categoria proteção integral visam a proteção da biodiversidade e por isso as regras são mais restritivas. Nesse grupo é permitido apenas o uso indireto dos recursos naturais; ou seja, aquele que não envolve consumo, coleta ou danos aos recursos naturais. Entre os usos indiretos dos recursos naturais podemos ter a recreação em contato com a natureza, turismo ecológico, pesquisa científica, educação e interpretação ambiental, entre outras.

Denúncias

O cidadão pode denunciar a pesca depredatória e outros crimes ambientais à Ouvidoria Setorial da Sema: 0800-65-3838 ou via WhatsApp no (65) 99281- 4144. Outros telefones para informações e denúncias: (65) 3613-7394 (Setor Pesca), nas unidades regionais da Sema ou aplicativo MT Cidadão.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Detran de Rondonópolis inicia reciclagem de mais de mil veículos
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA