PESCA IRREGULAR

Dono de pousada e pescadores são presos em Poconé por pesca predatória

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A pesca predatória tem consequências realmente desastrosas, uma vez que muitas espécies estão correndo risco de extinção em função de sua atuação, e como o equilíbrio do ecossistema depende da existência de todas as suas espécies, quanto maior as atividades de pesca predatória, maior serão as consequências.

Ao mesmo tempo, a própria atividade pesqueira predatória limita também a produtividade pesqueira, tanto do ponto de vista econômico como do ponto de vista biológico.

A pesca predatória pode ser entendida como sendo aquela que retira do meio ambiente muito mais do que ele consegue repor de maneira natural.

Nesta semana, na cidade de Poconé, 5 pessoas foram presas durante operação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) contra pesca predatória. Um dos detidos é o proprietário da pousada Florais e os outros são pescadores que estavam no local. Todos estão sendo autuados penal e administrativamente e a pousada sofrerá embargo de suas atividades. As multas estão sendo calculadas.

A operação da Coordenadoria de Fiscalização de Fauna da Sema foi deflagrada por meio de uma denúncia de pesca predatória na pousada. A ação foi realizada em conjunto com o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental e 9º Batalhão de Polícia Militar.

A equipe também apreendeu equipamentos de pesca, pescado irregular e materiais usados para ceva fixa. São 9 cevas fixas, 21,6 kg de pescado Pacupeva e Peraputanga, sendo 43 exemplares de pacupeva fora de medida, oito varas, quatro molinetes, um viveiro e duas caixas de pesca.

A Sema vai intensificar as fiscalizações para combater a pesca predatória e utilização da ceva fixa. Nosso foco é na prevenção, coibindo o crime ambiental e a retirada de peixes dos rios de forma ilegal. A participação da sociedade por meio de denúncias é muito importante”, afirmou o coordenador de Fiscalização de Fauna, Jean Holtz.

Atividade essencial

As atividades de fiscalização ambiental que incluem as ações de monitoramento e controle de crimes ambientais como desmatamento e exploração florestal ilegal, pesca predatória, caça ilegal, poluição causada por empreendimentos, dentre outros, seguem em pleno funcionamento.

De acordo com o Decreto Estadual 432/2020, a fiscalização ambiental é considerada atividade essencial no Estado. Ao se deparar com crimes ambientais, o cidadão pode fazer denúncias pelo 0800 65 3838 ou via aplicativo MT Cidadão (disponível para IOS e Android).

Regras da pesca

Os pescadores profissionais e amadores devem seguir as regras determinadas pela Lei Estadual nº 9.096/2009, que estabelece a proibição para uso de apetrechos de pesca como tarrafa, rede, espinhel, cercado, covo, pari, fisga, gancho, garateia pelo processo de lambada, substâncias explosivas ou tóxicas, equipamento sonoro, elétrico ou luminoso.

As medidas mínimas dos peixes constam na carteira de pesca do Estado e algumas delas são: piraputanga (30 cm), curimbatá e piavuçu (38 cm), pacu (45 cm), barbado (60 cm), cachara (80 cm), pintado (85 cm) e jaú (95 cm).

O regramento em Mato Grosso proíbe a captura, comercialização e transporte das espécies Dourado (Salminus brasiliensis) e Piraíba (Brachyplatystoma filamentosum), conforme estabelecido na Lei 9.794/2012.

Denúncias

O cidadão pode denunciar a pesca predatória e outros crimes ambientais à Ouvidoria Setorial da Sema: 0800-65-3838 ou via WhatsApp no (65) 99281- 4144. Outros telefones para informações e denúncias: (65) 3613-7394 (Setor Pesca), nas unidades regionais da Sema ou aplicativo MT Cidadão.

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Geral

“Segunda dose da vacina será no polo mais próximo de sua casa”

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A partir da segunda quinzena do mês de julho a campanha de vacinação em Cuiabá começou a receber a maior concentração de aplicação de dose 2 da vacina da Astrazeneca, que tem um intervalo de 12 semanas entre as duas doses.

Já a vacina da Pfizer, que tem o mesmo tempo de espera entre as duas doses, começará a ter um fluxo grande de pessoas para tomar a segunda vacina no começo do mês de agosto.

As pessoas que tomaram a primeira dose tanto da Astrazeneca, quanto da Pfizer já saíram com a data para tomar a segunda marcada no cartão de vacinação e lançada no sistema. Com o fechamento do polo do Centro de Eventos do Pantanal, as pessoas que estavam com a segunda dose marcada para tomar no local tiveram as agendas apagadas do sistema.

Passamos a reagendar estas pessoas para outros polos, mas caso alguém não tenha recebido a nova agenda no cadastro da vacinação, ela pode ir ao polo mais próximo de sua residência, na data e horário marcado no cartão. É imprescindível levar o cartão de vacinação para tomar a segunda dose, explica Valéria de Oliveira, coordenadora da campanha.

Aqueles que tomaram a primeira dose em outros polos precisam olhar o agendamento da segunda dose no cadastro da vacinação e devem receber a segunda aplicação no dia, horário e local marcado na agenda.

A partir da próxima semana teremos um volume grande de pessoas que vão tomar a segunda dose, além de continuarmos com a aplicação da primeira para os grupos prioritários e para a população de 18 a 39 anos com as vacinas dos faltosos. É uma logística grande e precisamos que todos cooperem e compareçam aos polos de vacinação nas datas e locais corretos para que possamos manter a campanha funcionando de forma organizada, disse a coordenadora.

Dose 1

Quem está cadastrado no site e ainda não tomou a primeira dose está aguardando em uma fila de espera virtual. Quando a pessoa for agendada, o sistema do site enviará uma mensagem de WhatsApp automática e/ou um e-mail informando que ela já está confirmada para ir tomar sua vacina.

No dia da vacinação, ela deve levar o QR Code do agendamento impresso, um documento com foto e o comprovante de endereço de Cuiabá. A pessoa também deve estar com o cartão do SUS atualizado.

No caso de vacinação pela categoria profissional, também é preciso apresentar declaração de vínculo funcional. Já no caso das pessoas que se cadastraram pelos grupos de comorbidades ou deficiência permanente grave, além de gestantes, puérperas e lactantes, é preciso apresentar o laudo médico.

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