EDUCAÇÃO X PANDEMIA

Defensoria solicita que Seduc e Secretarias Municipais informem plano pedagógico para que alunos não percam ano letivo

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Ofício enviado à secretária estadual de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, requisita informações sobre a continuidade das aulas durante a pandemia e plano pedagógico para retomada das aulas para que alunos das redes de ensino municipal e estadual não percam ano letivo; secretários municipais de Educação também serão notificados.

A Defensoria Pública de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Estratégica em Defesa de Direitos Coletivos da Educação Pública (Gaedic Educação), solicitou informações sobre a continuidade das aulas da rede estadual de ensino no período de “Pandemia da Covid-19“, com o intuito de evitar que os estudantes percam o ano letivo.

Assim como este ofício, direcionado à secretária estadual de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, os secretários municipais de Educação também serão notificados. Segundo a Constituição Federal de 1988, o poder municipal cuida da educação infantil, enquanto o ensino médio é gerido pelo governo estadual, o ensino fundamental pode ser administrado por municípios e estados.

As Secretarias de Educação Estadual e Municipais terão cinco dias para informar, com documentação comprobatória, como estão sendo realizadas as atividades pedagógicas durante a pandemia do novo coronavírus e qual é o plano pedagógico para o retorno às aulas presenciais.

Considerando que os alunos da rede pública de ensino estão com as aulas suspensas desde o final de março e que muito provavelmente as aulas não retornarão antes do mês de agosto, conforme se manifestou a comissão na Assembleia Legislativa que estuda os impactos da pandemia na educação, requisitamos informações a fim de saber como o Estado está fornecendo as atividades para os alunos e se está havendo o devido acompanhamento pedagógico para que o aluno não perca o ano letivo, afirmou a defensora pública Tathiana Franco.

Segundo a defensora, a Lei determina que os estudantes cumpram uma carga horária mínima e a preocupação da Defensoria Pública é que os alunos das redes de ensino municipal e estadual não tenham aproveitamento do ano escolar em razão da menor quantidade de aulas presenciais em 2020.

O Gaedic Educação requisitou ainda que a Seduc-MT informe quais medidas foram adotadas para a continuidade das aulas dos estudantes da rede estadual, mencionando a forma como estão sendo fornecidas as aulas, o percentual de adesão, a forma de acompanhamento pedagógico, como o aluno que não possui internet e/ou vive em zona rural consegue ter acesso às atividades online (se for necessário) e, em caso de aula presencial, se está ocorrendo o fornecimento de transporte público, especialmente às crianças e adolescentes que residem na zona rural.

A defesa dos direitos coletivos vem sofrendo exponencial representatividade no âmbito da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso com a criação dos Grupos de Atuação Estratégica de Direitos Coletivos (Gaedics), os quais, por intermédio de seus coordenadores e membros, estão atentos, mormente nesse momento de pandemia, em garantir e resguardar os interesses gerais e coletivos das pessoas necessitadas, fazendo atingir, num cenário macro, a promoção de nossa missão constitucional, sendo nesse sentido a presente requisição, em que se buscam informações junto às Secretarias de Educação Municipais e Estadual a fim de se verificar eventual lesão na esfera jurídica de milhares de alunos matriculados na rede pública de ensino de Mato Grosso, afirmou o defensor público Leandro Torrano.

O ofício também requisita informações sobre o planejamento estratégico para a retomada das aulas, incluindo a avaliação diagnóstica do aluno para tomar conhecimento do grau de aprendizado do estudante no período de suspensão das aulas presenciais.

Assinam o ofício os defensores públicos e membros do Gaedic Educação, Leandro Torrano, Nelson Júnior, Cleide Nascimento, Elianeth Nazário e Tathiana Franco.

A nossa preocupação maior é a perda do ano letivo dessas crianças e adolescentes da rede pública de ensino. Por isso, estamos fazendo essa cobrança. Lembrando que não existe ainda uma previsão de volta às aulas presenciais“, asseverou Tathiana.

ALMT

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), responsável por estudar o impacto da pandemia na educação mato-grossense, decidiu nesta segunda-feira (18) que não há a menor possibilidade de as aulas serem retomadas antes do mês de agosto.

A resolução é válida para toda a rede estadual de ensino, mas deve ser estendida à rede municipal e privada, cujos representantes também participaram da reunião. As instituições federais de ensino, no caso o Instituto e a Universidade Federal de Mato Grosso (IFMT e UFMT), seguirão decisões próprias.

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Novo vírus da gripe com potencial de causar pandemia é descoberto na China

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Pesquisadores chineses identificaram uma nova variante do vírus da gripe, com potencial para se espalhar com facilidade entre a população mundial, no organismo de porcos criados em diversas províncias do país asiático. Pesquisadores dizem que última cepa do vírus da gripe suína é “altamente adaptado” para infectar seres humanos.

Uma cepa do vírus da gripe suína se tornou predominante em porcos na China e tem potencial para se espalhar para os seres humanos e se tornar outra pandemia, afirmam os pesquisadores.

Especialistas da Academia Chinesa de Ciências dizem que os porcos são um “principal hospedeiro intermediário” ou “vaso de mistura” para vírus que se espalham de animais selvagens para humanos.

A equipe de pesquisa chinesa estuda surtos de gripe suína em fazendas de suínos em todo o país e afirma que a última cepa pode passar para os seres humanos.

Confirma-se que apenas duas pessoas pegaram o vírus, apelidado de G4 EA H1N1, desde o primeiro surto em 2016, mas os pesquisadores dizem que ele é “altamente adaptado” para infectar seres humanos. Nos dois casos, relatados em 2016 e 2019 e confirmados como vírus EA H1N1 do tipo G4, os pacientes tinham 46 e 9 anos, segundo os autores.

Os pesquisadores pediram o monitoramento das fazendas e das pessoas que trabalham nelas ou perto delas, pois a transmissão adicional pode fazer com que o vírus “se adapte e se torne uma pandemia”.

A pesquisa epidemiológica descobriu que os dois pacientes tinham vizinhos que criavam porcos, sugerindo que o vírus G4 EA poderia transmitir de suínos para humanos e levar a infecções graves e até a morte, informa o estudo.

Os pesquisadores não entraram em detalhes sobre os sintomas, já que o vírus não se espalhou amplamente em seres humanos. No entanto, em testes do vírus em furões, eles encontraram sintomas como febre, espirros, chiados e tosse eram comuns.

George Gao, Jinhua Liu e colegas isolaram 179 vírus de porcos em 10 províncias da China de 2011 a 2018 para estudar os riscos que eles representam para os seres humanos.

Eles descobriram que, desde 2016, a maioria dos vírus encontrados em porcos de criação exibia características que você esperaria se pudesse pular para humanos e desencadear uma pandemia.

Eles também descobriram que, de 300 amostras colhidas de criadores de suínos em 15 fazendas diferentes, apenas 10,4% possuíam anticorpos contra essa cepa do vírus.

Isso significa que o vírus apresenta uma chance particularmente forte de propagação da pandemia, embora eles não tenham dito se seria tão grave quanto a Covid-19 ou pior.

Eles dizem que medidas para controlar esse vírus em porcos e monitorar de perto as populações trabalhadoras devem ser rapidamente implementadas para evitar a propagação futura.

Todas essas evidências indicam que o vírus G4 EA H1N1 é um problema crescente em fazendas de suínos, e a circulação generalizada de vírus G4 em porcos aumenta inevitavelmente sua exposição aos seres humanos”, escreveram os autores do estudo.

O professor James Wood, chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, disse que a criação de suínos é uma indústria maciça na China.

Os autores realizaram uma investigação completa sobre os riscos dos vírus emergentes da gripe suína na China e mostram que há evidências de que eles podem representar um risco para a saúde humana”, disse ele.

Ele disse que é particularmente notável que eles descobriram que o vírus pode se replicar nas células humanas e que já podem estar infectando alguns criadores de porcos.

Outro aspecto assustador da descoberta, segundo o professor Wood, é que as vacinas atuais podem não proteger adequadamente contra elas.

O trabalho é um lembrete salutar de que estamos constantemente em risco de um novo surgimento de patógenos zoonóticos e de animais de criação”, disse ele.

Wood acrescentou que, quando entramos em contato com a vida selvagem com mais frequência, esses animais de criação podem atuar como fonte de importantes vírus pandêmicos.

Alice Hughes, professora associada do Centro de Conservação Integrativa do Jardim Botânico Tropical de Xishuangbanna, Academia Chinesa de Ciências, disse que esses tipos de vírus, gripe suína e aviária não são incomuns na China.

Ela disse que há relatórios periódicos sobre a disseminação desses vírus, mas isso se limita amplamente ao gado por causa disso, há exames regulares.

Padrões de higiene e alimentos, incluindo hormônios e esteroides em toda a Ásia, provavelmente são fatores que contribuem para o comprometimento do sistema imunológico e o potencial de propagação de vírus”, disse Hughes.

Carne de porco e aves também são muito populares em toda a Ásia, então há um grande número de animais na região, de fato, as estatísticas atuais mostram que mais da metade da população suína do mundo está na China”, complementa.

Os resultados foram publicados na revista Proceedings da National Academy of Sciences.

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