BAIXA PROCUDA DE VACINA

Baixa procura pela vacina contra Covid-19 na rede pública desestimula venda nas clínicas da rede privada

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Desde que o Ministério da Saúde (MS) encerrou a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) pela Covid-19, com o Decreto da Portaria GM/MS nº 913, de 22 de abril de 2022, há uma movimentação do setor privado pela venda de imunizantes contra a doença.

A Medida Provisória assinada pelo presidente da Republica Jair Messias Bolsonaro (PL), no dia 17 de junho, a baixa procura na rede pública desestimula a disponibilização para venda nas clínicas privadas.

A medida é decorrência do fim do estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), decretado em função da Pandemia de Covid-19 no Brasil.

O encerramento da “Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional pela Covid-19” pelo Ministério da Saúde impactou leis e normas estabelecidas para o enfrentamento da pandemia, permitindo que as vacinas licenciadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pudessem ser oferecidas pelos serviços privados de vacinação.

Vacinas no setor privado devem ser vendidas dentro das mesmas indicações do PNO. Ou seja, o sistema privado deve disponibilizar as vacinas Covid-19 apenas para os grupos elencados no PNO e nas Notas Técnicas complementares publicadas pelo Ministério da Saúde, de acordo com esquemas, intervalos, número de doses e doses de reforço previstas nos documentos do PNO.

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Cabe aos serviços de vacinação privados garantir o registro das doses aplicadas no sistema integrado nacional, a fim de contabilização de doses por grupo populacional, Unidades Federativas e municípios. Os dados devem ser utilizados para avaliação de cobertura e análise de campanha, para consulta do cidadão através do ConecteSUS, assim como é feito no serviço público.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, a medida não trará prejuízos ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação.

O órgão justifica que a vacinação no país atingiu doses suficientes para contemplar 100% dos grupos prioritários. Além disso, o Ministério da Saúde mantém contrato com a Pfizer para compra de 100 milhões de doses e a possibilidade de compra adicional de 50 milhões.

A realidade antes em 2021 quando somente a rede pública podia comprar os imunizantes difere dos dias atuais em que não há mais escassez da vacina contra a Covid-19.

Segundo a diretora executiva da rede Saúde Livre de Clínicas de Vacinas, Rosane Argenta, a expectativa é que no segundo semestre haja mais empresas vendendo o imunizante que não da Pfizer e da AstraZeneca e assim como outras marcas haverá mais disponibilidade do produto o que também deve chegar as pessoas num valor mais acessível que nesse primeiro momento.

Vamos aguardar o segundo semestre para começarmos a oferecer o imunizante para quem tiver interesse e na marca que desejar“, explica Rosane.

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Médica orienta cumprir esquema vacinal para evitar casos de meningite

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Meningites e pneumonias podem ser causadas por vírus, fungos e bactérias. No caso desse último agente infeccioso, existem vacinas que oferecem proteção contra alguns dos sorotipos mais comuns de meningococos e pneumococos, responsáveis por manifestações graves dessas doenças”.

Considerada pelo Ministério da Saúde como doença endêmica no Brasil, a meningite ocorre com maior intensidade na forma bacteriana no inverno e na forma viral no verão. No entanto, o que preocupa é que apesar de ter cobertura, os dados do Plano Nacional de Imunização (PNI) evidenciam que 73% do público-alvo da vacina meningocócica forma mais grave da doença e distribuída gratuitamente pelo SUS não tomou todas as doses dos imunizantes.

A responsável pelo setor de terapia intensiva do sistema Hapvida, Franciane Gonçalves, explicou que a meningite é uma doença tratável.

E que, por isso, parte do problema está exatamente no não cumprimento do esquema vacinal completo, principalmente nas crianças.

É importante que tomem o reforço, pois com o tratamento incompleto fica mais suscetível da pessoa ser acometida de uma infecção”.

A médica reforça ainda que esta é uma doença que pode ser evitada.

Porém, para isso precisamos manter o calendário de proteção atualizado”, reafirmou.

Para evitar confusões, ela pontua que na hora de consultar o cartão de vacinação é recomendável pedir ajuda a atendentes.

Eu sempre explico que às vezes a pessoa lê e não compreende as doses que faltam. O ideal é que o paciente peça auxílio para identificar o que ainda precisa ser feito”, recomendou.

A profissional ainda destacou que na meningite ocorre uma inflamação da meninge, que é uma espécie de película que recobre o cérebro. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, parasitas ou fungos.

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Os sintomas são variados quando o tipo é viral e são parecidos com um resfriado comum; febre, falta de apetite e fadiga. Já quando é bacteriana os sintomas são mais fortes.

É importante lembrar que a meningite meningocócica é a mais grave, podendo inclusive levar à morte. Então essa é a mais preocupante e é preciso ficar atento aos principais sintomas que são febre alta e persistente, dificuldade de colocar o queixo no pescoço, rigidez de nuca da criança e umas manchas vermelhas que aparecem pelo corpo”, completou.

Ela orienta que, neste caso, é necessário levar o paciente de imediato para o atendimento médico.

A doença é tratável, mas não pode ficar em casa, com esses sintomas”, resumiu.

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