PANDEMIA DA COVID-19

39 municípios estão com risco muito alto de contaminação pela Covid-19

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) divulgou, nesta terça-feira (06.04), o Boletim Informativo n° 394 com o panorama da situação epidemiológica da Covid-19 em Mato Grosso.

O documento mostra, a partir da página 10, que 39 municípios registram classificação de risco muito alta para o Coronavírus. São eles:

Alta Floresta, Alto Paraguai, Barão de Melgaço, Brasnorte, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Cláudia, Colíder, Diamantino, Guaratã do Norte, Jangada, Juara, Juscimeira, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Matupá, Mirassol D’ Oeste, Nova Nazaré, Novo São Joaquim, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Planalto da Serra, Poconé, Pontes e Lacerda, Porto Estrela, Primavera do Leste, Querência, Rondonópolis, Santa Terezinha, Santo Afonso, São José do Povo, São José do Xingu, Sapezal, Sinop, Tangará da Serra e Torixoréu.

Outras 102 cidades estão classificadas na categoria de risco alto para a contaminação do coronavírus. Nenhum município foi classificado com risco moderado para a Covid-19.

Novo método para classificação

O método para definir a classificação de risco dos municípios foi aprimorado. A mudança foi publicada no Diário Oficial do último dia 25 de março. A partir de então, não será levado em consideração só o número absoluto dos casos dos últimos quatorze dias, mas sim a média móvel dos últimos quatorze dias.

Assim, o município não sofrerá uma mudança brusca de um boletim para o outro; a cidade ficará na mesma categoria por pelo menos duas semanas, conforme sua média móvel de casos.

Também foi aperfeiçoado o cálculo dos casos acumulados. Antes eram considerados os casos acumulados a partir do dia 1º de dezembro de 2020. Com a nova metodologia, a análise será realizada sempre com base nos casos acumulados dos últimos 90 dias.

Confira as medidas de acordo com a classificação de risco

Nível de Risco ALTO

a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO;
b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração;
c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não-presenciais;
d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas.

Nível de Risco MUITO ALTO

a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO;
b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 10 (dez) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente, podendo, inclusive, haver antecipação de feriados para referido período;
c) suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades.
d) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais;
e) manutenção do funcionamento apenas dos serviços públicos e atividades essenciais;

§1º – Atingida determinada classificação de risco, as medidas de restrição correspondentes devem ser aplicadas por, no mínimo, 10 (dez) dias, ainda que, neste período, ocorra o rebaixamento da classificação do Município.
§2º – Os municípios contíguos devem adotar as medidas restritivas idênticas, correspondentes às aplicáveis aquele que tiver classificação de risco mais grave.
§3º – Os Municípios poderão adotar medidas mais restritivas do que as contidas neste Decreto, desde que justificadas em dados concretos locais que demonstrem a necessidade de maior rigor para o controle da disseminação do novo Coronavírus.

Art. 6ºO funcionamento de parques públicos estaduais seguirá as restrições estabelecidas pelos Municípios em que se encontrem e, na ausência de normas a este respeito, poderão ser utilizados, desde que observado o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, ficando vedado o acesso sem o uso de máscara de proteção facial.

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Cuiabá lança campanha de vacinação contra Influenza nesta segunda-feira (19)

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Após o surto dos vírus Zika, Dengue e Chikungunya pelo mosquito Aedes Aegypti, o centro das atenções passou a ser novamente a gripe Influenza A (H1N1). Ela já é bem conhecida pelos médicos e pela população mundial, após o surto da doença que ocorreu em 2009 e 2010. Por ser uma mutação da gripe comum, ela possui sintomas parecidos, além da alta taxa de transmissão.

Prevenção

A Influenza A (H1N1) tem sua transmissão feita assim como qualquer outra gripe, e por isso segue as mesmas diretrizes de prevenção, porém deve ter sua atenção redobrada. É preciso lavar sempre as mãos com água e sabão, e evitar o contato com olhos, boca e outras mucosas; não compartilhar itens de uso pessoal como toalhas, copos, talheres e escovas de dentes, e evitar contato próximo com pessoas que estejam doentes.

Tratamento

O tratamento para a gripe (H1N1) é feito através de remédios via oral, que são indicados por um médico e regulamentados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para combate especifico da doença. Outras medidas como repouso, reposição de líquidos e boa alimentação podem ajudar na recuperação do paciente.

Vacinação

A Secretaria Municipal de Saúde vai lançar nesta segunda-feira (19) a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. O lançamento será realizado na UBS Parque Ohara, às 9h. Neste ano a Prefeitura de Cuiabá decidiu atrasar em uma semana o começo da campanha em decorrência da abertura dos novos polos de vacinação contra o coronavírus.

Neste primeiro momento a campanha de vacinação da Influenza contemplará os seguintes grupos: Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas. A previsão é que a campanha aconteça até o dia 9 de julho.

Nesta segunda faremos o lançamento na UBS do parque Ohara, mas a campanha começará em todos os postos de saúde a partir desta terça-feira (20), com exceção de alguns locais onde não há condições de fazer a separação entre os pacientes de COVID e os que vão ser vacinados”, revela Valéria de Oliveira, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.

Pelo fato das campanhas de vacinação contra a Influenza e contra o Coronavírus estarem sendo realizadas ao mesmo tempo, a vacinação contra o Coronavírus deve ter prioridade.

O Informe Técnico da Influenza alerta para a importância da priorização da vacina COVID-19, para pessoas contempladas no grupo prioritário para a Influenza e que ainda não foram vacinadas contra a COVID-19. Nestas situações, deve-se agendar a vacina Influenza, respeitando o intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas, explica a coordenadora.

A partir de terça-feira (20) todos os postos de saúde realizarão a vacinação contra a Influenza a partir das 7h, com exceção das seguintes unidades: PSF Osmar Cabral / Liberdade, PSF Nova Esperança, PSF Pedra 90 lll e lV e PSF São Gonçalo, na região Sul; PSF Novo Horizonte e CS Ana Poupina, na região Leste; PSF Santa Amália /Jd. Araçá, PSF Santa Isabel I e II e PSF Santa Isabel III, na região Oeste.

Em todo Brasil foram disponibilizadas 75 milhões de doses e o objetivo é atingir 90% de cada um dos grupos prioritários. A vacina previne contra três tipos de Influenza: Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B.

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