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33% do efetivo da Polícia Civil em MT são mulheres

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Mulheres fortes, guerreiras, conscientes da sua função perante a sociedade, elas fazem parte de um universo que há décadas era tradicionalmente masculino.

Atuando em funções operacionais ou na área meio, independentemente de onde estejam se dedicam à carreira com persistência, uma dose de delicadeza aliada à firmeza, e muita resiliência para superar qualquer tipo de obstáculo.

Essas mulheres integram a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e hoje representam 33% do efetivo da instituição. E por trás desse número há profissionais que não enxergam apenas a estabilidade de um emprego público, mas a vontade de fazer sempre o melhor em seu trabalho.

Em homenagem às quase mil mulheres que fazem parte dos quadros da Polícia Civil, delegadas, escrivãs, investigadoras, psicólogas, advogadas, arquitetas, jornalista, publicitárias, assistentes sociais, conversamos com três delas, que contam a seguir um pouco das suas histórias e relatam o que as fez ingressar em uma carreira repleta de muita adrenalina, emoções e perigo.

Ana Cleide Milhomem é de São Félix do Araguaia (1.200 km a nordeste de Cuiabá), cidade às margens do belo rio que banha a região leste do estado. Há 13 anos entrou para a Polícia Civil após passar no concurso público para o cargo de escrivã. Sonhava com estabilidade, mas não conhecia nada da profissão e o que a aguardava. Nos primeiros anos pensou por diversas vezes em desistir, diante de problemas como baixo salário, infraestrutura, riscos da profissão e a pouca afinidade com a carreira. Mas, logo de início percebeu o quão nobre é a carreira policial, pois a profissão permite ir além do trabalho burocrático de um cartório da delegacia e exercer uma função social, ajudar a diminuir os problemas das pessoas e contribuir para o bem-estar da sociedade.

A gente projeta tanta coisa não é?! Mas depois voltei meu pensamento às possibilidades que a profissão nos permite para exercermos cidadania. Lidamos com pessoas em vulnerabilidade social, carentes não somente de segurança, mas de atenção. E não há nada mais gratificante do que podermos ajudar o próximo”, relata a servidora, que faz parte de um quadro composto por 393 mulheres escrivãs, em atuação na instituição em Mato Grosso.

A profissão trouxe muitos momento de emoção, bons e ruins. Se recorda que logo no início atendeu seu primeiro caso de violência doméstica uma mulher bastante fragilizada com um histórico de violência que havia afetado sua saúde mental. Ana Cleide conta que durante a oitiva, chorou mais que a própria vítima.

Lidamos com pessoas sem amor algum ao próximo, isso me assustava bastante no começo. Mas a Polícia Civil já me proporcionou muitas alegrias, recebi muita demonstração de carinho de pessoas que atendi. Certa vez, uma criança, vítima de abuso, pediu a mãe para levá-la novamente na delegacia apenas para me visitar. Com o tempo fui aprendendo a lidar com essas aflições, hoje me considero mais forte para lidar com o que vivencio no dia a dia da profissão, até mesmo para preservar minha saúde física e mental”, disse.

Ana Cleide destaca ainda que nunca se colocou em posição minorizada por ser mulher.

Já enfrentei situações machistas no trabalho, ouvi piadinhas diversas de colegas, me julgavam muito delicada e associavam isso à fragilidade, mas sempre busquei lidar com sabedoria diante dessas situações. Não é preciso perder a feminilidade para ser uma boa policial, pelo contrário, essa visão feminina é que nós tornam diferentes e melhores. Certas situações no serviço policial requer sutileza, que muitas vezes, só a mulheres possuem, características que superam o uso da força”, pontua a escrivã.

Fascinada por investigação, a cuiabana Ana Carla de Souza Figueiredo afirma que, mesmo diante de situações de discriminação em um ambiente predominado por homens, a mulher sabe se impor e mostrar a que veio. Há 13 anos na Polícia Civil, a investigadora conta que cursava direito quando se identificou com a carreira policial.

Atualmente lotada na Delegacia Especializada de Crimes Fazendários, a policial afirma que a atividade tem momentos marcantes e destaca entre eles a participação em uma investigação de sequestro.

Você acaba vivenciado a aflição da família em querer encontrar seu familiar e é muito gratificante e emocionante ter êxito na investigação. E mesmo diante de todas as dificuldades, limitações e perigos que temos no dia a dia da nossa profissão, nunca pensei em desistir de ser uma policial, porque é uma satisfação fazer o que você gosta. Sou apaixonada pela carreira policial”, afirma Ana Carla, que integra o efetivo junto com mais 493 investigadoras da instituição.

Há um ano e dois meses como delegada, Juliana Rado, 37 anos, cresceu em um ambiente policial. Atualmente exercendo a atividade na Delegacia de Matupá, no norte do estado, ela ingressou na instituição no último concurso público e afirma que papel social da Polícia, especialmente como primeira garantidora dos direitos das vítimas, é um dos estímulos para que seguisse a profissão.

Estou colhendo frutos de muita dedicação e estudo e me sinto plenamente realizada profissionalmente. A decisão de me tornar Delegada de Polícia foi amadurecida ao longo de anos, mesmo porque cresci no ambiente policial, em razão do meu pai também ser delegado. Portanto, sempre tive ciência das dificuldades da profissão, as quais considero inerentes ao cargo e, assim, procuro manter um ambiente otimista perante a minha equipe”.

Juliana frequentou as aulas do curso na Academia de Polícia aliando os estudos e a gestação e guarda com emoção o momento em foi empossada como delegada, além, é claro, da primeira diligência que conduziu, quando fez a primeira prisão em flagrante.

Na ocasião, compreendi a responsabilidade e a importância da atuação de uma Delegada de Polícia. Considero um privilégio exercermos nosso papel na sociedade!”, finaliza ela, que junto a mais 37 mulheres formam o efetivo feminino de delegadas em atuação na Polícia Civil de Mato Grosso.

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Fumantes são prováveis pacientes do caso mais grave da “Covid-19”

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Neste domingo (31) é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data que alerta sobre doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Diversas enfermidades pulmonares podem ser desencadeadas pelo consumo do produto e diante da pandemia do novo “Coronavírus“, a “Covid-19” o vício torna os fumantes prováveis pacientes do caso mais grave da doença infecciosa, conforme explica o pneumologista Clóvis Botelho, de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabaco fumado, em qualquer uma das suas formas, é responsável por até 90% de todos os cânceres de pulmão. Além de ser fator para o desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas, como asma, e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como bronquite e enfisema.

Clóvis Botelho observa que um fumante provavelmente também irá desenvolver as formas mais graves da infecção causada pelo novo coronavírus.

O fumante já é um paciente inflamado. Ele tem uma inflamação crônica nas vias aéreas e por isso quando ele pega qualquer tipo de doença, inclusive as virais, ele vai ter mais sintomas, vai ser mais grave. Hoje, o tabagismo é considerado grande fator de risco para complicações da doença“, explica o pneumologista.

Botelho ressalta que uma das principais formas de infecção é a má higienização das mãos, que quando levada ao rosto e através do toque na boca ou nos olhos transmite o vírus da Covid-19. O fumante está sempre levando as mãos ao rosto. Leva o cigarro até a boca. Por isso é essencial que ele faça a higienização corretamente.

O pneumologista também alerta para o uso de narguilé.

São várias pessoas que estão ali dividindo a piteira, mas muitos têm a doença de modo assintomático (sem sintomas), e transmite o coronavírus. Passando de boca a boca aumenta a chance de contaminação, se um desses amigos está doente, sem saber, ele passa para outras pessoas“.

Botelho explica que inalar e soltar a fumaça no ambiente também aumenta as chances de contrair ou se contaminar.

O especialista acredita que o cenário da pandemia só voltará à normalidade dentro de dois anos. Para ele, a partir do final de 2021 terá uma vacina e prevenção da doença em toda a população.

Esse é mais um motivo para o fumante deixar de fumar. Se eu tenho uma dependência eu devo procurar um médico, um profissional da saúde para tratar o tabagismo. Existem métodos de tratamentos. Muitos conseguem parar por si só, a pessoa deve fazer força e parar de fumar“, completa o médico, que integra a equipe da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde.

Última pesquisa

O número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos. É o que aponta dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgados no último mês de abril.

Em 2019, 9,8% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, enquanto que, em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%.

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