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300 garrafas de mel falsificado foram apreendidas pela Policia Civil

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Muita gente não sabe reconhecer a diferença entre o mel verdadeiro e aquele que não passa de um xarope de açúcar e acaba sendo enganado.

Falsificar e vender mel sem procedência é crime contra a economia popular, previsto pela Lei nº 1.521, de 26 de dezembro de 1951. A pena vai de seis meses a dois anos de detenção, além de multa. Mesma punição para quem falsifica o selo do SIF, de acordo com o artigo 296, parágrafo 1º, inciso 1, do Código Penal, que trata da falsificação de selo ou sinal público.

Nesta sexta-feira (13), considerado por muitos como o Dia de Azar, mais de 310 garrafas de mel falsificado produzido e armazenado em condições irregulares foram apreendidas pela Polícia Judiciária Civil, em investigação conduzida pela Delegacia de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá).

Dois homens que traziam o produto da cidade de Vilhena (RO) para comercializar em Pontes e Lacerda foram autuados em flagrante pelo crime de adulteração ou falsificação de substância alimentícia previsto no artigo 272 do Código Penal.

Os investigadores estavam em diligências próximo à Vila Olímpica, quando realizaram a abordagem de um dos suspeitos que estava sem documentos pessoais e, por este motivo, foi acompanhado pelos policiais até o hotel em que estava hospedado.

No local, o investigado também não apresentou os documentos pessoais e nem do veículo que estava conduzindo. Questionado, o suspeito disse que é morador da cidade Vilhena (RO) e que estava na região para fazer vendas como autônomo de mel, porém alegou já ter vendido todo o produto que tinha em estoque.

Segundo o delegado, Maurício Maciel Pereira Junior, o fato chamou atenção dos investigadores, uma vez que no mês de dezembro houve a apreensão de mel falsificado em uma barraca na feira de Pontes e Lacerda, ocasião em que o comerciante disse que o seu fornecedor era de Vilhena (RO).

Durante os trabalhos, o segundo suspeito chegou ao hotel e confirmou que eles trabalhavam com a venda de mel. Em buscas, os investigadores encontraram na lavanderia do hotel uma grande quantidade de garrafas do produto especificado como “mel”. As garrafas estavam sem tampas com moscas e abelhas mortas dentro do produto.

Diante da situação, foram selecionadas quatro garrafas do estoque que foram levadas à perícia que, em análise rápida, constatou que o produto não era mel de abelha. Comprovada a irregularidade, todo estoque de 312 garrafas de mel falsificado foi apreendido e os suspeitos encaminhados para Delegacia de Pontes e Lacerda. Com eles, também foram apreendidas duas motocicletas, uma caminhonete e uma carretinha.

Interrogados pelo delegado Maurício Maciel, os suspeitos confessaram que o produto era falso e para enganar os compradores, eles colocavam apenas uma pequena quantidade de mel de abelha na parte superior da garrafa.

Como houve a apreensão do mesmo produto falsificado no mês de dezembro e tínhamos informações que os fornecedores eram de Vilhena, foi possível juntar as informações, fato que ajudou no esclarecimento do caso com apreensão de grande quantidade de produtos e prisão dos envolvidos”, disse o delegado.

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Fumantes são prováveis pacientes do caso mais grave da “Covid-19”

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Neste domingo (31) é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data que alerta sobre doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Diversas enfermidades pulmonares podem ser desencadeadas pelo consumo do produto e diante da pandemia do novo “Coronavírus“, a “Covid-19” o vício torna os fumantes prováveis pacientes do caso mais grave da doença infecciosa, conforme explica o pneumologista Clóvis Botelho, de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabaco fumado, em qualquer uma das suas formas, é responsável por até 90% de todos os cânceres de pulmão. Além de ser fator para o desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas, como asma, e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como bronquite e enfisema.

Clóvis Botelho observa que um fumante provavelmente também irá desenvolver as formas mais graves da infecção causada pelo novo coronavírus.

O fumante já é um paciente inflamado. Ele tem uma inflamação crônica nas vias aéreas e por isso quando ele pega qualquer tipo de doença, inclusive as virais, ele vai ter mais sintomas, vai ser mais grave. Hoje, o tabagismo é considerado grande fator de risco para complicações da doença“, explica o pneumologista.

Botelho ressalta que uma das principais formas de infecção é a má higienização das mãos, que quando levada ao rosto e através do toque na boca ou nos olhos transmite o vírus da Covid-19. O fumante está sempre levando as mãos ao rosto. Leva o cigarro até a boca. Por isso é essencial que ele faça a higienização corretamente.

O pneumologista também alerta para o uso de narguilé.

São várias pessoas que estão ali dividindo a piteira, mas muitos têm a doença de modo assintomático (sem sintomas), e transmite o coronavírus. Passando de boca a boca aumenta a chance de contaminação, se um desses amigos está doente, sem saber, ele passa para outras pessoas“.

Botelho explica que inalar e soltar a fumaça no ambiente também aumenta as chances de contrair ou se contaminar.

O especialista acredita que o cenário da pandemia só voltará à normalidade dentro de dois anos. Para ele, a partir do final de 2021 terá uma vacina e prevenção da doença em toda a população.

Esse é mais um motivo para o fumante deixar de fumar. Se eu tenho uma dependência eu devo procurar um médico, um profissional da saúde para tratar o tabagismo. Existem métodos de tratamentos. Muitos conseguem parar por si só, a pessoa deve fazer força e parar de fumar“, completa o médico, que integra a equipe da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde.

Última pesquisa

O número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos. É o que aponta dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgados no último mês de abril.

Em 2019, 9,8% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, enquanto que, em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%.

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