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Seleção brasileira de xadrez vai em busca de medalhas na Olimpíada em Chennai

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A seleção brasileira de xadrez embarcou para Chennai, na Índia, onde disputará a 44ª Olimpíada de Xadrez, maior evento da modalidade com a participação de 187 países e mais de 2 mil enxadristas. Formada por atletas do absoluto e feminino, a delegação do Brasil contará com o reforço de dois técnicos indianos para brigar por medalhas.

Serão 14 dias de disputas. A abertura dos jogos aconteceu nesta quarta-feira (27) e o encerramento acontece no dia 10 de agosto. O local da competição será o Four Points do Sheraton Mahabalipuram Resort & Convention Center, 60 quilômetros ao sul do centro da cidade de Chennai, considerada a capital do xadrez da Índia e conhecida por seus monumentos hindus.

O time absoluto do Brasil vai estar formado com Alexandr Fier (GM), André Diamant (GM), Darcy Lima (GM), Krikor Sevag Mekhitarian (GM) e Luís Paulo Supi (GM).

Destaque para Supi, Grande Mestre (GM) que em 2020 surpreendeu o mundo do xadrez ao derrotar o Campeão Mundial, GM Magnus Carlsen, durante uma partida de blitz online em apenas 18 lances.

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Já a equipe feminina contará com as atletas Julia Alboredo (WIM), Ellen Larissa Bail (NM), Vanessa Ramos Gazola (WCM), Kathie Goulart Librelato (WIM) e Juliana Sayumi Terao (FM).

Destaques para Julia Alboredo, atual Campeã Brasileira, e Kathie Goulart Librelato, Campeã Sul-americana Sub-20 e detentora do título de Mestre Feminina Internacional (WIM).

Para comandar e reforçar a seleção, a Confederação Brasileira de Xadrez (CBX) anunciou a contratação de dois Grandes Mestres indianos. Vão juntar a delegação em Chennai os técnicos Priyadharshan Kannappan e Ankit Rajpara. Enquanto Priyadharshan, de Tamil Nadu, estará no comando do absoluto, Ankit, de Gujarat, estará à frente da equipe feminina.

São dois Grandes Mestres talentosos e com larga experiência internacional que chegam para reforçar a seleção brasileira não só nas Olimpíadas como também a de iniciar um trabalho a longo prazo de ampliação e qualificação de nossa base, ajudar na criação de uma identidade e desenvolvimento do xadrez brasileiro“, revelou o presidente da CBX, Máximo Igor Macedo.

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Cuiabanos são campeões das Américas de Kung Fu Wushu

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Cinco atletas do Projeto Social Kung Fu Wushu, realizado pelo Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação, em rede com a academia CPA Fitness, conquistam medalhas de ouro, prata e de bronze, na 13ª edição do Campeonato Pan-americano de Wushu, arte marcial chinesa, em Brasília.

Depois do campeonato Interestadual de Kung Fu Wushu, em Campo Grande (MS), parte da equipe de atletas do projeto social Kung Fu Wushu embarcou para Brasília, ao Pan-Americano trazendo mais medalhas, no mês de julho. De olho nas competições internacionais, os atletas já tem vagas garantidas para representar o Brasil na Indonésia, Turquia e Argentina.

Foram 02 medalhas de ouro para a Tabatta Cristina da Silva Souza, 14 anos, e 2 medalhas, uma de prata e uma de bronze, para o Fernando Silva Araújo, 31 anos, ambos PCds (Pessoa com deficiência) na categoria de adaptados.

Também na modalidade Combate, com o Wushu Sanda, foram 01 de ouro para o Guilherme Matheus Corrêa de Holanda, de 14 anos, 01 de ouro para o Moisés Ribeiro da Silva, de 13 anos, e mais uma de ouro para o professor do projeto social, Gabriel Pedroso de Almeida, de 23 anos.

O Pan-Americano foi realizado pela terceira vez no Brasil e contou com a participação de 16 países, representados por mais de 300 atletas de 6 a 40 anos. O evento teve disputas nas categorias infantil, infanto-juvenil, juvenil e adulto das modalidades de Sanda e Taolu.

De olho nas competições internacionais, os atletas Moisés (categoria infantil, 52kg) e Guilherme (categoria infantil, 45kg) já tem vaga garantida no time do Mundial Júnior de Sanda, de 12 a 14 anos de idade, representando o Brasil, na Indonésia. O professor Gabriel conseguiu vaga para o Campeonato Universitário, na Turquia, na categoria adulto (60kg), a partir de 18 até 25 anos, também no Sanda.

Ainda, a atleta Brenda Silva, que coordena o projeto junto do pai Bruk Lee, especialista no Esportivo, competirá pela primeira vez no Tradicional, o Sul-Americano, na Argentina.

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O KUNG FU WUSHU

Dentro do Kung Fu existem os departamentos nas áreas do Taolu Tradicional, que trabalha a cultura raiz do Kung Fu básico; o Taolu Esportivo, que é de alto rendimento, onde traz o salto e velocidade, com um alto índice técnico, sendo mais artístico e performático do que o Tradicional; e o Sanda, que é de combate físico.

Dentro de cada departamento existem as categorias de idade, peso, formas, que são as armas utilizadas (curtas, médias e longas, entre outras), para que as competições sejam justas, e que podem acontecer como lutas combinadas, individuais, ou em grupo, por exemplo.

Em Mato Grosso existem pelo menos 500 atletas, o que é pouco, e grande parte vem de nossa academia. O projeto é referência nacional, sendo reconhecido como inspiração para outros professores, por onde a gente passa, fora do Estado. Por isso é muito importante ter apoiadores que investem, porque as coisas acontecem, destaca Brenda.

O PROJETO SOCIAL

O projeto completa um ano neste mês de agosto, implantado via emenda parlamentar do deputado federal Dr. Leonardo, por meio do Ministério da Cidadania, que foi o primeiro a apostar nesta importante ação de inclusão social.

O projeto social Kung Fu Wushu foi elaborado com o objetivo de oportunizar aulas gratuitas de Kung Fu, nas modalidades Kung Fu Tradicional, Tai Chi, Boxe Chinês, a 100 inscritos, de baixa renda familiar e com pouca ou quase nenhuma atividade esportiva, buscando minimizar as diferenças sociais para o maior número de pessoas. Além de fomentar o esporte em si e o lazer, ao público da Grande Morada da Serra, onde está localizada a academia que atende o projeto.

Durante esse período, os alunos se tornaram verdadeiros atletas, onde muitos garantiram dezenas de medalhas em campeonatos de seletiva, como no Mato-grossense, que aconteceu em Cuiabá, e para o Brasileiro, realizado em Brasília (DF), no final de 2021, onde os idosos também competiram, consagrando entre os melhores colocados do Brasil, e garantiu, para alguns, vagas ao mundial.

Temos apenas 28 anos de história de Kung Fu em Mato Grosso. Por isso é importante esse projeto, para ajudar a difundir o esporte no Estado todo. Como, por exemplo, se a gente conseguisse colocar ele nos jogos escolares, algo que estou buscando na Secretaria de Estado. Imagina esses atletas disputando na seletiva por uma vaga no Estadual? Teríamos um nível melhor de atletas em destaque por Mato Grosso, ressalta o mestre Bruk.

Agora o projeto está na segunda etapa, sendo patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, via emenda parlamentar dos deputados estaduais Wilson Santos e Carlos Avallone, ofertando cursos de capacitação e aperfeiçoamento aos alunos e professores, nas modalidades de Sanda, Wushu Moderno, Wushu Tradicional e Arbitragem.

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Começou com o Kung Fu Wushu Sanda, pela professora e atleta internacional de Sanda, Edinea Camargo, nos dias 14 e 15 de julho. Já teve o curso de Wushu Moderno, entre 27 e 30 de julho, com o professor de Arte Marcial Wushu Esportivo, João Ferreira Júnior, ex-atleta da seleção brasileira de Wushu, multi campeão nacional e internacional, formou diversos atletas medalhistas Brasil à fora, além de ter sido técnico da seleção brasileira por 10 anos, de 2009 a 2019, e formador da Brenda.

Deve concluir com Wushu Tradicional e Arbitragem, pelos professores Renato Feijó e Nina Romano, de 11 a 14 de agosto.

Nesta etapa, os alunos também ganharam sapatilhas para compor o traje de aulas, apresentações ou competições.

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