CULTURA EM CASA

Secel se mobiliza para pagar Festival Cultura em Casa e implementar Lei de Emergência Cultural

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Em tempos de preocupação com o avanço dos casos de covid-19, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) busca diminuir a quantidade de servidores em trabalho presencial ao mesmo tempo em que garante o andamento das ações.

Depois de realizar o maior festival online de Mato Grosso, o pagamento dos contratos do Festival Cultura em Casa e a preparação para implementação da Lei de Emergência Cultural são algumas das atividades com esforços em destaque na pasta.

Estamos nos organizando da melhor maneira possível para proteger os servidores sem deixar de cumprir rigorosamente o compromisso financeiro com os profissionais que fizeram o Festival Cultura em Casa. Sabemos da importância dessa fonte emergencial de renda aos artistas nesse período de restrições sociais. Por isso também nossas equipes estão se preparando para execução da Lei Aldir Blanc, tão logo seja regulamentada e seus valores repassados ao Estado, reitera o titular da Secel, Allan Kardec.

Os contratos do Festival online começaram a ser pagos na última quinta-feira (25), assim que o repasse dos recursos foi liberado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). No total, são 170 contratos envolvendo mais de 350 artistas e produtores que desenvolveram as atrações selecionadas. Até o início da semana, os pagamentos foram feitos para cerca de 30 contratos e a previsão que todos sejam finalizados até a próxima sexta-feira (03.07).

Relembre AQUI as informações do Festival Cultura em Casa.

Para a implementação da Lei de Emergência Cultural, equipes da Secretaria analisam todos os pontos da proposta em conjunto com grupos de trabalho nacionais. Além de alinhar, desde já, as possibilidades de atuação, a preparação busca garantir a execução dos procedimentos necessários para a efetiva destinação do auxílio financeiro a artistas e estabelecimentos culturais enquanto as medidas de isolamento ou quarentena estiverem vigentes.

A Lei, batizada de Aldir Blanc em homenagem ao compositor que faleceu em decorrência da Covid-19, prevê R$ 3 bilhões ao setor cultural durante a pandemia. De acordo com a divisão feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), cerca de R$ 50 milhões serão destinados para ações em Mato Grosso, caso seja regulamentada com o valor total previsto. Deste montante, metade do valor será aplicado pelo Estado e a outra metade pelos municípios. A aplicação dos recursos deverá seguir percentuais de distribuição, que incluem renda emergencial aos profissionais do setor, subsídios para manutenção dos espaços culturais e instrumentos como editais, chamadas públicas e prêmios.

Aprovada na Câmara Federal em 26 de maio e, uma semana depois, no Senado, a proposta obteve a sanção presidencial no fim da tarde de segunda-feira (29). Para sua execução descentralizada por estados e municípios, a Lei precisa agora ser regulamentada e ter seus recursos financeiros liberados.

Outras ações da Secel

Com o atendimento ao público suspenso e revezamento presencial dos servidores, as atividades da Secel foram ajustadas para contribuir com os índices de distanciamento social em municípios classificados como de risco muito alto de contágio do coronavírus, como é o caso de Cuiabá.

Equipamentos culturais e esportivos, como Arena Pantanal, Ginásio Aecim Tocantins e Biblioteca Estevão de Mendonça, se transformaram em pontos de arrecadação de milhares de doações entregues pelo Governo do Estado e parceiros.

A estrutura da Arena Pantanal tem sido aproveitada também para atender necessidades de interesse social do Sistema de Saúde Pública. Dois de seus geradores foram concedidos ao Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e ao Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá.

A Secel também deu início ao projeto da Escola de Formação em Esporte e Lazer, que busca contribuir no processo de aprendizagem e desenvolvimento contínuo em Mato Grosso. Com cursos online, opções de aperfeiçoamento são oferecidas aos gestores, profissionais e estudantes da área esportiva.

Para o segmento de profissionais e empresas ligadas à oferta de atividades físicas, a Secretaria vem buscando oferecer o suporte possível. Além de diálogos frequentes e reconhecimento das necessidades do setor, o esforço é também direcionado a questões legais e de crédito com avanços que possam contribuir para a sobrevivência do setor durante e após a pandemia.

Apesar de impossibilitados de atender presencialmente, equipamentos culturais sob gestão direta e indireta da Secel continuam levando programação à população. Por meio da internet, Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, Cine Teatro Cuiabá, Museu de História Natural Casa Dom Aquino e Museu de Arte Sacra de Mato Grosso contam com uma agenda semanal que pode ser conferida nas redes sociais dos respectivos equipamentos.

Não paramos e não vamos parar. Continuaremos fazendo tudo que estiver ao alcance para auxiliar outras secretarias e a população no combate ao “Coronavírus” e para o fortalecimento da cultura, esporte e lazer em nosso Estado. Agradeço a todos os servidores que estão juntos nessa luta”, finaliza o secretário Allan Kardec.

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ESPORTES

Brasil perde do Canadá nos pênaltis e está eliminado dos Jogos Olímpicos

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Não deu para a seleção feminina. Nesta sexta-feira (30), pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil fez um jogo duríssimo com o Canadá, chegou a ter a vantagem nos pênaltis, mas acabou sendo derrotada por 4 a 3 nas cobranças, dando adeus à competição.

A seleção não fez o seu melhor jogo e foi abaixo do esperado em muito momentos. O Canadá também não fez uma grande partida, que foi decidida nas penalidades máximas. Bárbara defendeu o chute de Sinclair no início das cobranças, mas Andressa Alves e Rafaelle pararam na goleira canadense Labbé nas duas últimas cobranças do Brasil. Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os jogos Olímpicos de Tóquio marcam a provável despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

Esta é a segunda vez em seis edições olímpicas disputadas que o Brasil fica fora das quatro melhores equipes, repetindo o resultado de Londres-2012. Além disso, a seleção foi medalha de prata em Atenas 2004 e Pequim 2008, mas desde então não subiu mais ao pódio olímpico.

Agora, o Canadá aguarda o adversário da semifinal, que vai sair do grande duelo entre Estados Unidos, atuais campeãs mundiais, e a Holanda, atual vice-campeã do mundo. O confronto pela vaga na final acontece na próxima segunda-feira (2), às 5h (de Brasília).

Depois do jogo contra a Zâmbia, Pia Sundhage voltou à formação titular para iniciar o duelo com o Canadá. A partida, no entanto, começou bastante estudada. As equipes se alternavam na subida da marcação para tentar pressionar as adversárias. A primeira boa chance do Brasil foi aos 14 minutos, quando Tamires tocou para Marta na área, recebeu de volta e chutou de primeira, mas mandou por cima do travessão.

Na sequência, entretanto, as canadenses acordaram e aumentar o volume de jogo. Passaram a atacar com mais perigo, obrigando a zaga e Bárbara a trabalharem. A seleção feminina do Brasil sentiu o mal o momento e facilitou a vida do Canadá, que conseguia achar mais espaços e chutou com perigo, pelo menos, duas vezes. Marta, por sua vez, ficou muito isolada na esquerda e pouco pôde fazer.

Com 30 minutos do primeiro tempo, a equipe de Pia reagiu e igualou mais as ações, com um jogo bastante truncado no meio campo. Aos 40, zagueira canadense se atrapalhou, Debinha roubou a bola, mas ela escapou um pouco e deu tempo de a goleira sair bem para fazer a defesa. Foi a melhor chance do Brasil na primeira etapa, que teve um Canadá mais produtivo e um placar inalterado.

O Canadá voltou novamente melhor depois do intervalo e complicava a saída de bola do Brasil. Aos poucos, com Marta mais livre, a seleção feminina foi se encontrando mais no jogo. Aos 14, o Canadá teve a melhor chance da partida até então, em cabeceio de Gilles que explodiu no travessão.

Ludmila entrou no lugar de Bia Zaneratto e deu um gás a mais na equipe, brigando pelas bolas no ataque. Com o passar do tempo, o Brasil conseguiu ficar mais com a bola e tentava achar espaços no ataque. O Canadá ainda teve mais uma boa chance em cobrança de falta e antecipação de Bárbara para fazer a defesa. A seleção feminina tinha mais volume, mas criava poucas chances reais. O jogo, então, ficou mais morno e a prorrogação já parecia inevitável.

O Brasil ainda teve mais algumas chances em enfiadas de bola, mas sem levar muito perigo. No último lance da segunda etapa, Marta cobrou escanteio e goleira afastou. Mas o Canadá arrancou em contra-ataque e Bárbara precisou abafar a bola de Lawrence para salvar o gol e decretar o tempo extra.

O Brasil seguia tentando, mas tinha dificuldade, com Marta visivelmente cansada. Enquanto isso, o Canadá começou a levar mais perigo à meta brasileira em jogadas de velocidade pelas laterais. No final do primeiro tempo, a seleção feminina adiantou a marcação para tentar roubar a bola, mas sem sucesso. O Canadá ainda tentou ameaçar nos últimos minutos, mas também sem êxito.

No segundo tempo da prorrogação, os dois times tinham medo de arriscar e poder levar um gol em um momento mais delicado do jogo. As equipes apostavam em lances de mais velocidade e o Brasil começou a chegar com mais perigo e assustar as canadenses.

Nos últimos minutos, pressão brasileira, que teve a melhor chance do jogo em cabeceio de Erika no canto esquerdo da goleira Labbé, que se esticou toda para fazer a defesa e salvar o Canadá. O Brasil tentou até o final, mas a bola não queria entrar e a disputa foi para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, Bárbara começou defendendo a cobrança de Sinclair. Andressa Alves desperdiçou a sua e o Canadá passou a frente. Rafaelle foi para a última cobrança e também parou na goleira Labbé, decretando a eliminação do Brasil.

FIM DE UM CICLO

Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os jogos Olímpicos de Tóquio marcam a despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

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