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Kango Brasil empresa fornecedora de cadeiras da Arena denuncia calote

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Embora tenha entregado e instalado todos os assentos a que se dispôs a fornecer visando a Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá, a Kango Brasil ainda tenta receber parte do que foi contratado. A empresa já está acionando os devedores judicialmente, inclusive o governo de Mato Grosso. 

cadeirasKangoBrasil-2A Kango tenta receber valores referentes à entrega e instalação dos assentos na Arena Pantanal, do COT (Centro Oficial de Treinamento) da Barra do Pari e COT da UFMT. No caso das cadeiras do COT do Pari, cobra judicialmente o consórcio formado pelas construtoras Três Irmãos Engenharia, Engeglobal Construções e Valor Engenharia. Na UFMT, a cobrança atinge a Engeglobal e Três Irmãos apenas. 

Também no que se refere à Arena Pantanal, a Kango Brasil ainda não recebeu integralmente o valor contratado. Por causa de cláusulas de confidencialidade, nenhum valor é mencionado. No caso das cadeiras da Arena, o devedor é a extinta Secopa. 

No total, a Kango Brasil forneceu 46.729 cadeiras do modelo Copacabana para a Arena Pantanal. Outras 1,5 mil do modelo Berlin foram instaladas no COT da UFMT e 3 mil do mesmo modelo no COT da Barra do Pari

Nesta semana, a reportagem conseguiu contato com diretores da Kango Brasil, que responderam perguntas através de e-mail. Em um dos questionamentos, a diretoria confirma que houve tentativa de acordo para receber dos devedores sem que houvesse sucesso. Também enviou uma nota ao jornal detalhando a qualidade do material fornecido. “A empresa cumpriu rigorosamente com o que foi contratado, ficando sob responsabilidade do cliente modificações posteriores ao término do nosso serviço”, consta na nota. 

A reportagem esteve nas obras dos dois COTs nos últimos dias. E constatou que o atraso está comprometendo os assentos, que estão expostos ao sol e a chuva, sem nenhum cuidado. 

A Secretaria de Estado de Cidades, que assumiu a gestão das obras da Copa, informou que, no que diz respeito aos assentos da Arena Pantanal, o valor total do contrato é de R$ 18.259.045,36. E que na oitava e última medição, o valor que resta a pagar é de apenas R$ 366.394,046. -(Diario de Cuiabá)

 

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Brasil perde do Canadá nos pênaltis e está eliminado dos Jogos Olímpicos

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Não deu para a seleção feminina. Nesta sexta-feira (30), pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil fez um jogo duríssimo com o Canadá, chegou a ter a vantagem nos pênaltis, mas acabou sendo derrotada por 4 a 3 nas cobranças, dando adeus à competição.

A seleção não fez o seu melhor jogo e foi abaixo do esperado em muito momentos. O Canadá também não fez uma grande partida, que foi decidida nas penalidades máximas. Bárbara defendeu o chute de Sinclair no início das cobranças, mas Andressa Alves e Rafaelle pararam na goleira canadense Labbé nas duas últimas cobranças do Brasil. Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os jogos Olímpicos de Tóquio marcam a provável despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

Esta é a segunda vez em seis edições olímpicas disputadas que o Brasil fica fora das quatro melhores equipes, repetindo o resultado de Londres-2012. Além disso, a seleção foi medalha de prata em Atenas 2004 e Pequim 2008, mas desde então não subiu mais ao pódio olímpico.

Agora, o Canadá aguarda o adversário da semifinal, que vai sair do grande duelo entre Estados Unidos, atuais campeãs mundiais, e a Holanda, atual vice-campeã do mundo. O confronto pela vaga na final acontece na próxima segunda-feira (2), às 5h (de Brasília).

Depois do jogo contra a Zâmbia, Pia Sundhage voltou à formação titular para iniciar o duelo com o Canadá. A partida, no entanto, começou bastante estudada. As equipes se alternavam na subida da marcação para tentar pressionar as adversárias. A primeira boa chance do Brasil foi aos 14 minutos, quando Tamires tocou para Marta na área, recebeu de volta e chutou de primeira, mas mandou por cima do travessão.

Na sequência, entretanto, as canadenses acordaram e aumentar o volume de jogo. Passaram a atacar com mais perigo, obrigando a zaga e Bárbara a trabalharem. A seleção feminina do Brasil sentiu o mal o momento e facilitou a vida do Canadá, que conseguia achar mais espaços e chutou com perigo, pelo menos, duas vezes. Marta, por sua vez, ficou muito isolada na esquerda e pouco pôde fazer.

Com 30 minutos do primeiro tempo, a equipe de Pia reagiu e igualou mais as ações, com um jogo bastante truncado no meio campo. Aos 40, zagueira canadense se atrapalhou, Debinha roubou a bola, mas ela escapou um pouco e deu tempo de a goleira sair bem para fazer a defesa. Foi a melhor chance do Brasil na primeira etapa, que teve um Canadá mais produtivo e um placar inalterado.

O Canadá voltou novamente melhor depois do intervalo e complicava a saída de bola do Brasil. Aos poucos, com Marta mais livre, a seleção feminina foi se encontrando mais no jogo. Aos 14, o Canadá teve a melhor chance da partida até então, em cabeceio de Gilles que explodiu no travessão.

Ludmila entrou no lugar de Bia Zaneratto e deu um gás a mais na equipe, brigando pelas bolas no ataque. Com o passar do tempo, o Brasil conseguiu ficar mais com a bola e tentava achar espaços no ataque. O Canadá ainda teve mais uma boa chance em cobrança de falta e antecipação de Bárbara para fazer a defesa. A seleção feminina tinha mais volume, mas criava poucas chances reais. O jogo, então, ficou mais morno e a prorrogação já parecia inevitável.

O Brasil ainda teve mais algumas chances em enfiadas de bola, mas sem levar muito perigo. No último lance da segunda etapa, Marta cobrou escanteio e goleira afastou. Mas o Canadá arrancou em contra-ataque e Bárbara precisou abafar a bola de Lawrence para salvar o gol e decretar o tempo extra.

O Brasil seguia tentando, mas tinha dificuldade, com Marta visivelmente cansada. Enquanto isso, o Canadá começou a levar mais perigo à meta brasileira em jogadas de velocidade pelas laterais. No final do primeiro tempo, a seleção feminina adiantou a marcação para tentar roubar a bola, mas sem sucesso. O Canadá ainda tentou ameaçar nos últimos minutos, mas também sem êxito.

No segundo tempo da prorrogação, os dois times tinham medo de arriscar e poder levar um gol em um momento mais delicado do jogo. As equipes apostavam em lances de mais velocidade e o Brasil começou a chegar com mais perigo e assustar as canadenses.

Nos últimos minutos, pressão brasileira, que teve a melhor chance do jogo em cabeceio de Erika no canto esquerdo da goleira Labbé, que se esticou toda para fazer a defesa e salvar o Canadá. O Brasil tentou até o final, mas a bola não queria entrar e a disputa foi para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, Bárbara começou defendendo a cobrança de Sinclair. Andressa Alves desperdiçou a sua e o Canadá passou a frente. Rafaelle foi para a última cobrança e também parou na goleira Labbé, decretando a eliminação do Brasil.

FIM DE UM CICLO

Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os jogos Olímpicos de Tóquio marcam a despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

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