NA BRONCA COM ARBITRAGEM

“Hoje tiraram nossa permanência”

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Precisando vencer, o Esporte Clube Bahia, só dependia dele para sair da zona de rebaixamento, mas não aproveitou a oportunidade e empatou com o Cuiabá Esporte Clube por 0 x 0 na Arena Fonte Nova, neste domingo (21), resultado que mantém o time na 17ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 37 pontos.

O empate em 0 a 0 entre Bahia e Cuiabá na Arena Fonte Nova, foi marcado pela bronca do time do Dourado com a arbitragem. No primeiro tempo, dois gols do Cuiabá foram anulados pela equipe do apito. Após a partida, o técnico Jorginho reclamou da atuação do árbitro de vídeo. Segundo ele, o VAR deveria ter chamado o árbitro Raphael Claus no lance do gol marcado por Jenison, em que foi marcada falta em cima de Nino Paraíba.

É preocupante. Desde o momento que existe o VAR, ele precisa ser consultado. No primeiro gol, como é lance de impedimento, ele não precisa ser chamado. No lance do Jenison, deveria ter chamado o Claus para tirar a dúvida. Essa situação foi bem confusa, não quero colocar nenhum peso em cima do árbitro, mas o VAR tem que chamar para tirar qualquer dúvida. Infelizmente isso não aconteceu, e hoje tiraram nossa permanência. Com 45 pontos, ficaríamos a nove do Bahia, e seria muito difícil eles chegarem na gente. Hoje foi muito ruim a atuação do VAR“, disse.

O Cuiabá se segurou na segunda etapa e viu o Tricolor atacar mais. Jorginho explicou que foi uma estratégia pensando na tabela de classificação.

Foi uma questão de prudência. A gente sabia que se empatássemos o jogo, o Bahia permaneceria a seis pontos da gente. Isso nos dá uma condição boa, porque os confrontos que eles têm são muito difíceis. Estamos jogando de acordo com nossa necessidade, que é a permanência. Não podíamos perder aqui, e deixar o Bahia longe foi estratégico“, indicou.

Pelo lado do Bahia, foi o terceiro jogo seguido do tricolor sem ganhar e, assim como ocorreu na derrota para o Sport na rodada anterior, a atuação da equipe deixou a desejar.

O primeiro tempo do Bahia foi especialmente ruim. Quando tinha a bola, não conseguia triangular pela faixa central do campo, não criava pela esquerda e resumia suas intenções à disposição de Nino Paraíba, que não encontrava jogo fácil nem estava nos melhores dias ofensivamente.

Além disso, o tricolor sofria com o entrosamento do Cuiabá. Não fosse um chute de Lucas Mugni da entrada da área aos 13 minutos que passou por cima do gol de Walter, todos os lances de perigo na metade inicial do jogo teriam sido do time mato-grossense.

Aos 17, um chute de Max em rebote de escanteio passou muito perto do gol defendido por Danilo Fernandes. E quatro minutos depois, a finalização de Rafael Gava entrou, mas a arbitragem anulou por impedimento de Felipe Marques, que deu o passe. Foi por uma margem difícil de enxergar até com imagem paralisada e linhas traçadas em cores diferentes na cabine do VAR.

O Cuiabá seguiu ocupando o campo de ataque nos minutos seguintes e teve outro gol anulado aos 38. Dessa vez o árbitro Rafael Claus viu falta de Jenison em Nino Paraíba enquanto pulava para cabecear a bola para o gol.

A síntese do primeiro tempo foi ouvida das arquibancadas: vaias do torcedor no intervalo. E só com Rossi em campo, a partir dos 11 minutos do segundo tempo, foi que o Bahia acordou. Ele entrou no lugar de Raí e, com sua raça e velocidade características, acendeu o time e a torcida. Alcançou bola que parecia perdida na linha de fundo, conseguiu arrancar escanteio em chute de fora da área.

Faltava, no entanto, que o time acompanhasse o nível. Guto Ferreira tentou com Rodriguinho no lugar de Daniel e depois com o velocista Ronaldo no de Mugni. O Bahia “abafou” o Cuiabá em cruzamentos para a área e, em um deles, já aos 46 minutos, Rodallega cabeceou no travessão, o colombiano foi titular porque Gilberto estava suspenso. Também nos acréscimos, Rodriguinho se livrou do marcador no giro de corpo e chutou por cima.

Após este resultado o Tricolor baiano alcançou os 37 pontos, mas permaneceu na 17ª posição. Já o Dourado alcançou a 11ª colocação, com 43 pontos.

O Bahia volta a entrar em campo na próxima sexta-feira (26), quando recebe o Grêmio em uma disputa direta para deixar o Z4.

Já o Cuiabá volta a entrar em campo apenas no dia 30, quando mede forças com o Palmeiras.

Bahia 0 x 0 Cuiabá

– 34ª rodada do Campeonato Brasileiro
– Estádio: Fonte Nova
– Cartão amarelo: Juninho Capixaba (Bahia)
– Público: 19.790 pagantes
– Renda: R$ 413.759,50
– Arbitragem: Raphael Claus, auxiliado por Marcelo Van Gasse e Neuza Inês Back (trio de São Paulo)

Bahia: Danilo Fernandes, Nino, Conti, Luiz Otávio (Gustavo Henrique) e Matheus Bahia; Patrick, Daniel (Rodriguinho), Mugni (Ronaldo), Raí Nascimento (Rossi) e Juninho Capixaba; Rodallega.
– Técnico: Guto Ferreira

Cuiabá: Walter, João Lucas, Paulão, Alan Empereur e Uendel; Camilo, Pepê (Anderson Conceição) e Rafael Gava (Uillian Correia); Max (Jonathan Cafu), Jenison (Elton) e Felipe Marques (Lucas Hernández).
– Técnico: Jorginho

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ESPORTES

Dourado perde para o Furacão e cai para a 16ª posição

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Em confronto direto contra o rebaixamento, o Athletico (PR) fez valer o mando de campo, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), e venceu o Cuiabá, por 1 a 0, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro em jogo atrasado da 35ª rodada.

O gol da vitória foi marcado por Pedro Rocha, que praticamente confirmou a permanência do atual Campeão da Copa Sul-Americana na elite nacional e se afastou do Z-4, com 45 pontos somados. Já a equipe Auriverde aparece na 16ª posição, com 43 pontos.

O jogo

O Athletico ditou o ritmo do primeiro tempo na Arena da Baixada, mas encontrou dificuldades para furar o bloqueio adversário. Sem achar os espaços, a equipe paranaense optou pelas jogadas aéreas e pelos chute de média distância, estratégia que quase surtiu efeito na cabeçadas de Pedro Henrique e em arremate de Nikão. Do outro lado, o Cuiabá assustou em duas tentativas de Jenison, a primeira foi para fora e a segunda parou no goleiro Santos.

Depois das conversas nos vestiários, o Furacão manteve o domínio das ações, mas dessa vez foi efetivo no ataque para construir o resultado. Antes da rede balançar em Curitiba, Erick e Nikão tiveram chances para o time da casa. Mas foi com Pedro Rocha que o Athletico balançou as redes.

Aos 12 minutos, após cruzamento na área, o goleiro do Dourado afastou parcialmente o perigo e, no rebote, o atacante apareceu para completar para o fundo do gol: 1 a 0. Com a vantagem, o Rubro-Negro passou a cadenciar o jogo e conseguiu segurar a vitória até o apito final.

Com o resultado, o Furacão subiu para a 12ª colocação, com 45 pontos, e agora encara o Palmeiras, na próxima segunda-feira e pode sacramentar o risco matematicamente.

A situação do Cuiabá, que parecia confortável há algumas rodadas, ganhou uma reviravolta. O Dourado caiu para a 16ª posição, com 43, três pontos à frente do Bahia, que abre o Z4. Na próxima partida, recebe o Fortaleza.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

Athletico 1 x 0 Cuiabá

Local: Arena da Baixada, Curitiba-PR
​Data/horário: 03 de dezembro de 2021, às 19h (horário de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistente 1: Éder Alexandre (SC)
Assistente 2: Thiaggo Americano Labes (SC)
Quarto árbitro: Leonardo Sígari Zanon (PR)
VAR: Rodrigo Dalonso Ferreira (SC)
Gols marcados: Pedro Rocha (1-0) (12’/2T)
Cartões amarelos: Nico González, Fernando Canesin (Athletico), Walter, Marllon, João Lucas, Rafael Gava, Clayson, Elton (Cuiabá)

Athletico Paranaense: Santos; Pedro Henrique, Thiago Heleno e Nicolás Hernández (Bissoli – intervalo); Marcinho, Erick, Léo Cittadini (Fernando Canesin 26’/2T) e Abner Vinícius; Terans (Pedrinho 35’/2T), Nikão e Pedro Rocha (Zé Ivaldo 35’/2T).

– Técnico: Alberto Valentim.

Cuiabá: Walter; João Lucas, Marllon (Uillian Correia 40’/2T), Paulão e Uendel; Camilo, Rafael Gava (Yuri Lima 21’/2T) e Pepê (Cabrera 17’/2T); Max (Clayson 18’/2T), Felipe Marques e Jenison (Élton 18’/2T).

– Técnico: Jorginho.

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