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Foco, paixão e dedicação: meninas driblam preconceitos e garantem espaço no futebol

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O Bom de Bola, Bom de Escola atende alunos matriculados nas unidades educacionais da rede pública municipal de Ensino a partir dos seis anos

Ainda homenageando às mulheres neste mês de Março, a Prefeitura de Cuiabá, via Secretaria Municipal de Comunicação, com indicação da futura Secretaria Municipal da Mulher, conta a histórias de mulheres cuiabanas que tiveram as vidas impactadas graças a ações e programas específicos direcionados à mulher.

E desta vez a história contada são de meninas que driblaram os preconceitos para entrar em campo e, em, quadra apresentam um verdadeiro show de habilidades.

Mulher não pode jogar futebol, isso é coisa de menino”, essas frases foram ditas à Patrícia da Costa Correia, mãe de Nádia Correia, que faz parte do Programa Bom de Bola, Bom de Escola.

Ela explica que mesmo enfrentando todos os preconceitos incentivou a filha a jogar futebol, por ver a paixão que a menina demonstrava pelo esporte.

“Quando ela me pediu para fazer parte do Bom de Bola não pensei duas vezes. Mesmo ouvindo um monte de absurdos eu fiz a inscrição e, desde então, ela vem praticando este esporte há um ano”, declara.

Segundo Patrícia, as mudanças da filha foram percebidas de imediato.

É nítida a diferença da milha filha desde que ela começou a treinar aqui, ficou mais unida com o irmão, mais focada nos estudos, desenvolveu um respeito enorme pelas pessoas mais velhas, além do crescimento e do aprendizado técnico e tático do esporte”, afirma.

Para Nádia, o amor pelo futebol começou desde pequena, torcedora do Flamengo ela relembra que sempre deixou de lado as bonecas por uma bola, mas não tinha técnica nenhuma. Quando minha mãe chegou falando do Programa Bom de Bola eu aceitei na hora.

Eu amo jogar bola e depois que eu entrei aqui percebo o quanto melhorei no futebol, na disciplina, construí amizades. Aqui não tem separação, as meninas jogam juntas com os meninos, sem preconceito”, explica.

Lara Costa Gomes, soma apenas 11 anos, mas porta-se com uma consciência que vai um pouco além do que a pouca idade sugere. Com sua maturidade e foco, revela que sua paixão surgiu desde os 4 anos por incentivo do pai. Depois de tentar atuar em distintas posições em campo, Lara se encontrou nas luvas de goleiro e pretende atuar no futuro junto à seleção brasileira.

Hoje o futebol, me traz esperança de poder viver dele. Estou treinando forte porque vou participar de um campeonato onde estarão diversos olheiros. Quem sabe eu já saio de lá contratada por algum time grande”, diz Lara.

Desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), o programa foi retomado pelo prefeito Emanuel Pinheiro com um novo perfil e se transformou numa ferramenta de cidadania, inclusão social, formação, e de resgate da cultura esportiva cuiabana, com o Projeto Meu Time, Minha Paixão. Em 2018, no primeiro ano de atividades do programa, foram ofertadas 350 vagas. Atualmente no futebol, são atendidas 85 meninas e no futsal, outras 65.

De acordo com a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, embaixadora do Bom de Bola, Bom de Escola, o Poder Público carece de políticas públicas voltadas à inclusão feminina, principalmente em situações onde a figura masculina é predominante.

Precisamos fazer com que, assim como o racismo, o sexismo seja debatido e, melhor, combatido. Levar essa conscientização para dentro da sala de aula, além da teoria, na prática como o projeto Bom de Bola, Bom de Escola, é fundamental para vencer todos os preconceitos que ainda fazem parte dos esportes e da nossa sociedade”, elencou Márcia.

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“Caixa Preta” da Federação mostra que a venda do “Dutrinha” foi ilegal

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Construído em 1952, o “Dutrinha” foi o segundo Estádio de Cuiabá, o primeiro foi o “Estádio do Comércio”, hoje nos fundos do Colégio Liceu Cuiabano. O Estádio foi o principal palco do futebol mato-grossense até a inauguração do Verdão, em 1976. O “Dutrinha” é o local de maior identificação do Mixto Esporte Clube, que ali viveu grandes momentos de sua história. A característica mais marcante do “Velho Dutrinha” é a proximidade da torcida com os jogadores em campo.

O “Dutrinha” tem medidas oficiais, 110 x 75 metros, o Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, está localizado na Rua Joaquim Murtinho, Praça Benjamin Constant, no Bairro Porto, em Cuiabá. O “Dutrinha” foi declarado “Tombado como Patrimônio Histórico de Cuiabá-MT“, pela Lei Municipal 2.761 de 25/05/1990, de autoria do então vereador Emanuel Pinheiro, como forma de preservá-lo.

A venda do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o “Dutrinha” pela Federação Mato-grossense e a Prefeitura Municipal de Cuiabá ocorreu em 2011, por R$ 3,5 milhões, um valor bem abaixo do mercado, devido a localização da praça esportiva, mas, somente em 2014 as autoridades resolveram “agir”. Na época, Carlos Orione, presidente da Federação Mato-grossense de Futebol, foi intimado a prestar esclarecimentos ao Ministério Público Estadual (MPE) sobre a negociação.

Nesta semana, mais uma bomba…bomba…bomba.

Documentos de cartórios afirmam: a venda do Estádio Eurico Gaspar Dutra, “feita pela Federação Mato-grossense de Futebol à Prefeitura Municipal de Cuiabá”, foi ilegal.

A “Caixa Preta” da Federação foi aberta

Aron Dresch comanda a presidência da Federação Mato-grossense de Futebol há 3 anos, após vencer uma eleição apertada de 22 votos contra 15 de João Carlos de Oliveira Santos, que era vice-presidente do falecido Carlos Orione e representava a “velha gestão”.

A “Caixa Preta” da Federação foi aberta, e só agora as informações vieram à tona, mas nem todas agora. É o que aponta a auditoria feita a pedido do presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Aron Dresch.

O presidente da Federação Mato-grossense, Aron Dresch confirmou a ilegalidade.

Essa é apenas uma das irregularidades que já descobrimos através da auditoria. Para ser vendido, o estádio que pertence à Federação Mato-grossense de Futebol deveria ter a aprovação da maioria dos filiados, numa Assembleia Geral, através de voto, e isso não aconteceu! Alguém ouviu falar dessa Assembleia? ninguém. Então a venda foi ilegal e o estádio pertence à Federação sim!”, disse.

Outro fator que deixa a possível venda do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o “Dutrinha” ainda mais obscura é que os autores da transação hoje já estão mortos.

O então Prefeito de Cuiabá na época, o vereador Júlio Pinheiro, que estava como interino no cargo de chefe do Executivo Municipal comprou o Estádio, mas não deixou nenhum documento comprovatório e nem transferiu o patrimônio aos arquivos da Prefeitura, o que faz disso uma transferência ilegal.

Atualmente, a Prefeitura de Cuiabá faz obras no “Dutrinha” para revitalização, mas Júlio Pinheiro e Carlos Orione não estão mais vivos para serem ouvidos no processo de transferência. Além disso, existe uma lista com pelo menos 20 irregularidades dessa possível transferência está denunciada ao Ministério Público, no Núcleo de Defesa da Cidadania e do Consumidor. Isso torna nula qualquer venda e faz com que o Estádio permaneça sob o comando da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).

O Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o “Dutrinha”, é oficialmente patrimônio do município de Cuiabá. A solenidade de entrega do Estádio, pela Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) a Prefeitura da Capital, foi realiza no dia 30 de setembro de 2011.

O Prefeito de Cuiabá na época, Francisco Bello Galindo recebeu o “Dutrinha” oficialmente das mãos do presidente da Federação Mato-grossense de Futebol, Carlos Orione.

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