BRASILEIRÃO DE ASPIRANTES

Cuiabá estreia no Campeonato Brasileiro de Aspirantes

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O Cuiabá Esporte Clube estreia nesta quinta-feira no Campeonato Brasileiro de Aspirantes em duelo contra o Fortaleza, às 16h, no Estádio Municipal Benedito Laurindo de Souza, popular “Dito Souza”, no bairro Cristo Rei em Várzea Grande. Será a primeira vez que o Dourado irá disputar a competição nacional.

Sob o comando do treinador Franco Muller, a equipe conta com jogadores que foram campeões estaduais no mês passado como Raul, Joaquim e Alan Mendez.

Campeonato importante, primeira vez do clube, contra grandes do futebol brasileiro. Bom para ver nossa categoria de base, dar rodagem aos atletas que estão no profissional, dar minutagem para eles, disse Franco.

A competição é disputada por atletas até 23 anos, mas o Dourado optou por dar oportunidade a jogadores ainda mais jovens.

Estamos com uma mescla boa, jogadores bem jovens, praticamente Sub-18, Sub-19. Será de muito valia, mas sabemos que será difícil. Nossa proposta é não focar tanto em resultado no primeiro ano, participar da melhor forma possível, temos o nome a zelar do Cuiabá, mas se preocupando em dar experiência para esses jogadores“.

A competição

O Cuiabá está no Grupo A, ao lado de Ceará, Corinthians, Figueirense, Grêmio, Juventude, Ponte Preta e Vitória.

O Grupo B é composto por Avaí, Bahia, Coritiba, CRB, Fluminense, Fortaleza, Red Bull Bragantino e Santos.

O campeonato será disputado em turno único, com os clubes do Grupo A enfrentando os do Grupo B e os quatro primeiros de cada grupo se classificando para a segunda fase.

Na segunda fase, as equipes são divididas em dois quadrangulares. Os dois melhores de cada quadrangular se classificam para a terceira fase, disputada em mata-mata.

Confira a relação de atletas e o ano de nascimento

1- Matheus Nogueira 1997 (capitão) – goleiro
2- Rafael Bretas Souza 2001 – goleiro
3- Caio César Amorim Hila 2000 – lateral-direito
4- Athirson Garcia da Silva 2002 – lateral-esquerdo
5- Landistayne Santos Silva (Santos) 2004 – lateral-direito
6- Vitor Hugo 2003 – zagueiro
7- Joaquim Henrique Pereira Silva 1998 – zagueiro
8- Lucas dos Santos Evangelista 2004 – zagueiro
9- Marcos Rodrigues de Brito 2001 – volante
10- João Victor de Oliveira Campos (Vitinho) 1999 – meia
11- Raul di Orlando Barbosa Mendes 2000 – atacante
12- Alan Mendez 2001 – meia-atacante
13- Rikelme Hernandes Amorim Rocha 2003 – meia
14- Joseildo Mandu da Rocha (Nino) 2001 – meia
15- Jonathan Rodrigues de Castro 2002 – atacante
16- Jason Yuri Lopez Suzuki 2002 – atacante
17- Whevertton Pereira de Oliveira 2002 (Whevertton Pop) – atacante
18- Gustavo Henrique Alves Silva (Gustavo Nescau) 2000 – atacante

Tabela do Dourado

1ª Rodada – 10/06 – Cuiabá x Fortaleza
2ª Rodada – 17/06 – CRB-AL x Cuiabá
3ª Rodada – 24/06 – Cuiabá x Fluminense
4ª Rodada – 01/07 – Coritiba x Cuiabá
5ª Rodada – 15/07 – Avaí x Cuiabá
6ª Rodada – 22/07 – Cuiabá x Bahia
7ª Rodada – 29/07 – Cuiabá x Santos
8ª Rodada – 05/08 – Red Bull Bragantino x Cuiabá

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ESPORTES

Brasil perde do Canadá nos pênaltis e está eliminado dos Jogos Olímpicos

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Não deu para a seleção feminina. Nesta sexta-feira (30), pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil fez um jogo duríssimo com o Canadá, chegou a ter a vantagem nos pênaltis, mas acabou sendo derrotada por 4 a 3 nas cobranças, dando adeus à competição.

A seleção não fez o seu melhor jogo e foi abaixo do esperado em muito momentos. O Canadá também não fez uma grande partida, que foi decidida nas penalidades máximas. Bárbara defendeu o chute de Sinclair no início das cobranças, mas Andressa Alves e Rafaelle pararam na goleira canadense Labbé nas duas últimas cobranças do Brasil. Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os jogos Olímpicos de Tóquio marcam a provável despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

Esta é a segunda vez em seis edições olímpicas disputadas que o Brasil fica fora das quatro melhores equipes, repetindo o resultado de Londres-2012. Além disso, a seleção foi medalha de prata em Atenas 2004 e Pequim 2008, mas desde então não subiu mais ao pódio olímpico.

Agora, o Canadá aguarda o adversário da semifinal, que vai sair do grande duelo entre Estados Unidos, atuais campeãs mundiais, e a Holanda, atual vice-campeã do mundo. O confronto pela vaga na final acontece na próxima segunda-feira (2), às 5h (de Brasília).

Depois do jogo contra a Zâmbia, Pia Sundhage voltou à formação titular para iniciar o duelo com o Canadá. A partida, no entanto, começou bastante estudada. As equipes se alternavam na subida da marcação para tentar pressionar as adversárias. A primeira boa chance do Brasil foi aos 14 minutos, quando Tamires tocou para Marta na área, recebeu de volta e chutou de primeira, mas mandou por cima do travessão.

Na sequência, entretanto, as canadenses acordaram e aumentar o volume de jogo. Passaram a atacar com mais perigo, obrigando a zaga e Bárbara a trabalharem. A seleção feminina do Brasil sentiu o mal o momento e facilitou a vida do Canadá, que conseguia achar mais espaços e chutou com perigo, pelo menos, duas vezes. Marta, por sua vez, ficou muito isolada na esquerda e pouco pôde fazer.

Com 30 minutos do primeiro tempo, a equipe de Pia reagiu e igualou mais as ações, com um jogo bastante truncado no meio campo. Aos 40, zagueira canadense se atrapalhou, Debinha roubou a bola, mas ela escapou um pouco e deu tempo de a goleira sair bem para fazer a defesa. Foi a melhor chance do Brasil na primeira etapa, que teve um Canadá mais produtivo e um placar inalterado.

O Canadá voltou novamente melhor depois do intervalo e complicava a saída de bola do Brasil. Aos poucos, com Marta mais livre, a seleção feminina foi se encontrando mais no jogo. Aos 14, o Canadá teve a melhor chance da partida até então, em cabeceio de Gilles que explodiu no travessão.

Ludmila entrou no lugar de Bia Zaneratto e deu um gás a mais na equipe, brigando pelas bolas no ataque. Com o passar do tempo, o Brasil conseguiu ficar mais com a bola e tentava achar espaços no ataque. O Canadá ainda teve mais uma boa chance em cobrança de falta e antecipação de Bárbara para fazer a defesa. A seleção feminina tinha mais volume, mas criava poucas chances reais. O jogo, então, ficou mais morno e a prorrogação já parecia inevitável.

O Brasil ainda teve mais algumas chances em enfiadas de bola, mas sem levar muito perigo. No último lance da segunda etapa, Marta cobrou escanteio e goleira afastou. Mas o Canadá arrancou em contra-ataque e Bárbara precisou abafar a bola de Lawrence para salvar o gol e decretar o tempo extra.

O Brasil seguia tentando, mas tinha dificuldade, com Marta visivelmente cansada. Enquanto isso, o Canadá começou a levar mais perigo à meta brasileira em jogadas de velocidade pelas laterais. No final do primeiro tempo, a seleção feminina adiantou a marcação para tentar roubar a bola, mas sem sucesso. O Canadá ainda tentou ameaçar nos últimos minutos, mas também sem êxito.

No segundo tempo da prorrogação, os dois times tinham medo de arriscar e poder levar um gol em um momento mais delicado do jogo. As equipes apostavam em lances de mais velocidade e o Brasil começou a chegar com mais perigo e assustar as canadenses.

Nos últimos minutos, pressão brasileira, que teve a melhor chance do jogo em cabeceio de Erika no canto esquerdo da goleira Labbé, que se esticou toda para fazer a defesa e salvar o Canadá. O Brasil tentou até o final, mas a bola não queria entrar e a disputa foi para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, Bárbara começou defendendo a cobrança de Sinclair. Andressa Alves desperdiçou a sua e o Canadá passou a frente. Rafaelle foi para a última cobrança e também parou na goleira Labbé, decretando a eliminação do Brasil.

FIM DE UM CICLO

Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os jogos Olímpicos de Tóquio marcam a despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

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