ESPORTES

Beisebol marca colonização japonesa em Mato Grosso

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Quando os imigrantes japoneses chegaram a Mato Grosso, na década de 50, trouxeram na bagagem esperança, sonhos, saudade, além de bolas e luvas de beisebol. Sim, beisebol! Apesar de não ser oriental, esse esporte é tão popular no Japão quanto o sumô e o judô. Por ser uma atividade coletiva, foi a maneira que os imigrantes encontraram para se reunir e se divertir após a pesada jornada de trabalho nas lavouras do interior do Brasil. 

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À medida que os japoneses se estabeleceram no estado surgiram as associações culturais de imigrantes e com elas as partidas de beisebol nos campos improvisados. Jogador e pesquisador do esporte em Mato Grosso, Fábio Sasaki explica que beisebol era motivo de reunião e confraternização dos imigrantes, que passavam o fim de semana todo nas associações em função do esporte. 

O taco era feito aqui mesmo, de madeira, e quem não tinha bola e luva improvisava. “A bola quando eu comecei a treinar era de meia. Enchia de algodão e amarrava. A luva era um couro duro, para fechar dava até trabalho”, recorda Haruo Nakamura, 90 anos, que por muito tempo se dedicou a treinar japoneses e brasileiros. “Entre tudo acho que quase seis mil criançada [sic]”, calcula o experiente jogador. 

A pé ou na carroceria de caminhão, os “atletas” passavam horas percorrendo as estradas de terra de para participar dos jogos. Até a torcida ia junto. Aos 67 anos, Toshio Shima é só sorrisos e orgulho ao se lembrar daquele que seria o primeiro campeonato de beisebol de Mato Grosso, em 1964. Faz questão de mostrar a foto do time no qual jogava, o Jurigue – nome da comunidade rural onde a família trabalhava, hoje município de Pedra Preta. “De Jurigue até Cuiabá eram oito horas de viagem, dentro da caçamba ainda. Não era ônibus, não!”, ri ao lembrar das histórias. 
 
A prática do esporte começou a enfraquecer no início da década de 90, quando muitos descendentes de japoneses foram estimulados pelo governo do Japão a ir trabalhar no país do Sol nascente devido à escassez de mão de obra. Não só em Mato Grosso, mas em outros locais do Brasil, as associações ficaram sem esses jovens para praticar o esporte, conta Sasaki. O beisebol voltou a tomar fôlego a partir da primeira crise no Japão, quando muitos retornaram ao Brasil e às atividades nas associações. 

Desde então japoneses e brasileiros amantes do beisebol lutam para fortalecer o esporte em Mato Grosso. A Associação Cultural Nipo-Brasileira de Cuiabá e Várzea Grande conseguiu, em 2014, entregar para a comunidade um campo oficial para a prática do esporte. Este ano, as duas cidades, juntas, foram sede do XIII Sul-Americano de Beisebol, que serviu de seletiva para o Pan-Americano que acontece em julho de 2015, no Canadá. 

A associação conta com o trabalho de um técnico que veio do Japão exclusivamente para treinar crianças, adolescentes e adultos interessados em aprender o esporte. “Nosso interesse é desenvolver uma categoria de base como é feito no futebol. É só vir com um boné, um tênis e força de vontade para encarar o nosso sol”, convida Sasaki. E o melhor, tudo gratuito! 

Serviço: 
FMBS
Federação Mato-grossense de Beisebol e Softbol 
Rua Castro Alvez, 144 – Jd. Imperador – Várzea Grande 
www.fmbs.com.br       — (CAROLINE LANHI)

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Dourado perde para o Furacão e cai para a 16ª posição

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Em confronto direto contra o rebaixamento, o Athletico (PR) fez valer o mando de campo, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), e venceu o Cuiabá, por 1 a 0, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro em jogo atrasado da 35ª rodada.

O gol da vitória foi marcado por Pedro Rocha, que praticamente confirmou a permanência do atual Campeão da Copa Sul-Americana na elite nacional e se afastou do Z-4, com 45 pontos somados. Já a equipe Auriverde aparece na 16ª posição, com 43 pontos.

O jogo

O Athletico ditou o ritmo do primeiro tempo na Arena da Baixada, mas encontrou dificuldades para furar o bloqueio adversário. Sem achar os espaços, a equipe paranaense optou pelas jogadas aéreas e pelos chute de média distância, estratégia que quase surtiu efeito na cabeçadas de Pedro Henrique e em arremate de Nikão. Do outro lado, o Cuiabá assustou em duas tentativas de Jenison, a primeira foi para fora e a segunda parou no goleiro Santos.

Depois das conversas nos vestiários, o Furacão manteve o domínio das ações, mas dessa vez foi efetivo no ataque para construir o resultado. Antes da rede balançar em Curitiba, Erick e Nikão tiveram chances para o time da casa. Mas foi com Pedro Rocha que o Athletico balançou as redes.

Aos 12 minutos, após cruzamento na área, o goleiro do Dourado afastou parcialmente o perigo e, no rebote, o atacante apareceu para completar para o fundo do gol: 1 a 0. Com a vantagem, o Rubro-Negro passou a cadenciar o jogo e conseguiu segurar a vitória até o apito final.

Com o resultado, o Furacão subiu para a 12ª colocação, com 45 pontos, e agora encara o Palmeiras, na próxima segunda-feira e pode sacramentar o risco matematicamente.

A situação do Cuiabá, que parecia confortável há algumas rodadas, ganhou uma reviravolta. O Dourado caiu para a 16ª posição, com 43, três pontos à frente do Bahia, que abre o Z4. Na próxima partida, recebe o Fortaleza.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

Athletico 1 x 0 Cuiabá

Local: Arena da Baixada, Curitiba-PR
​Data/horário: 03 de dezembro de 2021, às 19h (horário de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistente 1: Éder Alexandre (SC)
Assistente 2: Thiaggo Americano Labes (SC)
Quarto árbitro: Leonardo Sígari Zanon (PR)
VAR: Rodrigo Dalonso Ferreira (SC)
Gols marcados: Pedro Rocha (1-0) (12’/2T)
Cartões amarelos: Nico González, Fernando Canesin (Athletico), Walter, Marllon, João Lucas, Rafael Gava, Clayson, Elton (Cuiabá)

Athletico Paranaense: Santos; Pedro Henrique, Thiago Heleno e Nicolás Hernández (Bissoli – intervalo); Marcinho, Erick, Léo Cittadini (Fernando Canesin 26’/2T) e Abner Vinícius; Terans (Pedrinho 35’/2T), Nikão e Pedro Rocha (Zé Ivaldo 35’/2T).

– Técnico: Alberto Valentim.

Cuiabá: Walter; João Lucas, Marllon (Uillian Correia 40’/2T), Paulão e Uendel; Camilo, Rafael Gava (Yuri Lima 21’/2T) e Pepê (Cabrera 17’/2T); Max (Clayson 18’/2T), Felipe Marques e Jenison (Élton 18’/2T).

– Técnico: Jorginho.

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