50 ANOS DEPOIS

Atlético é Campeão Brasileiro e encerra jejum de 50 anos

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O grito de “é campeão” saiu definitivamente, a plenos pulmões, da garganta do torcedor do Atlético (MG). Depois vencer o campeonato de 1971 (o primeiro nomeado “Campeonato Brasileiro), há 50 anos, o Galo volta ao topo do futebol nacional para erguer a sonhada e tão esperada taça do Brasileirão.

Cinco minutos. Esse foi o tempo que o Atlético precisou para conquistar a virada espetacular, e conquistou por antecipação o título de Campeão Brasileiro de 2021, exatamente meio século depois de ter vencido a primeira edição do torneio com esse nome.

O Atlético Mineiro estabeleceu um novo recorde no campeonato: 15 vitórias seguidas em casa. Nenhum time havia alcançado essa proeza, que pode aumentar no domingo (5) contra o Bragantino.

Cinquenta anos depois, o torcedor do Atlético Mineiro pode, enfim, comemorar o título brasileiro. O Galo derrotou o Bahia por 3 a 2 na Arena Fonte Nova, em Salvador, assegurando o Bicampeonato Nacional por antecedência. Os cinco gols da noite saíram em um segundo tempo eletrizante, com destaque ao atacante Keno, que balançou as redes duas vezes e decretou a virada do Campeão.

O Alvinegro foi a 81 pontos e não tem mais como ser alcançado pelo vice-líder Flamengo, que tem 70 pontos e ainda pode chegar a 79. O Esquadrão de Aço permanece com 40 pontos, abrindo a zona de rebaixamento.

Da primeira conquista (em 1971) para cá, os mineiros bateram cinco vezes na trave na busca pelo bi. Em 1977, 1980 e 1999, o Atlético foi à final do Brasileiro, mas foi superado, respectivamente, por São Paulo (nos pênaltis), Flamengo e Corinthians. Em 2012 e em 2015, já na era dos pontos corridos, o Galo foi vice, na ordem, para o Fluminense e novamente para o Timão. Ídolos históricos como Reinaldo (maior artilheiro do clube, com 255 gols) ou Ronaldinho Gaúcho (principal nome da conquista da Libertadores, em 2013) tentaram, mas não conseguiram tirar o Alvinegro da fila.

A espera acabou sob comando do mesmo treinador que levou o time ao título da Libertadores: Alexi Stival, mais conhecido como Cuca.

O Atlético assumiu a ponta do Brasileirão na 15ª rodada, ao derrotar o Juventude por 2 a 1, fora de casa, e de lá não saiu mais. Dono do segundo melhor ataque, com 60 gols, atrás somente do Flamengo (67), o Galo ainda tem a defesa menos vazada da competição, com apenas 27 gols sofridos em 36 jogos disputados.

Como esperado, o Atlético se lançou ao ataque diante do Bahia desde os primeiros minutos. Aos quatro, Keno bateu da entrada da área e obrigou Danilo Fernandes a trabalhar. Aos 17, o atacante soltou a bomba de longe, mas o goleiro novamente salvou. Aos 39 minutos, quando o lateral Matheus Bahia errou o tempo de bola, Nacho Fernández invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado, parando em outra intervenção de Danilo Fernandes. O Tricolor, mais preocupado com a marcação, aventurou-se pouco à frente. Até finalizou tanto quanto os mineiros (cinco), mas sem perigo à meta do goleiro Everson.

O Esquadrão voltou do intervalo com mais disposição ofensiva e equilibrou a partida, saindo na frente. Aos 16 minutos, o zagueiro Luiz Otávio, de cabeça, aproveitou cobrança de escanteio pela direita e marcou. Quatro minutos depois, Matheus Bahia cruzou rasteiro pela esquerda e o atacante Gilberto completou para as redes, ampliando a vantagem.

Os gols acordaram o Atlético, que voltou a marcar pressão e rapidamente conseguiu o empate. Aos 26, Eduardo Sasha foi derrubado por Luiz Otávio na área. O também atacante Hulk bateu e converteu a penalidade. No minuto seguinte, Keno dominou na entrada da área pela esquerda, levou para dentro e finalizou para vencer Danilo Fernandes. Não parou por aí. Aos 32, o meia Nathan achou Keno na meia-lua. O atacante chutou com a bola no ar e mandou no canto do goleiro tricolor, decretando a virada. Desordenado, o Bahia tentou reagir, mas não o suficiente para estragar a festa alvinegra em Salvador.

O Atlético, já como campeão brasileiro de 2021, volta a campo no domingo (5), às 16h, para receber o Red Bull Bragantino no Mineirão, em Belo Horizonte, onde poderá celebrar o título ao lado da torcida. No mesmo dia e horário, o Bahia tentará a reabilitação diante do Fluminense, novamente na Fonte Nova. As partidas valem pela 37ª rodada do Brasileiro.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 2 X 3 ATLÉTICO (MG)

GOLS – Luiz Otávio, aos 16, Gilberto, aos 20, Hulk (pênalti), aos 27, Keno aos 28 e aos 32 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – Nathan, Guilherme Arana e Eduardo Sasha (Atlético-MG) e Mugni e Patrick de Lucca (Bahia).
ÁRBITRO – Flávio Rodrigues Guerra (SP).
RENDA – Não divulgada.
PÚBLICO – 29.514 presentes.
LOCAL – Arena Fonte Nova, em Salvador

BAHIA – Danilo Fernandes; Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; Patrick de Lucca, Mugni (Daniel) e Rodriguinho (Ronaldo); Rossi, Raí Nascimento (Ramírez) e Gilberto (Rodallega).

– Técnico: Guto Ferreira.

ATLETICO (MG) – Ederson; Mariano, Nathan Silva, Júnior Alonso e Guilherme Arana; Tchê Tchê, Zaracho (Igor Rabello) e Nacho Fernández (Eduardo Sasha); Keno, Vargas (Nathan) e Hulk.

– Técnico: Cuca.

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Eliminatórias da Copa não terá público nesta quinta-feira

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Para facilitar a logística e otimizar o tempo de preparação da Seleção Brasileira de Futebol, a cidade de Quito no Equador, começou a receber os primeiros integrantes da Seleção Brasileira, para os próximos dois jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar.

A primeira leva a desembarcar na capital equatoriana teve o meia Éverton Ribeiro e o atacante Gabigol, ambos do Flamengo, além do técnico Tite e dos membros da comissão técnica da Seleção. A primeira partida será contra a seleção dona da casa o Equador, nesta quinta-feira e contra o Paraguai na próxima terça-feira (1) no Mineirão.

Os demais atletas, todos que atuam na Europa, viajaram em voo fretado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A única exceção é o goleiro Weverton, do Palmeiras, que jogou neste domingo e também viaja nesta segunda, em voo de carreira.

O Comitê de Operações de Emergência (COE) do Equador decidiu que a partida entre a seleção local e o Brasil, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar, ocorrerá sem público. A bola rola na quinta-feira, às 18h (de Brasília), no Estádio Rodrigo Paz Delgado, também conhecido como Casa Blanca, em Quito.

A Federação Equatoriana de Futebol (FEF) tinha solicitado às autoridades de saúde do país a liberação de 60% da capacidade do estádio, que ao todo comporta aproximadamente 40 mil pessoas. A entidade citou em seus argumentos até mesmo o fato de que a Seleção Brasileira terá disponível 100% da capacidade do Mineirão para o seu próximo jogo, no dia . Mesmo assim, o pedido foi negado.

De acordo com as análises realizadas e conforme as informações técnicas disponíveis e a situação epidemiológica atual, a sugestão é que a partida se realize sem público a fim de preservar a saúde e o bem-estar da população, evitando um possível pico nos casos de Covid-19“, informou a COE em seu comunicado.

Quito anunciouAlerta Laranja em razão da Pandemia de Covid-19 entre os dias 24 e 31 de janeiro, o que limita a capacidade de locais como bares e restaurantes a 30% da capacidade, sempre seguindo protocolos de segurança. O Alerta Laranja é o segundo mais grave, atrás somente do Vermelho. Também há Amarelo e Verde“.

A Federação Equatoriana já tinha comercializado aproximadamente 20 mil ingressos em dezembro e precisará reembolsar os torcedores.

O jogo contra o Brasil, que já está classificado para o Mundial, vale pela 15ª rodada das Eliminatórias. A seleção equatoriana está em terceiro na classificação, com 23 pontos. Caso vença o Brasil, precisará somar só mais um ponto nas três rodadas finais para sacramentar sua vaga no Qatar.

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