PATINHO FEIO ELÉTRICO

“Vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também”

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Quanto pesa no bolso do brasileiro, que vive na cidade ou no campo, na hora de pagar a conta de energia elétrica, que faz parte do orçamento fixo mensal?

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o consumidor chega a gastar mais de 20% do salário mínimo (hoje, em R$ 1.045,00) para pagar a conta de luz. E esses valores sobem bastante durante o verão,quando há uma tendência de aumento de uso de equipamentos, como ar condicionado.

Uma pesquisa da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), feita em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) aponta que 87% dos consumidores do País consideram sua conta de energia cara. E, pelo menos, 64% dos entrevistados afirmam fazer esforço para economizar energia, para não impactar o orçamento familiar.

Se em uma casa normal o preço da luz já é salgado, a conta fica ainda mais cara para os produtores rurais, que utilizam cada vez mais processos automatizados dependentes de energia elétrica para seu funcionamento.

Grande parte da conta de luz do brasileiro é imposto. O consumidor paga pela compra de energia, os serviços de transmissão, a distribuição e por último os encargos setoriais”. Explicou um cientista político e colaborador do Blog do Valdemir.

Nesta semana, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, durante a troca de comando da Petrobras (PETR3;PETR4), saiu Roberto Castello Branco, e entrou general Joaquim Silva e Luna para o comando da estatal do petróleo, disse que a magnitude dos reajustes dos preços dos combustíveis este ano foi uma “covardia”. Para ele, a estratégia de aumentar os valores foi para “atacar” o seu governo.

O nome do general terá de ser aprovado pelo conselho da companhia, que há 36 anos não era presidida por um militar.

Parecia exorcismo quando eu falei que não ia prorrogar por mais dois anos o mandado do cara (Castello Branco). Compromisso zero com o Brasil, zero. Nunca ajudaram em nada…”, descreveu o presidente.

Durante conversa com apoiadores neste sábado, o presidente também prometeu agir no mercado de energia elétrica.

Vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também”, afirmou.

Estratégias para reduzir gastos

No final do ano passado, o governo anunciou a tarifa branca, que passou a vigorar no último dia 1º de janeiro, como estratégia de redução de custos. A taxa está disponível para residências e pequenos comércios, prevendo descontos para o consumidor que reduzir o consumo nos horários de maior utilização.

A Aneel também conta com o benefício da Tarifa Rural, permitindo reduções cumulativas de 10% a 30% na conta de luz dos agricultores pertencentes a dois grupos de unidades de consumo: os de fornecimento de alta tensão (acima de 2,3 quilowatt), enquadrados no grupo A rural, e os de baixa tensão (abaixo de 2,3 quilowatt), classificados como grupo B rural.

Especialistas, porém, chamam a atenção para a adoção de estratégias sustentáveis e de longo prazo para redução tanto do uso de energia elétrica quanto do custo. O uso da energia renovável, como a solar por exemplo, é uma tendência mundial para esse tipo de economia.

Um sistema solar, além disso, pode contribuir para uma economia considerável na fatura.

O brasileiro está tomando conhecimento da importância de produzir sua própria energia. Ter a liberdade de escolha e produzir a sua energia é libertador, além claro, de economizar, e muito! Estamos falando em uma economia de até 95% na conta”, afirmou o cientista político e colaborador do Blog do Valdemir.

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ECONOMIA

Produção industrial de Mato Grosso acumula queda de 5,8% até novembro de 2020

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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o setor da indústria, no Mato Grosso, acumulou queda de 5,8% na produção até novembro de 2020. O segmento mais afetado foi fabricação de produtos de madeira, que registrou perda de 24,7%. Já para os produtos alimentícios a redução foi de 2,4%. O único resultado positivo foi para fabricação de produtos químicos, que teve alta de 2,4%.

Segundo o superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), Mauro Santos, o desempenho do setor no estado esteve em linha com o nacional, que teve recuo de 5,5% no acumulado de 2020.

Para ele, com essa baixa, os consumidores tiveram que pagar mais por produtos cujas matérias primas sofreram impacto no valor.

Essa falta de matéria-prima impacta nos preços, porque aumenta os custos da indústria, e esse custo é repassado ao consumidor final. Isso porque diversas matérias-primas tiveram aumento no preço que varia de 30% a 70%. Cito o exemplo do TDI poliol e do aço, que aumentaram mais de 100%, contribuindo para a alta nos preços dos produtos acabados”, explica.

Apesar disso, Santos projeta que, para 2021, haja um crescimento da produção industrial motivados pelo consumo de alimentos, de combustíveis e pela dinâmica da construção civil, que está incentivada por juros mais baixos e um estoque que atende às demandas.

Setor frigorífico

Considerado um dos mais representativos dentro da agroindústria de Mato Grosso, o setor frigorífico perdeu 8,06% de produção no mesmo período. A informação é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ao todo, foram abatidas 4,8 milhões de cabeças até novembro do ano passado. Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos (Sindifrigo/ MT), de Paulo Bellicanta, a tendência é de continuidade na queda em 2021.

É claro e natural que o seu impacto foi o aumento no preço da carne para o consumidor final. Isso é inevitável. É uma lei de mercado: oferta e procura. De setembro em diante, houve uma escassez significativa na alta de preços, com a influência que eu acabei de dizer, relata.

Ainda segundo Bellicanta, a demanda continua e isso é notado com a elevação nos preços da carne.

A situação só deve se normalizar a partir do segundo semestre de 2022, quando finaliza o ciclo da pecuária, que leva de dois a três anos de duração”, afirma.

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