INDICADORES ECONÔMICOS

Seplag divulga PIB dos municípios de Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) divulga em seu portal, à disposição do público, o relatório e as estimativas referentes ao Produto Interno Bruto dos municípios mato-grossenses (PIB dos Municípios 2018).

Os resultados de 2018 demonstram que as economias dos 09 (nove) maiores municípios em relação do Produto Interno Bruto responderam por cerca de ½ do PIB do Estado; e que os 20 (vinte) maiores municípios apresentaram uma concentração econômica de 67,34% dentre os 141 (cento e quarenta e um) municípios de Mato Grosso.

Entre os quatro maiores municípios, a liderança pertence a Cuiabá (capital) com PIB estimado em R$ 23,71 bilhões e 17,25% de participação; seguido por Rondonópolis em R$ 11,22 bilhões e 8,17% de participação; Várzea Grande em R$ 7,98 bilhões e 5,81% de participação; e Sinop em R$ 6,30 bilhões e 4,59% de participação.

Devido a metodologia de trabalho que deriva de outras pesquisas estruturais e coletas de informações, os resultados ficam prontos e são divulgados com defasagem de dois anos em relação ao ano de referência, da mesma forma que o PIB Regional.

O PIB funciona como um importante termômetro da economia e ajuda a entender a movimentação econômica de numa região. Por exemplo, quando o PIB aumenta é sinal que a economia está indo bem, que as taxas de desemprego diminuíram e que a população da região está com maior capacidade de compra.

A Seplag, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulga anualmente as estimativas do PIB dos Municípios. Os resultados são comparáveis entre si e estão completamente integrados às séries das Contas Nacionais e das Contas Regionais do Brasil.

Os resultados permitem traçar o perfil econômico e setorial para cada município do Estado e as informações são essenciais ao planejamento público e privado, formulação de políticas públicas e fixação de objetivos e metas perante o crescimento e desenvolvimento regional”, destacou o secretário-adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Brandão.

Diferente das Contas Regionais, o PIB dos Municípios não fornece taxas de crescimento, mas torna disponível informações relevantes como o PIB nominal, pela ótica da produção; o PIB per capita; o Valor Adicionado Bruto (VAB), por grandes grupos de atividades; e participações do PIB e VAB.

O relatório é apresentado em níveis: agropecuária, indústria, serviços, administração pública, impostos líquidos, PIB e PIB per capita.

Para ter acesso ao relatório PIB dos Municípios 2018, clique AQUI.

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ECONOMIA

Produção industrial de Mato Grosso acumula queda de 5,8% até novembro de 2020

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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o setor da indústria, no Mato Grosso, acumulou queda de 5,8% na produção até novembro de 2020. O segmento mais afetado foi fabricação de produtos de madeira, que registrou perda de 24,7%. Já para os produtos alimentícios a redução foi de 2,4%. O único resultado positivo foi para fabricação de produtos químicos, que teve alta de 2,4%.

Segundo o superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), Mauro Santos, o desempenho do setor no estado esteve em linha com o nacional, que teve recuo de 5,5% no acumulado de 2020.

Para ele, com essa baixa, os consumidores tiveram que pagar mais por produtos cujas matérias primas sofreram impacto no valor.

Essa falta de matéria-prima impacta nos preços, porque aumenta os custos da indústria, e esse custo é repassado ao consumidor final. Isso porque diversas matérias-primas tiveram aumento no preço que varia de 30% a 70%. Cito o exemplo do TDI poliol e do aço, que aumentaram mais de 100%, contribuindo para a alta nos preços dos produtos acabados”, explica.

Apesar disso, Santos projeta que, para 2021, haja um crescimento da produção industrial motivados pelo consumo de alimentos, de combustíveis e pela dinâmica da construção civil, que está incentivada por juros mais baixos e um estoque que atende às demandas.

Setor frigorífico

Considerado um dos mais representativos dentro da agroindústria de Mato Grosso, o setor frigorífico perdeu 8,06% de produção no mesmo período. A informação é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ao todo, foram abatidas 4,8 milhões de cabeças até novembro do ano passado. Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos (Sindifrigo/ MT), de Paulo Bellicanta, a tendência é de continuidade na queda em 2021.

É claro e natural que o seu impacto foi o aumento no preço da carne para o consumidor final. Isso é inevitável. É uma lei de mercado: oferta e procura. De setembro em diante, houve uma escassez significativa na alta de preços, com a influência que eu acabei de dizer, relata.

Ainda segundo Bellicanta, a demanda continua e isso é notado com a elevação nos preços da carne.

A situação só deve se normalizar a partir do segundo semestre de 2022, quando finaliza o ciclo da pecuária, que leva de dois a três anos de duração”, afirma.

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