ECONOMIA

Sebrae lança guia com dicas de gestão financeira

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Como forma de apoiar os donos de pequenos negócios em razão da instabilidade econômica causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou um guia com dicas de gestão de financeira. O documento traz orientações sobre como os donos de pequenas empresas podem fazer o controle das finanças mais preciso diante de complicações nos negócios no atual cenário.

Com o avanço do coronavírus no país, os pequenos negócios têm sofrido com a redução na produção, no número de clientes e também com o faturamento menor. Segundo o Sebrae, o guia traz algumas dicas para acelerar o “enfrentamento do problema e, assim, possibilitar a retomada da agenda de desenvolvimento da economia”.

Entre as dicas estão fazer uma previsão das despesas para um período de dois ou três meses. Se possível, identificando os valores de acordo com o tipo de despesas; evitar fazer alguma despesa que não seja extremamente necessária para a continuidade dos negócios; negociar as despesas com maior impacto no negócio, bem como negociar também as despesas bancárias, buscando um prazo maior para o pagamento dos seus compromissos.

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O Sebrae disse ainda que vai informar a empresários e funcionários dos segmentos mais afetados pela pandemia sobre medidas de prevenção e oferecer orientação gerencial e financeira.

“O Sebrae também pretende atuar junto aos entes públicos para negociar a prorrogação do prazo para pagamento de tributos, ampliação da garantia de operações de crédito e liberação de linhas de crédito especiais para mitigar os efeitos negativos da pandemia sobre os negócios”, informou a assessoria.

Edição: Graça Adjuto

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ECONOMIA

56,3% das famílias tiveram sua renda reduzida por conta da “COVID-19”

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A “COVID-19” terá impactos de longo alcance nos resultados do mercado de trabalho. Além das preocupações urgentes com a saúde das (os) trabalhadoras (es) e de suas famílias, o vírus e a crise econômica resultante da “Pandemia” impactarão o mundo do trabalho em três dimensões principais.

A oferta de mão de obra está diminuindo como resultado das medidas de quarentena e da redução da atividade econômica. Os impactos no emprego implicam grandes perdas de renda para as(os) trabalhadoras(es). Prevê-se uma perda geral de renda do trabalho entre 860 e 3.440 bilhões de dólares. A perda de renda do trabalho se traduzirá em menor consumo de bens e serviços, o que é prejudicial para a continuidade dos negócios e para garantir que as economias sejam resilientes.

Com o objetivo de entender os impactos da “Pandemia” no atual cenário econômico com a população na cidade de Cuiabá, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), através de seu núcleo de inteligência de mercado, realizou uma análise estruturada por “Blocos de Temas” relacionados ao Comportamento dos respondentes do presente estudo.

A primeira etapa da pesquisa foi para identificar a relação do entrevistado com a COVID-19. O perfil dessas pessoas ficou dividido, sendo 50% feminino e 50% masculino, assim como a idade de cada um deles, 25% geração dos Baby Boomers (acima de 56 anos), 22,5%, Geração X (de 41 a 55 anos), 27,5% Geração Y (26 a 40 anos), 25% Geração Z (de 18 a 25 anos).

Com relação a profissão, 43% dos que responderam as perguntas eram funcionários de empresas privadas, 19% prestador de serviço, autônomo e profissional liberal, 12,7% funcionário público, 8,9% aposentado, 5% estudante e 11,4% se enquadravam em outras categorias.

Para o superintendente da CDL Cuiabá, Fábio Granja, a intenção da entidade nesta edição da pesquisa é sentir e entender alguns aspectos do comportamento da população local neste período de Pandemia. Os receios, medo e dificuldades que têm passado, além de sugestões que possam viabilizar ações e ferramentas de aprimoramento para retomada e manutenção das atividades econômicas“.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

Em relação ao uso de equipamentos de proteção individual, 96,5% dos entrevistados responderam estar usando máscara diariamente ao sair de casa e 95% dizem usar álcool em gel 70.

Já sobre o distanciamento social, 85% disse ter mantido distância dos familiares/amigos que moram em outras residências. Desse resultado, a maioria dos entrevistados são da geração Baby Boomers (acima de 56 anos) e da Geração X (de 55 anos a 41 anos) 83,3%.

Outra medida de prevenção abordada na pesquisa, foi se os entrevistados tem usado diariamente o transporte público para sair de casa (trabalho ou outro motivo). 63,7% disseram que estão evitando utilizar.

VISÃO X CONHECIMENTO

No total, 91,2% discordam ter parentes, conhecidos e ou amigos que contrariam a “COVID-19” (último mês), 60,3% discordam com a afirmativa do medo ter aumentado ao sair de casa e 50,8% dos entrevistados disseram conhecer pessoas (próximas) que perderam o emprego.

É importante monitorarmos esses dados de forma constante, pois trata-se de um momento de incertezas e insegurança que pode alterar o comportamento da população de acordo com a evolução positiva ou negativa do período. Evolução da cura ou propagação da doença, além da estabilidade ou instabilidade econômica do país. Estamos trabalhando e torcendo muito para que esses aspectos evoluam positivamente e que à normalidade possa ser logo restabelecida“, declarou o superintendente.

TRABALHO X RENDA

Sobre se concorda que esteja frequentando normalmente seu local de trabalho, 56,2% dos entrevistados responderam que sim. Enquanto que 56,3% dos entrevistados concordaram com a afirmativa que a renda familiar reduziu.

Dentre os colaboradores da iniciativa privada, 44,2% relataram que a família perdeu renda, já entre os prestadores de serviço, autônomos e profissionais liberais o percentual atingido ficou em 60%, já entre os aposentados o percentual atingiu 71,5%.

A crise é nítida e já sentida pela população, a perda de renda atinge a todas as classes. É uma luta diária pela manutenção e geração de renda. Sem renda a economia não gira, por isso existe um papel importante de conscientização junto a população quanto as medidas de biossegurança para que não seja aumentado os casos de Covid-19 e de outro lado o papel de entes públicos e privados que possam de fato gerar ações e mecanismos que cheguem a quem precisa, dentre estes destaco o crédito facilitado, avalia Granja

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