ELEIÇÃO E DIVERGÊNCIA NA APROSOJA

Processo eleitoral da Aprosoja tem início; Divergências internas e ação do MP embasam acirramento

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As eleições para escolha da Nova Diretoria da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que acontecerão em novembro, deverão ser as mais acirradas da história da entidade no Estado de Mato Grosso.

O descontentamento de boa parte dos associados com a atual diretoria que tem à frente o produtor rural Antônio Galvan, da região de Sinop já polariza o pleito.

A Comissão Eleitoral que organizará as eleições iniciou os trabalhos na última terça-feira (08). Detalhes do pleito foram discutidos entre o presidente da Comissão Eleitoral, Glauber Silveira da Silva, o vice-presidente José Rogério Salles e o secretário Cristóvão Afonso da Silva, juntamente com os setores administrativo, jurídico e comunicação da entidade.

O Processo Eleitoral de 2020 elegerá delegados e a nova diretoria para o Triênio 2021-2023. A eleição será realizada no dia 09 de novembro, das 7h às 17h (horário de Mato Grosso). Os 25 núcleos da Aprosoja se tornarão local de votação, bem como a sede da entidade, em Cuiabá.

Candidaturas

Antônio Galvan não pode pleitear a permanência no cargo porque o estatuto da entidade veta a reeleição. Porém, o atual grupo dirigente da Aprosoja espera se manter através da chapa situacionista composta por Fernando Cadore e Lucas Costa Beber.

Pelo lado da oposição, a chapa Marcos da Rosa e Ricardo Arioli já trabalha para conquistar os votos dos associados.

Multa bilionária e insatisfação

A Aprosoja-MT responde ação movida pelo Ministério Público por plantio experimental sem amparo legal e científico e sem cumprimento de protocolos sanitários em pleno mês de fevereiro.

O experimento teria, segundo o MP, aberto uma porta para disseminação da ferrugem asiática no estado.  O resultado: O MP quer que a Aprosoja-MT pague uma multa superior a R$ 3 bilhões.

A ação movida pelo MP e o alto valor da multa deixam a Aprosoja-MT em cheque. Como se já não bastassem os riscos jurídico e financeiro, a entidade ainda passa por um momento político turbulento, com parte dos associados em postura divergente em relação à atual diretoria. Muitos associados defendem uma profunda reforma administrativa e, também, a contratação pela Aprosoja de uma consultoria isenta e independente para avaliar o risco do processo ao qual responderá a entidade.

A atual diretoria, por sua vez, afirma que se baseia num parecer jurídico que estaria atribuindo, ao menos parcialmente, a responsabilidade do experimento ilegal ao estado.

O fato é que a ação do MP, a multa bilionária e as divergências entre boa parte dos associados com a diretoria liderada por Antônio Galvan será a tônica dos enfrentamentos entre as duas chapas que disputarão o pleito. – (Por: Sergio Roberto/ Enfoque Business)

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ECONOMIA

Produção industrial de Mato Grosso acumula queda de 5,8% até novembro de 2020

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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o setor da indústria, no Mato Grosso, acumulou queda de 5,8% na produção até novembro de 2020. O segmento mais afetado foi fabricação de produtos de madeira, que registrou perda de 24,7%. Já para os produtos alimentícios a redução foi de 2,4%. O único resultado positivo foi para fabricação de produtos químicos, que teve alta de 2,4%.

Segundo o superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), Mauro Santos, o desempenho do setor no estado esteve em linha com o nacional, que teve recuo de 5,5% no acumulado de 2020.

Para ele, com essa baixa, os consumidores tiveram que pagar mais por produtos cujas matérias primas sofreram impacto no valor.

Essa falta de matéria-prima impacta nos preços, porque aumenta os custos da indústria, e esse custo é repassado ao consumidor final. Isso porque diversas matérias-primas tiveram aumento no preço que varia de 30% a 70%. Cito o exemplo do TDI poliol e do aço, que aumentaram mais de 100%, contribuindo para a alta nos preços dos produtos acabados”, explica.

Apesar disso, Santos projeta que, para 2021, haja um crescimento da produção industrial motivados pelo consumo de alimentos, de combustíveis e pela dinâmica da construção civil, que está incentivada por juros mais baixos e um estoque que atende às demandas.

Setor frigorífico

Considerado um dos mais representativos dentro da agroindústria de Mato Grosso, o setor frigorífico perdeu 8,06% de produção no mesmo período. A informação é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ao todo, foram abatidas 4,8 milhões de cabeças até novembro do ano passado. Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos (Sindifrigo/ MT), de Paulo Bellicanta, a tendência é de continuidade na queda em 2021.

É claro e natural que o seu impacto foi o aumento no preço da carne para o consumidor final. Isso é inevitável. É uma lei de mercado: oferta e procura. De setembro em diante, houve uma escassez significativa na alta de preços, com a influência que eu acabei de dizer, relata.

Ainda segundo Bellicanta, a demanda continua e isso é notado com a elevação nos preços da carne.

A situação só deve se normalizar a partir do segundo semestre de 2022, quando finaliza o ciclo da pecuária, que leva de dois a três anos de duração”, afirma.

  • (Brasil61)
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