ECONOMIA

Prefeitura deverá fazer uma economia mensal na ordem de R$ 3,987

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O prefeito Mauro Mendes anunciou na tarde desta quinta-feira (03) durante reunião com o secretariado para discutir as ações tomadas para reduzir as despesas, que a prefeitura deverá fazer uma economia mensal na ordem de R$ 3,987 milhões o equivalente a R$ 48,4 milhões por ano. A maior parte do valor mensal (de R$ 3.448.055,53) refere-se apenas a renegociação de contratos em apenas cinco das 17 secretarias, o que significa que a margem de corte é ainda mais ampla.

mauro mendes secretariosOs ajustes são necessários para se adequar ao atual momento econômico que, segundo Mauro Mendes, vem se agravando diante do confuso cenário político, que vem comprometendo o desempenho da economia.

As medidas visando o corte dos gastos públicos começaram em dezembro do ano passado quando foi promovida uma reforma administrativa com redução de secretarias e corte de DASs (Cargo em Comissão). Na reunião desta quinta-feira, foram apresentadas planilhas com dados levantados em cada secretaria, demonstrando as despesas atuais, e as metas de redução estabelecidas e o que já foi alcançado em cada pasta.

No último encontro realizado no dia 5 de novembro para tratar das metas a serem cumpridas pelos secretários, ficou estabelecida a meta de redução de 15% no valor total de Cargos Comissionados (DAS) e Contratos; cancelamento de empenhos de despesas não obrigatórias e não essenciais; redução de 25% da frota de veículos oficiais (incluindo os carros que atendem aos secretários); redução de 30% das linhas telefônicas; negociação para redução de 20% no valor de contratos com fornecedores; fechamento do Escritório de Representação em Brasília; e extinção do Prêmio-Saúde para a área meio da Secretaria de Saúde.

Conforme planilha apresentada na reunião, a meta de redução mensal de despesas para cada item são: DASR$ 239.866.90 (9,96% do total); ContratadosR$ 242.098,42 (11,28% do total); VeículosR$ 48.018,74 (22,46% do total); TelefoniaR$ 9.019,93 (10,11% do total). Já em relação a redução das despesas com os contratos em vigor, resultado das negociações feitas com os fornecedores para a concessão de descontos, chega a R$ 3.448.066,53 (em 5 secretarias), totalizando R$ 3.987.059,52, o que deve gerar uma economia anual para os cofres públicos de R$ 48.485.728,06.

“É mais uma reunião que fizemos no esforço para ajustar as finanças do município à realidade das receitas, que vem diminuindo com a queda da arrecadação. Nossa realidade não é diferente da realidade de outros municípios, dos governos estaduais, e também do governo federal”, disse Mendes.

Salários em dia

Como exemplo das dificuldades, o prefeito contou que esteve esta semana em Brasília e, num encontro no Ministério das Cidades, ele ouviu do ministro Gilberto Kassab que o ministério tem R$ 50 bilhões de obras empenhadas, e dispõe apenas de R$ 2 bilhões no financeiro para honrar os contratos. “Ainda estamos numa situação razoável, porque estamos pagando os salários em dia. Mas tenho informações que mais de dois mil municípios já estão atrasando salários, problema esse que muitos Estados também já começam a enfrentar”, disse Mauro Mendes.

Durante a reunião, o secretário de Planejamento, Guilherme Muller, fez uma exposição detalhando a redução de despesas pagas com recursos da Fonte 100. Do total informado na tabela correspondente a renegociação de contratos – R$ 3.448.059,52 – a Secretaria de Educação participa com R$ 2.145.565,00; Secretaria de Obras Públicas com R$ 476.019,37; Secretaria de Fazenda com R$ 285.116,13; Secretaria de Saúde com R$ 218.332,00; e Serviços Urbanos com R$ 182.757.00. “Muitos contratos estão ainda em negociação, como é o caso dos contratos guarda-chuvas administrados pela Secretaria de Gestão, tais como telefonia, limpeza, internet, impressões/cópias, TI, veículos, combustível, entre outas despesas”, lembrou Muller.

Após a secretária de Gestão, Ana Paula Villaça, introduzir a demonstração de cada uma das planilhas com dados das secretarias, cada gestor falou sobre os esforços que estão sendo feitos. O secretário de Obras Públicas, Marcelo Oliveira, disse, por exemplo, que as economias feitas por sua secretaria podem gerar uma economia mensal de R$ 1,2 milhão. “Já devolvemos veículos, entre kombis, caminhões, máquinas. Somente com combustível a economia chega a 46% e com manutenção a 40%”, explicou o secretário.

No próximo encontro do secretariado ainda este mês, os números das planilhas serão atualizados com os resultados práticos das ações tomadas em cada secretaria. Para o prefeito, o monitoramento das contas deve ser constante. “Vamos continuar trabalhando, monitorando para atingir nossos objetivos. Devemos ser mais criativos, competentes, melhorando a arrecadação em algumas áreas, cortando despesas. Isso pode trazer para nós desafios, que abracemos estes novos desafios”, exortou Mauro Mendes.

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ECONOMIA

Várzea Grande recebe emendas no valor de R$ 20 milhões

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Sinalizando que vai continuar redobrando os esforços no sentido de ajudar a administração municipal de todas as 141 cidades de Mato Grosso, mas principalmente de Várzea Grande, o Senador do Partido Democratas (DEM), Jayme Veríssimo de Campos anunciou a liberação de novas emendas para obras e ações, bem como, entendimentos junto ao Governo Federal para ampliar repasses de recursos para obras de abastecimento de água e esgoto sanitário, hoje um dos maiores problemas da segunda maior cidade do Estado.

Várzea Grande recebeu duas emendas no valor de R$ 20 milhões do Senador Jayme Campos. Os recursos serão aplicados na saúde pública e em obras de infraestrutura, principalmente na pavimentação asfáltica de vários bairros.

É sempre bom contar com o apoio dos parlamentares da bancada federal e novamente o Senador Jayme Campos demonstra seu apreço a cidade de Várzea Grande aonde ele foi prefeito por três mandatos, lembrando que no início de nossa gestão já foi repassado valores de R$ 10 milhões para a saúde pública de outra emenda do senador”,disse o prefeito Kalil Baracat,.

E conforme o chefe de Executivo Municipal, vai ainda colocar recursos próprios de Várzea Grande para ampliar a capacidade e atender mais bairros do município com obras, pois recursos federais e estaduais são essenciais, mas também precisam de contrapartida de recursos do Tesouro Municipal.

Kalil Baracat sinalizou que estes recursos se somam com o empréstimo da ordem de R$ 90 milhões contratados junto a Caixa Econômica Federal (CEF), sendo R$ 70 milhões para pavimentação asfáltica e R$ 20 milhões para ampliar os R$ 100 milhões que estão sendo investidos em obras de abastecimento de água e esgoto sanitário.

Quero deixar meu testemunho do apoio que temos recebido dos senadores, deputados federais, dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa e do próprio Governo de Mato Grosso e isto tem que ser declarado para que as pessoas saibam o quanto eles têm nos ajudado a vencer as dificuldades e obstáculos que são comuns em uma gestão pública, assinalou o prefeito.

Ele aproveitou a presença dos vereadores no evento, para agradecer o apoio do Poder Legislativo Municipal que também não tem medido esforços no sentido de ajudar o Executivo a vencer os obstáculos impostos como a questão do abastecimento de água.

Já o Senador Jayme Campos (DEM), assinalou que sua meta é concluir ano que vem a primeira parte de seu mandato com 141 cidades contempladas com recursos de emendas parlamentares de sua autoria.

Já liberei próximo de R$ 200 milhões em emendas para 134 cidades e queremos dentro da possibilidade e da realidade, pois estes recursos são federais, atender a todas as cidades, atender a Mato Grosso”, disse Jayme Campos frisando ainda que vai reforçar os pedidos em cima da questão do abastecimento de água e de obras de esgoto.

O Senador do Partido Democratas (DEM), reconheceu a necessidade de reforçar os investimentos no abastecimento de água de Várzea Grande e lembrou que o prefeito Kalil Baracat está investindo R$ 100 milhões nestas obras e vai lançar outras duas obras que em definitivo irão permitir que Várzea Grande melhore de forma significativa o abastecimento de água para toda a sua população.

Jayme Campos ressaltou que o bom trânsito do prefeito Kalil Baracat, junto a Bancada Federal, graças ao trabalho que vem fazendo em Várzea Grande, facilita a busca por emendas parlamentares, defendendo uma emenda de bancada com recursos mais volumosos para ser aplicado em obras de abastecimento de água e esgoto sanitário.

A deficiência que existe hoje é decorrente do crescimento populacional aliado a falta de investimentos, até porque os R$ 215 milhões de um total de R$ 500 milhões previstos do PAC resgatado em 2015 pela prefeita Lucimar Sacre de Campos, nem R$ 5 milhões para água foram liberados, então o problema se demonstra mais severo e mais potencializado pela seca que é a maior das últimas décadas e pela falta de investimentos, sem contar outros problemas que também agravam a situação como as perdas de água, os desvios entre outros”, disse Jayme Campos.

Já o prefeito Kalil Baracat reafirmou a disposição e o enfrentamento do problema sinalizando que durante todo o seu mandato, os esforços em primeiro plano são pela resolutividade da questão da água e consequentemente do esgoto, mas que é necessário avançar ainda mais, seja em novas redes, novos equipamentos e na conscientização das pessoas quanto ao uso racional da água disponível.

Com o apoio dos Governos, Federal, de Mato Grosso, da Assembleia Legislativa e de recursos próprios, Várzea Grande irá dobrar a atual capacidade de captação, tratamento e distribuição de água dos atuais 700 litros por segundo para 1.400 litros por segundo ou 120.960 milhões de litros de água por dia, o que representa dizer mais de 400 litros por dia por cada habitante, ou seja, mais que três vezes a necessidade apontada como ideal pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 120 até 140 litros/dia por habitante”, disse o prefeito Kalil Baracat.

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