ESTATÍSTICAS

Número de demissões em abril bate recorde em MT

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O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgou nesta quarta-feira (27) dados atualizados de admissões e demissões em todo o país.

Em Mato Grosso, no mês de abril, o ritmo de demissões aumentou e as admissões arrefeceram. As contratações ficaram em 14.296 e o número de desligamentos chegou a 25.827, gerando um saldo negativo de 11.531 de empregos formais. No acumulado do ano, o que se refere aos quatro primeiros meses de 2020, foi registrado 681 empregos formais.

O levantamento do Ministério da Economia ainda trouxe dados sobre empregos preservados durante a pandemia através do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, que permite a redução proporcional de jornada e salário dos trabalhadores ou suspensão de contratos.

Segundo o Caged, Mato Grosso teria preservado 43.999 vagas de empregos com o programa. Acordos relacionados à suspensão de contratos representavam 54,45% do total. Nos casos de redução salarial de 25%, representa 13,80%, redução salarial de 50% representa 17,55%, e de 70% representa 12,16%.

Nos casos dos trabalhadores intermitentes, o percentual atingido ficou em 2,04%. No Brasil, foram apurados 8.154.997 de empregos preservados. Desse total, 3.140.627 referem-se a empregos do segmento de serviços, 2.068.638 do comércio, 1.843.989 da indústria, 202.153 da construção, 21.683 da agropecuária e 877.907 de outros setores da economia.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), Nelson Soares, disse que o resultado reflete os efeitos da Pandemia da Covid-19 na economia brasileira.

Com o estado de calamidade pública decretada pelos governos, fechamento obrigatório da maioria da empresas dos setores produtivos, liberação gradual e lenta para retomada das atividades, difícil a acesso a linha de crédito e a necessidade de revisar orçamentos financeiros visando redução de despesas e custos, infelizmente já era esperado um número significativo de pessoas desempregadas“, disse ele.

Diante dos números divulgados, Soares reforça a necessidade de retomada das atividades comerciais.

Dados como este só reforçam a necessidade de termos todas as atividades comerciais restabelecidas, normalizadas, do crédito chegar na ponta sem burocracia. Precisamos desburocratizar; fatores como a burocratização precisam ser deixados de lado, precisamos ter acesso a recursos para a retomada. O nosso esforço está sendo intenso em gerar ações que possam minimizar os impactos na economia, principalmente pela manutenção da renda. Esse esforço passa por reunião diárias com autoridades e representantes diversos, além de materiais e campanhas de conscientização para que a população possa de fato se adequar as medidas de biossegurança. Os desafios são grandes, por isso só com o esforço de todos que poderemos de fato estacarmos esses números tão negativos.

DADOS NACIONAIS

Em abril do ano passado, o Caged teve saldo de +129.601 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 1.374.628 admissões e 1.245.071 demissões. No mesmo mês de 2020, as contratações ficaram em 598.596 e número de desligamentos chegou a 1.459.099, gerando um resultado de -860.503 empregos. Ou seja, enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação abril de 2019 com o mesmo mês deste ano.

O saldo de abril foi o pior da série histórica iniciada em 1992. No acumulado do ano, houve 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no país, o que representa, de forma expressiva, saldo negativo de -763.232 empregos formais.

O Ministério da Economia justificou a não atualização dos dados que não ocorria desde o fechamento de dezembro de 2019 através de nota oficial e disponibilizou o calendário das próximas divulgações.

Junho
29/06/2020 – Competência: maio de 2020.
Julho
28/07/2020 – Competência: junho de 2020.
Agosto
27/08/2020 – Competência: julho de 2020.
Setembro
29/09/2020 – Competência: agosto de 2020.
Outubro
29/10/2020 – Competência: setembro de 2020.
Novembro
26/11/2020 – Competência: outubro de 2020.
Dezembro
28/12/2020 – Competência: novembro de 2020

Link de acesso ao dados detalhados apresentados pelo CAGED.

http://trabalho.gov.br/…/Apresentacao_Coletiva_Caged_27_05….

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ECONOMIA

Na América Latina apenas 8% dos usuários pretendem evitar transporte público

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Uma pesquisa feita com 33 mil usuários em nove cidades da América Latina, mostra que cerca de 8% dos passageiros não pretendem voltar ao transporte público mesmo depois que as medidas de isolamento social motivadas pelo novo “Coronavírus” forem afrouxadas. E 68% disseram que pretendem seguir viajando nele, enquanto 23% declararam estar indecisos.

O estudo ouviu passageiros do transporte em Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Guadalajara (México), Guaiaquil (Equador), Montevidéu, Rio de Janeiro, Santiago e São Paulo no fim de abril, e foi feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em parceria com o aplicativo Moovit.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apenas 3% disseram pensar em deixar o transporte público. Já em Guaiaquil, no Equador, cidade duramente afetada pela Covid-19, 19% responderam que não querem voltar.

As cidades brasileiras que participaram da pesquisa apresentaram os maiores números de pessoas que continuam utilizando o transporte público durante a pandemia, principalmente para trabalhar”, comenta Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

Isso ocorre porque no Brasil a maior parte dos usuários de transporte público são das classes mais vulneráveis economicamente, correspondendo a 53,8% na classe C e 60,8% nas classes D e E. Essa população, principalmente na crise, precisa continuar trabalhando e normalmente seus trabalhos não podem ser executados em home office”, prossegue.

No estudo, São Paulo e Rio de Janeiro apresentam maior percentual de viagens por motivo de trabalho, com 80% e 79%. Buenos Aires e Montevidéu ocupam a terceira e quarta posição, com 77,45% e 77,04%, valores próximos à média de 77%.

As duas cidades brasileiras também figuram entre a maior parte dos entrevistados que afirmou ter usado o transporte recentemente, o que pode ser associado ao isolamento mais flexível adotado por essas cidades”, avalia Doyle.

O levantamento mostrou também que 86% dos entrevistados relataram piora no serviço nesse período, como atrasos e cortes de trajetos.

O setor de transporte público enfrenta uma crise. Quase todas as cidades que adotaram medidas de isolamento viram o número de passageiros cair mais de 70% a partir de março. Sem o dinheiro das tarifas, faltam recursos para manter o sistema operando.

Secretários de transporte avaliam que levará muitos meses para que a situação volte ao normal. Assim, gestores e especialistas debatem a criação de taxas sobre motoristas e empresas, que seriam revertidas para financiar as redes públicas.

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