ECONOMIA

Menos brasileiros fecharam o ano de 2019 no vermelho em relação a 2018

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O superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Fábio Granja, comentou hoje uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), na qual 28% dos brasileiros fecharam o ano no vermelho, ainda que a economia brasileira tenha se mostrado mais sólida no último trimestre de 2019.

Para o superintendente o cenário aferido pela pesquisa é positivo quando comparado aos números do ano anterior.

Em março de 2018, a taxa de consumidores que não conseguiram pagar todas as contas chegou a 41%. Já em 2019, 40% dos consumidores conseguiram ficar no zero a zero, isto é, tiveram dinheiro apenas para pagar as contas, sem sobras, e apenas 18% ficaram no azul“, comentou Granja.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, as pessoas têm a falsa sensação de que viver no zero a zero é saudável em termos de finanças pessoais; mas ela lembra que viver dentro do padrão de vida equivale a gastar sempre menos do que se ganha.

É possível construir uma reserva financeira de forma a cobrir gastos eventuais imprevistos“, disse ela.

No levantamento de dados ainda, os altos preços dos produtos foram apontados como a principal causa dos pesquisados terem enfrentado dificuldade em liquidar suas contas, justificativa esta situada no topo do ranking desde o início da série histórica, em janeiro de 2018, ainda que os dados oficiais tenham indicado tendência de recuo da inflação ao longo dos meses. A queda da renda (23%) e a perda do emprego (21%) foram os obstáculos que dificultaram a missão de honrar os compromissos financeiros.

A meta de 39% de brasileiros que querem evitar que 2020 feche na mesma situação do ano anterior, é diminuir o nível de gastos, que envolvem desde despesas básicas como supermercado, água, luz e telefone, até itens considerados supérfluos, como lazer e vestuário.

Esse propósito é impulsionado principalmente pelos preços elevados (46%), e pela tentativa de economizar (28%) e pelo desemprego (25%). Enquanto isso, 41% dos consumidores espera manter o mesmo nível de gastos dos meses anteriores, 13% acredita que vai elevá-lo, principalmente em decorrência do aumento dos preços dos produtos e serviços (68%).

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ECONOMIA

Associação Comercial de Cuiabá e demais entidades do comércio entregam manifesto contrário ao “Novo Decreto Municipal”

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A Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC) e demais representantes do comércio fizeram uma manifestação nesta sexta-feira (03), em frente à Prefeitura de Cuiabá, contrários às decisões do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) em relação ao Decreto nº 7.975, de 02/07/2020. A medida institui o rodízio de carros e de CPF para o acesso ao comércio, bancos, lotéricas e mercados da Capital.

Os representantes das entidades foram recebidos pelo chefe de gabinete da Prefeitura de Cuiabá, Antônio Monreal Neto, e entregaram o manifesto assinado por todos, para conhecimento do prefeito. Neto ficou de agendar uma reunião com Emanuel Pinheiro para discussão das novas decisões. Também participaram da reunião os vereadores Orivaldo da Farmácia e Diego Guimarães e o deputado Ulysses Moraes.

Dentre os questionamentos do manifesto, foram apontados a falta de diálogo do prefeito com os comerciantes quanto às medidas tomadas diante do combate ao novo Coronavírus (COVID-19), bem como os critérios e embasamentos técnicos adotados. Além disso, as entidades reivindicaram a participação de membros do comércio no “Comitê de Enfrentamento à “Covid-19“”.

Há necessidade de abrir o diálogo com a sociedade, porque as medidas estão sendo tomadas dentro do gabinete, sem a participação dos representantes do comércio, que neste caso é o segmento que mais sofre com as consequências das decisões”, alertou Jonas Alves, presidente da ACC e da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), que também assinou o manifesto.

Segundo ele, as entidades uniram-se e tentam amenizar os impactos para o setor.

O empresário já fez muitos sacrifícios, nós pedimos que pelo menos essas medidas possam dar tempo para que se preparem. Não há alinhamento e todos ficam perdidos com essas decisões”, frisou Alves.

Além da ACC e Facmat, assinam o documento a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/MT), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL/MT) e CDL Cuiabá.

A essas entidades, juntarem-se outras que também se sentiram prejudicadas pelo decreto, entre elas, o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Mato Grosso (Sincovaga) e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado (Creci/MT).

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