ECONOMIA

Governo de Mato Grosso quita 1ª parcela de dívida dolarizada

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Fazenda, quitou a primeira parcela de parte da dívida do Estado que está dolarizada. O montante de R$ 103 milhões foi pago ao Bank of America na segunda-feira (09.03). 

pauloBrustolinA dívida de R$ 6,5 bilhões é referente a empréstimos contraídos com autarquias do Governo Federal, como o BNDES e a Caixa Econômica Federal, para investimentos em obras da Copa do Mundo, além de outras dívidas contraídas pelas gestões anteriores. Desse total, 22% está dolarizada. 

O secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, enfatiza que o pagamento demonstra a responsabilidade do governador Pedro Taques em honrar os compromissos do Estado, principalmente por conta do rating – ou classificação de risco – do Estado, que é essencialmente exportador. 

Embora não tenha sido a atual gestão que contraiu essa dívida em dólar, nós honramos esse pagamento com muito sacrifício. Tivemos que fazer uma série de ajustes para quitar a primeira parcela e isso é resultado do esforço da equipe do Tesouro Estadual da Sefaz”, afirmou Brustolin. 

Por outro lado, o secretário afirma que o cumprimento desse compromisso com o Bank of America não impede que a Procuradoria Geral do Estado (PGE), a pedido do governador, faça uma devassa jurídica no contrato. Durante a reunião realizada na Sefaz, no último sábado (07.03), com todo o secretariado, Taques afirmou que honraria o pagamento, mas que iria questionar o débito judicialmente. 

Além disso, o governador ressaltou que a quitação da parcela é importante porque o governo precisa ter credibilidade junto ao Governo Federal, mas que, no entanto, o contrato foi firmado sem manifestação da PGE, possui cláusulas absurdas e teve apenas um advogado contratado pela própria instituição financeira. 

Diante da situação, o secretário de Fazenda reforça a preocupação quanto à exposição de Mato Grosso ao risco do câmbio, o que vem reafirmando desde que assumiu a administração da Sefaz, em janeiro. “Existe uma possibilidade de oscilação do câmbio grande do dólar e isso pode comprometer tanto o pagamento da dívida quanto à política de investimento no Estado”, garante Brustolin.

 

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ECONOMIA

Petrobras anuncia novo reajuste na gasolina

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O aumento no preço dos combustíveis afeta diretamente quem tem o veículo como ferramenta de trabalho. Quando o bolso do consumidor é afetado com o aumento da gasolina é preciso buscar alternativas para economizar. Simples atitudes ao volante, por exemplo, e uma manutenção adequada podem contribuir para um melhor desempenho do veículo, que resulta em um menor consumo de combustível.

A Petrobras anunciou, nesta terça-feira (26), depois da disparada de 8% em 18 de janeiro que a gasolina terá novo aumento, mais um reajuste, desta vez de 5%. Com isso, o combustível acumula alta de 13,4% em 2021. O diesel também será reajustado em 4,4%. Os novos valores passam a vigorar a partir desta quarta-feira (27).

Vale ressaltar que a nova política da Petrobras, inaugurada este ano, é não revelar os percentuais de aumento, apenas os novos preços praticados nas suas refinarias. A companhia tampouco informa espontaneamente os reajustes, apenas responde quando procurada.

O preço médio de gasolina da Petrobras para as distribuidoras passa a ser de R$ 2,08 por litro, refletindo um aumento médio de R$ 0,10 por litro”.

Ao fim de 2020, o valor da gasolina era de R$ 1,83.

“O preço médio do diesel, por sua vez, passará a ser de R$ 2,12 por litro, refletindo uma aumento médio de R$ 0,09 por litro”, informou a estatal.

A empresa explicou que os preços praticados têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

Importante ressaltar também que os preços da gasolina e do diesel vendidos na bomba dos postos revendedores é diferente do valor cobrado nas refinarias pela Petrobras. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis”, acrescentou, como faz em todas as notas de reajuste.

Novidade

A novidade agora é que a Petrobras divulga dados do Global Petrol Prices, um site segundo o qual, em 18 de janeiro (portanto antes dos dois aumentos promovidos este ano), o preço médio ao consumidor de gasolina no Brasil era o 56º mais barato dentre 166 pesquisados, estando 17,8% abaixo da média de US$ 1,05 por litro.

Já o preço médio de diesel ao consumidor no Brasil era o 42º mais barato dentre 165 pesquisados, estando 26,7% abaixo da média de US$ 0,95 por litro”.

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