"RAZOABILIDADE"

Classe empresarial critica reajuste de salários no Governo

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Mensagem do Executivo foi aprovada em primeira votação na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) e empresários pedem que substitutivo seja retirado de pauta

Entidades que representa a classe empresarial de Mato Grosso emitiram uma nota no final da tarde desta quinta-feira (14) repudiando a aprovação em primeira votação da Mensagem nº 50/12 do Governo do Estado que autoriza o aumento da remuneração de presidentes de autarquias e cargos de confiança.

Na nota, as entidades rechaçam o reajuste alegando que o momento em que o Estado vive uma crise econômica diante da pandemia do novo Coronavírus, a Covid-19 não permite aumento com despesa de pessoal.

O foco deve ser voltado para a área da saúde, apontam os empresários.

Eleus Amorim, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat), uma das entidades que assina a nota, lembra que a situação tanto a população em geral quanto da classe empresarial é crítica e que não cabe ao Governo do Estado aumentar salários.

Estamos vivendo incertezas, inseguranças e prejuízos. O momento é de cautela para que a sociedade não seja ainda mais penalizada pela pandemia“, alerta Eleus Amorim.

Confira a íntegra da nota:

As entidades signatárias, cumprindo seu papel democrático e representativo da classe empresarial manifestam-se contrárias a aprovação em primeira votação da Mensagem nº 50/2020 pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e, pedem que o substitutivo seja mais uma vez retirado de pauta.

Não há como se tratar de aumento de despesa com pessoal em um Estado que, alegadamente, se encontra em dificuldade financeira. Não há como se falar de aumento de gastos com pessoal quando o foco tem que ser voltado para a área da saúde.

Não há que se aprovar mais gastos quando toda a sociedade vive assombrada com os efeitos da pandemia que corrói seus recursos e impõem um alto grau de pessimismo com relação ao futuro próximo.

O que se espera do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa, sobretudo em tempos de recessão econômica, são ações que sigam os princípios pautados na razoabilidade, na moralidade, no equilíbrio econômico-financeiro, na harmonia social, entre outros princípios de iguais relevância.

Contamos com o discernimento de nossos Excelentíssimos Deputados para se voltarem a realidade daqueles que estão sentindo sua dignidade devassada ao ter que se enfileirar nas portas dos Classe empresarial critica reajuste de salários no Governo e pede que AL retire mensagem de pauta bancos para conseguir “míserosR$ 600,00, daqueles que com olhos em lagrimas estão entregando cartas demissionárias, daqueles que estão perdendo seus entes queridos nos hospitais e, também, daqueles que diuturnamente estão dando seu sangue para manter seus negócios em pé e pagando os impostos escorchantes a que a atividade empresarial é submetida nesse estado e nesse País. Basta!!!! Não suportamos mais!!!!!

Cuiabá, quinta-feira, 14 de maio de 2020.

FECOMÉRCIO-MT;
FCDL – MT;
FACMAT;
CDL – Cuiabá;
ACC Cuiabá;
ACOMAC-MT;
SINDICOMAC;
AEDIC – Cuiabá;
ASMAT – MT;
SINDIPETRÓLEO – MT;
ABIH – MT;
SINDIMEC;
SINDIOPTICA;
SECOVI-MT;
ABRASEL-MT;
SINDMAT;
ASMAT;
SINCOVAGA;
SINCOTEC;
ACEC;
SINCOFARMA;
SHRBS – MT;
SINDIEVENTOS;
SINCODIV/FENABRAVE;
ACCC;
ASSEITE – MT.

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ECONOMIA

Na América Latina apenas 8% dos usuários pretendem evitar transporte público

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Uma pesquisa feita com 33 mil usuários em nove cidades da América Latina, mostra que cerca de 8% dos passageiros não pretendem voltar ao transporte público mesmo depois que as medidas de isolamento social motivadas pelo novo “Coronavírus” forem afrouxadas. E 68% disseram que pretendem seguir viajando nele, enquanto 23% declararam estar indecisos.

O estudo ouviu passageiros do transporte em Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Guadalajara (México), Guaiaquil (Equador), Montevidéu, Rio de Janeiro, Santiago e São Paulo no fim de abril, e foi feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em parceria com o aplicativo Moovit.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apenas 3% disseram pensar em deixar o transporte público. Já em Guaiaquil, no Equador, cidade duramente afetada pela Covid-19, 19% responderam que não querem voltar.

As cidades brasileiras que participaram da pesquisa apresentaram os maiores números de pessoas que continuam utilizando o transporte público durante a pandemia, principalmente para trabalhar”, comenta Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

Isso ocorre porque no Brasil a maior parte dos usuários de transporte público são das classes mais vulneráveis economicamente, correspondendo a 53,8% na classe C e 60,8% nas classes D e E. Essa população, principalmente na crise, precisa continuar trabalhando e normalmente seus trabalhos não podem ser executados em home office”, prossegue.

No estudo, São Paulo e Rio de Janeiro apresentam maior percentual de viagens por motivo de trabalho, com 80% e 79%. Buenos Aires e Montevidéu ocupam a terceira e quarta posição, com 77,45% e 77,04%, valores próximos à média de 77%.

As duas cidades brasileiras também figuram entre a maior parte dos entrevistados que afirmou ter usado o transporte recentemente, o que pode ser associado ao isolamento mais flexível adotado por essas cidades”, avalia Doyle.

O levantamento mostrou também que 86% dos entrevistados relataram piora no serviço nesse período, como atrasos e cortes de trajetos.

O setor de transporte público enfrenta uma crise. Quase todas as cidades que adotaram medidas de isolamento viram o número de passageiros cair mais de 70% a partir de março. Sem o dinheiro das tarifas, faltam recursos para manter o sistema operando.

Secretários de transporte avaliam que levará muitos meses para que a situação volte ao normal. Assim, gestores e especialistas debatem a criação de taxas sobre motoristas e empresas, que seriam revertidas para financiar as redes públicas.

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