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Caixa diz ter pago R$ 60 bilhões de auxílio emergencial

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O Auxílio Emergencial é um benefício financeiro concedido pelo Governo Federal destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela “Pandemia do Coronavírus“, a “COVID-19“.

Segundo informações da Caixa Econômica Federal, já foram pagos R$ 60 bilhões a beneficiários do programa de auxílio-emergencial do governo federal. O valor representa a soma da primeira e da segunda parcelas do benefício. Apenas neste sábado, 23, foram pagos R$ 3,4 bilhões.

Só hoje, pagamos 2,1 milhões de pessoas em espécie, enquanto 5,2 milhões de brasileiros receberam o depósito por via digital“, informou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Assim, no total, 7,3 milhões de pessoas receberam o auxílio-emergencial neste sábado.

Ao longo dos seis dias desta semana, foram 35 milhões de beneficiários, novo recorde do programa.

Ainda de acordo com Pedro Guimarães, mais 59 milhões de cidadãos foram considerados elegíveis para receber o benefício ao longo da próxima semana, com saques distribuídos entre segunda e sexta-feira.

Por outro lado, 10 milhões de pessoas seguem aguardando análise do banco para ter acesso ao benefício.

Comemoração

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães comemorou os pagamentos feitos nos últimos dias do auxílio emergencial de R$ 600.

Tivemos uma semana histórica. Mais de 35 milhões receberam seu auxílio, algo sem precedente no Brasil. Também apresentamos um resultado forte, afirmou Guimarães.

No primeiro trimestre, o lucro líquido recorrente do banco somou R$ 3 bilhões, ficando 7,5% aquém do visto em igual período de 2019. Contudo, no confronto com os três primeiros meses de 2019, houve crescimento de 21,5%.

Guimarães lembrou que, no ano passado, a Caixa fez pagamentos a 60 milhões de pessoas por meio do saque imediato do FGTS, medida adotada a fim de impulsionar a atividade econômica naquela ocasião.

Tivemos dois meses para nos preparar e seis para fazermos o pagamento. Agora, pagaremos 60 milhões durante três meses, tendo dois dias para nos preparar. Isso demonstra a força da Caixa e o compromisso do banco com o Brasil, em especial com o cidadão carente“, disse.

O presidente da Caixa afirmou estar “orgulhoso”, pois 30 milhões de brasileiros que não tinham acesso ao programa de ajuda estão sendo assistidos neste momento de crise provocada pela “Pandemia” do novo Coronavírus.

O vice-presidente de Tecnologia e Digital da Caixa, Cláudio Salituro, reforçou a importância dos pagamentos por meio digitais, voltando a afirmar que em breve os clientes terão novidades na parte tecnológica.

Estamos melhorando o aplicativo, pois tudo foi feito de forma rápida, e temos a certeza de que o perfil do cidadão brasileiro, do cliente da Caixa, está mudando, está sendo digital. Em breve, virão novidades“, disse.

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ECONOMIA

Na América Latina apenas 8% dos usuários pretendem evitar transporte público

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Uma pesquisa feita com 33 mil usuários em nove cidades da América Latina, mostra que cerca de 8% dos passageiros não pretendem voltar ao transporte público mesmo depois que as medidas de isolamento social motivadas pelo novo “Coronavírus” forem afrouxadas. E 68% disseram que pretendem seguir viajando nele, enquanto 23% declararam estar indecisos.

O estudo ouviu passageiros do transporte em Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Guadalajara (México), Guaiaquil (Equador), Montevidéu, Rio de Janeiro, Santiago e São Paulo no fim de abril, e foi feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em parceria com o aplicativo Moovit.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apenas 3% disseram pensar em deixar o transporte público. Já em Guaiaquil, no Equador, cidade duramente afetada pela Covid-19, 19% responderam que não querem voltar.

As cidades brasileiras que participaram da pesquisa apresentaram os maiores números de pessoas que continuam utilizando o transporte público durante a pandemia, principalmente para trabalhar”, comenta Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

Isso ocorre porque no Brasil a maior parte dos usuários de transporte público são das classes mais vulneráveis economicamente, correspondendo a 53,8% na classe C e 60,8% nas classes D e E. Essa população, principalmente na crise, precisa continuar trabalhando e normalmente seus trabalhos não podem ser executados em home office”, prossegue.

No estudo, São Paulo e Rio de Janeiro apresentam maior percentual de viagens por motivo de trabalho, com 80% e 79%. Buenos Aires e Montevidéu ocupam a terceira e quarta posição, com 77,45% e 77,04%, valores próximos à média de 77%.

As duas cidades brasileiras também figuram entre a maior parte dos entrevistados que afirmou ter usado o transporte recentemente, o que pode ser associado ao isolamento mais flexível adotado por essas cidades”, avalia Doyle.

O levantamento mostrou também que 86% dos entrevistados relataram piora no serviço nesse período, como atrasos e cortes de trajetos.

O setor de transporte público enfrenta uma crise. Quase todas as cidades que adotaram medidas de isolamento viram o número de passageiros cair mais de 70% a partir de março. Sem o dinheiro das tarifas, faltam recursos para manter o sistema operando.

Secretários de transporte avaliam que levará muitos meses para que a situação volte ao normal. Assim, gestores e especialistas debatem a criação de taxas sobre motoristas e empresas, que seriam revertidas para financiar as redes públicas.

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