ECONOMIA

Aumento no preço da gasolina e do diesel é anunciada pela Petrobras

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Com os reajustes, preços irão a novas máximas dentro da política em vigor desde julho, a R$ 2,3716 o litro de diesel e R$ 2,0867 o litro de gasolina

A Petrobras elevará os preços do diesel em 0,97% e os da gasolina em 0,9% nas refinarias a partir desta terça-feira (22), informou a petroleira no seu site nesta segunda-feira (21).

Com os reajustes, os preços dos combustíveis irão a novas máximas dentro da política em vigor desde julho, a R$ 2,3716 o litro de diesel e R$ 2,0867 o litro de gasolina.

A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo, que chegou a bater as cotações máximas desde 2014, além da tendência de alta do dólar sobre várias moedas, incluindo o real.

Nesta segunda, caminhoneiros fazem protestos pelo país contra o aumento no valor do diesel.

O que diz a Petrobras

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente. Na semana passada, foram 5 reajustes diários seguidos. No acumulado somente na semana passada, a alta chegou a 6,98% nos preços da gasolina e de 5,98% no diesel. Desde julho de 2017, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 58,76% e o do diesel, valorização de 59,32%.

Em comunicado divulgado na sexta-feira (18), a Petrobras voltou a justificar os reajustes diários, afirmando que os combustíveis derivados de petróleo são commodities, que os o preços estão “atrelados aos mercados internacionais”.

A exemplo da soja, do trigo, do aço, entre outras commodities, suas cotações variam diariamente. Do mesmo modo, o câmbio também tem ajustes diários. Assim, a Petrobras não tem o poder de formar esses preços. O que a companhia faz é refletir essa variação de preço do mercado internacional”, informou.

As revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis”, acrescentou.

Impacto no preço cobrado nos postos

A decisão de repassar o aumento do valor da combustível cobrado nas refinarias para o consumidor final é dos postos de combustíveis.

Na semana passada, o preço médio da gasolina nos postos do país atingiu novas máximas no ano, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço médio do litro de gasolina para os consumidores ficou em R$ 4,284, ante R$ 4,257 na semana anterior. Com o novo aumento, a gasolina acumula alta de 4,51% desde o início do ano. Desde julho do ano passado, a alta é de mais de 22%.

O valor do diesel também terminou a semana em alta. Segundo a ANP, o valor médio por litro passou para R$ 3,595, acumulando avanço de 8% no ano e de 21,5% desde julho do ano passado.

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ECONOMIA

Números de Devedores em Mato Grosso cai quase 6%

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Conforme o núcleo de inteligência de mercado da CDL Cuiabá, os dados apresentados no fechamento de maio de 2021 pelo Serviço de Proteção ao Crédito – SPC Brasil, relataram que o número de devedores caiu -5,94% em relação a maio de 2020. Já na passagem mensal de abril para maio, o número cresceu 0,36%.

Comparando os períodos supracitados, entre os anuais, o número de devedores do Estado teve uma redução melhor que a média da região Centro-Oeste (-4,02%) e a média nacional (-4,34%). Na passagem mensal, o aumento foi menor que a região Centro-Oeste (1,06%) e a nacional (0,59%).

Referente à quantidade de dívidas de moradores de Mato Grosso, o número caiu -7,19% em relação a maio de 2020. Sendo que na passagem mensal de abril para maio de 2021, o número de dívidas cresceu 0,51%.

A queda do número de contas vencidas no Estado entre maio de 2021 e o mesmo período do ano anterior foi melhor que a média da região Centro-Oeste (-5,25%) e a média nacional (-5,91%). Na passagem mensal de abril para maio de 2021, o aumento foi menor que a Região Centro-Oeste (1,19%) e da nacional (0,90%).

O cenário apresentado demonstra que Mato Grosso fechou com percentuais de inadimplência mais favoráveis que a região Centro-Oeste e o nacional. Esse fato está ligado a vários fatores, porém destacamos a geração de empregos que está se mantendo com saldo positivo desde o início do ano e a melhora nas vendas ocorrida principalmente nestes últimos 60 dias. Isso significa mais dinheiro girando na economia, até porque mais de 73% da população tem preferido efetuar pagamentos à vista, avaliou o superintendente da CDL Cuiabá, Fábio Granja.

O levantamento apresentou ainda que o total de devedores residentes no Estado ficou próximo de 1,123 milhões. A soma total de dívidas fechou com uma quantidade acima de R$ 2,162 milhões, o que representa uma média de contas em atraso de quase duas (1,925) por cidadão que reside em Mato Grosso. Em valores financeiros, a soma de todas as dívidas ficou acima de R$ 1,92 bilhões de reais.

Os setores com maiores participações do número de dívidas foram Bancos (33,17%), Comércio (30,59%), Água e Luz (16,65%), Comunicação (12,82%) e outros (6,78%).

Já a abertura por faixa etária do devedor mostra a participação de 30 a 39 anos (26,21%), 40 a 49 anos (21,57%), 50 a 64 anos (19,55%), 25 a 29 anos (13,21%), 65 a 84 anos (9,18%), 18 a 24 anos (8,91%) e acima de 85 anos (1,07%).

A perspectiva de recuperação econômica para o segundo semestre continua sendo positiva, porém sabemos que será gradativa. Uma das formas mais viáveis para acelerarmos os índices positivos é gerar mais confiança para o mercado e isso será possível com a vacinação em massa e aprovação de reformas importantes como a administrativa e tributária, acrescentou Granja.

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