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CONSUMIDOR NO VERMELHO

Aumento do consumo faz crescer endividamento em Cuiabá

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O percentual de famílias endividadas em Cuiabá, no mês de fevereiro, atingiu 71,4% contra 70,3% verificado no mês anterior, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio no estado (IPF-MT).

Apesar de o índice ser maior na variação mensal, o diretor de Pesquisa do IPF-MT, Maurício Munhoz, destacou que o resultado ainda é positivo se comparado a fevereiro de 2021, quando 74% das famílias na capital possuíam contam parceladas.

No entanto, a preocupação de Maurício se dá quanto à inadimplência, que atinge as famílias mais pobres da capital.

É notório na pesquisa que os que ganham mais de 10 salários-mínimos são os que gastam mais e que, portanto, acabam se endividando mais. Já os que ganham menos que isso estão encontrando mais dificuldades para pagar suas contas”, explicou.

O uso do cartão de crédito figura como o principal tipo de dívida das famílias em Cuiabá, chegando a 75,3%, seguido dos boletos, que aparece com 40,3%. Para as famílias que ganham mais de 10 salários-mínimos, além de estarem mais endividadas, segundo a pesquisa, o uso do cartão de crédito representa 91,2% delas.

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Inadimplência

O índice geral da pesquisa mostrou que 32,2% das famílias estão com as contas em atraso. O percentual está em 33,6% para as famílias que recebem até 10 s.m., contra apenas 17,9% nas famílias que recebem acima disso. No comparativo com fevereiro do ano passado, o nível geral de inadimplência estava em 34,7%.

Com relação à condição de pagamento das dívidas em atraso, a pesquisa registrou a terceira queda consecutiva e atinge apenas 7,3%. Também no comparativo anual, a redução chega a 4,4 pontos percentuais, quando alcançava 11,7% das famílias na capital.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, também reforça a preocupação quanto ao aumento constante do endividamento das famílias.

O que pode ser levado como preocupação é o crescimento contínuo do endividamento, gerando um desequilíbrio. Ainda assim, Cuiabá está abaixo da média das capitais no endividamento”.

O percentual de famílias no país que relataram ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) alcançou 76,6% em fevereiro, retomando o nível apurado em dezembro de 2021. Há um ano, a proporção de endividados era de 66,7%, 9,9 p.p. abaixo do número atual.

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O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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ECONOMIA

Custo da cesta básica dispara em Cuiabá

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Com acréscimo de 1,86% na terceira semana de maio, em comparação à semana anterior, a cesta básica em Cuiabá atingiu o valor de R$ 913,47 e ultrapassou, pela primeira vez na série histórica, a marca de R$ 900. O maior patamar apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) elevou em 9,58% a diferença de preço observada em relação ao mesmo período do ano passado, quando o custo era de R$ 833,59.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, enfatizou a alta de preços em produtos que sofrem grande influência climática.

Mesmo com quedas observadas em itens como carne, café, banana e açúcar, as altas concentradas em produtos de maior peso e sensibilidade climática sustentaram o avanço do custo médio da cesta nesta semana.

É o caso do tomate, que registrou variação semanal positiva de 14,95%, chegando ao preço médio de R$ 13,47/kg. A baixa temperatura registrada nas principais lavouras provoca atrasos na maturação dos frutos, restringe a oferta e pode ocasionar o aumento de preços observado.

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A batata também registrou aumento de 9,04%, e a média semanal chegou a R$ 9,10/kg. Segundo análise do IPF-MT, a variação de preço pode estar relacionada também à baixa oferta, consequência do fim da colheita da safra atual e das chuvas observadas em algumas lavouras, que atrasam o processo de colheita do produto.

Outro item que apresentou aumento em decorrência de fatores climáticos foi o feijão, com acréscimo de 2,14%, chegando à média de R$ 8,16/kg. A alta nos custos de produção, em decorrência dos cuidados no armazenamento dos grãos, pode ter resultado em aumento no preço final ao consumidor.

Diante do incremento da oferta à nível global, o café segue em queda pela nona semana consecutiva. Desta vez, a variação negativa observada foi de 1,96%, fazendo com que o pacote de 500 gramas atingisse o preço médio de R$ 29,98, além de ficar 12,11% mais barato em comparação com o mesmo período de 2025.

Wenceslau Júnior reforçou que:a dinâmica das variações observadas nesta semana evidencia a influência das condições climáticas e sazonais sobre a inflação dos alimentos, especialmente entre os produtos in natura e de ciclo agrícola mais sensível.

O Sistema Comércio em Mato Grosso, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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