NA CAPITAL

56,3% das famílias tiveram sua renda reduzida por conta da “COVID-19”

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A “COVID-19” terá impactos de longo alcance nos resultados do mercado de trabalho. Além das preocupações urgentes com a saúde das (os) trabalhadoras (es) e de suas famílias, o vírus e a crise econômica resultante da “Pandemia” impactarão o mundo do trabalho em três dimensões principais.

A oferta de mão de obra está diminuindo como resultado das medidas de quarentena e da redução da atividade econômica. Os impactos no emprego implicam grandes perdas de renda para as(os) trabalhadoras(es). Prevê-se uma perda geral de renda do trabalho entre 860 e 3.440 bilhões de dólares. A perda de renda do trabalho se traduzirá em menor consumo de bens e serviços, o que é prejudicial para a continuidade dos negócios e para garantir que as economias sejam resilientes.

Com o objetivo de entender os impactos da “Pandemia” no atual cenário econômico com a população na cidade de Cuiabá, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), através de seu núcleo de inteligência de mercado, realizou uma análise estruturada por “Blocos de Temas” relacionados ao Comportamento dos respondentes do presente estudo.

A primeira etapa da pesquisa foi para identificar a relação do entrevistado com a COVID-19. O perfil dessas pessoas ficou dividido, sendo 50% feminino e 50% masculino, assim como a idade de cada um deles, 25% geração dos Baby Boomers (acima de 56 anos), 22,5%, Geração X (de 41 a 55 anos), 27,5% Geração Y (26 a 40 anos), 25% Geração Z (de 18 a 25 anos).

Com relação a profissão, 43% dos que responderam as perguntas eram funcionários de empresas privadas, 19% prestador de serviço, autônomo e profissional liberal, 12,7% funcionário público, 8,9% aposentado, 5% estudante e 11,4% se enquadravam em outras categorias.

Para o superintendente da CDL Cuiabá, Fábio Granja, a intenção da entidade nesta edição da pesquisa é sentir e entender alguns aspectos do comportamento da população local neste período de Pandemia. Os receios, medo e dificuldades que têm passado, além de sugestões que possam viabilizar ações e ferramentas de aprimoramento para retomada e manutenção das atividades econômicas“.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

Em relação ao uso de equipamentos de proteção individual, 96,5% dos entrevistados responderam estar usando máscara diariamente ao sair de casa e 95% dizem usar álcool em gel 70.

Já sobre o distanciamento social, 85% disse ter mantido distância dos familiares/amigos que moram em outras residências. Desse resultado, a maioria dos entrevistados são da geração Baby Boomers (acima de 56 anos) e da Geração X (de 55 anos a 41 anos) 83,3%.

Outra medida de prevenção abordada na pesquisa, foi se os entrevistados tem usado diariamente o transporte público para sair de casa (trabalho ou outro motivo). 63,7% disseram que estão evitando utilizar.

VISÃO X CONHECIMENTO

No total, 91,2% discordam ter parentes, conhecidos e ou amigos que contrariam a “COVID-19” (último mês), 60,3% discordam com a afirmativa do medo ter aumentado ao sair de casa e 50,8% dos entrevistados disseram conhecer pessoas (próximas) que perderam o emprego.

É importante monitorarmos esses dados de forma constante, pois trata-se de um momento de incertezas e insegurança que pode alterar o comportamento da população de acordo com a evolução positiva ou negativa do período. Evolução da cura ou propagação da doença, além da estabilidade ou instabilidade econômica do país. Estamos trabalhando e torcendo muito para que esses aspectos evoluam positivamente e que à normalidade possa ser logo restabelecida“, declarou o superintendente.

TRABALHO X RENDA

Sobre se concorda que esteja frequentando normalmente seu local de trabalho, 56,2% dos entrevistados responderam que sim. Enquanto que 56,3% dos entrevistados concordaram com a afirmativa que a renda familiar reduziu.

Dentre os colaboradores da iniciativa privada, 44,2% relataram que a família perdeu renda, já entre os prestadores de serviço, autônomos e profissionais liberais o percentual atingido ficou em 60%, já entre os aposentados o percentual atingiu 71,5%.

A crise é nítida e já sentida pela população, a perda de renda atinge a todas as classes. É uma luta diária pela manutenção e geração de renda. Sem renda a economia não gira, por isso existe um papel importante de conscientização junto a população quanto as medidas de biossegurança para que não seja aumentado os casos de Covid-19 e de outro lado o papel de entes públicos e privados que possam de fato gerar ações e mecanismos que cheguem a quem precisa, dentre estes destaco o crédito facilitado, avalia Granja

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ECONOMIA

Na América Latina apenas 8% dos usuários pretendem evitar transporte público

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Uma pesquisa feita com 33 mil usuários em nove cidades da América Latina, mostra que cerca de 8% dos passageiros não pretendem voltar ao transporte público mesmo depois que as medidas de isolamento social motivadas pelo novo “Coronavírus” forem afrouxadas. E 68% disseram que pretendem seguir viajando nele, enquanto 23% declararam estar indecisos.

O estudo ouviu passageiros do transporte em Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Guadalajara (México), Guaiaquil (Equador), Montevidéu, Rio de Janeiro, Santiago e São Paulo no fim de abril, e foi feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em parceria com o aplicativo Moovit.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apenas 3% disseram pensar em deixar o transporte público. Já em Guaiaquil, no Equador, cidade duramente afetada pela Covid-19, 19% responderam que não querem voltar.

As cidades brasileiras que participaram da pesquisa apresentaram os maiores números de pessoas que continuam utilizando o transporte público durante a pandemia, principalmente para trabalhar”, comenta Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

Isso ocorre porque no Brasil a maior parte dos usuários de transporte público são das classes mais vulneráveis economicamente, correspondendo a 53,8% na classe C e 60,8% nas classes D e E. Essa população, principalmente na crise, precisa continuar trabalhando e normalmente seus trabalhos não podem ser executados em home office”, prossegue.

No estudo, São Paulo e Rio de Janeiro apresentam maior percentual de viagens por motivo de trabalho, com 80% e 79%. Buenos Aires e Montevidéu ocupam a terceira e quarta posição, com 77,45% e 77,04%, valores próximos à média de 77%.

As duas cidades brasileiras também figuram entre a maior parte dos entrevistados que afirmou ter usado o transporte recentemente, o que pode ser associado ao isolamento mais flexível adotado por essas cidades”, avalia Doyle.

O levantamento mostrou também que 86% dos entrevistados relataram piora no serviço nesse período, como atrasos e cortes de trajetos.

O setor de transporte público enfrenta uma crise. Quase todas as cidades que adotaram medidas de isolamento viram o número de passageiros cair mais de 70% a partir de março. Sem o dinheiro das tarifas, faltam recursos para manter o sistema operando.

Secretários de transporte avaliam que levará muitos meses para que a situação volte ao normal. Assim, gestores e especialistas debatem a criação de taxas sobre motoristas e empresas, que seriam revertidas para financiar as redes públicas.

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